Odent Donald Trump está pressionando a China a apresentar uma proposta tarifária que possa ajudar a resolver o crescente conflito comercial entre as duas grandes potências econômicas.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, leu na terça-feira uma declaração ditada por Trump, indicando que o governo quer que a China tome a iniciativa de negociar. "A bola está com a China. A China precisa fazer um acordo conosco. Nós não precisamos fazer um acordo com eles", dizia a declaração.
O texto também ressaltou que, na visão de Trump, “Não há diferença entre a China e qualquer outro país, exceto pelo fato de que eles são muito maiores, e a China quer o que nós temos, o que todos os países querem, o que nós temos — o consumidor americano — ou, dito de outra forma, eles precisam do nosso dinheiro.”
Essas declarações demonstram que cada lado se mantém firme, deixando pouca certeza sobre quando o conflito irá diminuir.
Leavitt explicou: “Há muito trabalho a fazer. Compreendemos isso perfeitamente, mas acreditamos que poderemos anunciar alguns acordos muito em breve.” No entanto, ela não especificou quais nações poderiam estar perto de chegar a um acordo com Washington.
Entretanto, não houve nenhum diálogo de alto nível entre os EUA e a China. Cada vez que um lado aumentava as tarifas, o outro respondia elevando-as também. Trump iniciou esta rodada em 2 de abril com uma tarifa de 34% sobre as importações chinesas.
A China respondeu anunciando uma tarifa de 125% sobre todos os produtos americanos a partir de 12 de abril. O presidente, dent , aumentou as tarifas em reação a cada nova medida chinesa. Ao mesmo tempo, a Casa Branca insistiu que a China deveria dar o primeiro passo para reiniciar as discussões formais, enquanto Pequim afirmou que ainda não está claro o que os EUA estão pedindo.
A China suspendeu as entregas da Boeing nesse ínterim
A Bloomberg noticiou que as companhias aéreas chinesas foram instruídas a não aceitar entregas da Boeing, citando fontes não identificadas. A diretiva às companhias aéreas surge na sequência da decisão da administração Trump de impor tarifas de até 145% sobre produtos chineses.
Odent respondeu em uma publicação nas redes sociais, acusando Pequim de ter "simplesmente descumprido o grande acordo com a Boeing" assinado durante seu primeiro mandato.
O impasse se aprofundou depois que a Casa Branca revelou estar negociando com diversos parceiros estrangeiros para reduzir as barreiras comerciais, em troca da suspensão, pelos Estados Unidos, de tarifas mais rígidas. Essas tarifas foram suspensas em 10 de abril por 90 dias para permitir negociações com outros países. Até o momento, há pelo menos 15 propostas para Trump analisar, e Leavitt afirmou que o presidente dent determinado a “assinar pessoalmente todos esses acordos”.
Analistas observaram que a Boeing pode não sofrer tanto no curto prazo, pois poderia potencialmente enviar essas aeronaves para outras companhias aéreas, e a Airbus não possui capacidade de produção suficiente para atender plenamente às necessidades da China. Ainda assim, a Boeing considera a China um de seus mercados de crescimento mais rápido, e uma suspensão de encomendas do país poderia representar desafios no futuro.
Os dados mostram que as três maiores companhias aéreas da China — Air China, China Eastern Airlines e China Southern Airlines — planejavam receber 45, 53 e 81 aviões Boeing, respectivamente, entre 2025 e 2027. Pequim também orientou essas companhias aéreas a suspenderem as compras de equipamentos e peças relacionados de empresas americanas. Mesmo assim, interromper completamente a aquisição de peças americanas pode ser difícil, pois as companhias aéreas chinesas precisam delas para manter suas frotas atuais.
O governo chinês está explorando maneiras de auxiliar as companhias aéreas que arrendam jatos da Boeing e que agora enfrentam custos crescentes. Segundo a Bloomberg News, esse apoio poderá vir de diversas formas, embora nenhum detalhe específico tenha sido divulgado.

