ÚLTIMAS NOTÍCIAS
SELECIONADO PARA VOCÊ
SEMANALMENTE
MANTENHA-SE NO TOPO

As melhores informações sobre criptomoedas direto na sua caixa de entrada.

Trump se mostra aberto a negociações com Lula, enquanto o Brasil ignora o impacto das tarifas

PorNélio IreneNélio Irene
Tempo de leitura: 3 minutos
  • Trump disse que poderia conversar com odent brasileiro Lula, deixando a porta aberta para futuras negociações.
  • Lula alertou para possíveis represálias caso as negociações fracassem e criticou a ligação feita por Trump entre as tarifas e o processo contra Bolsonaro.
  • Os mercados brasileiros recuaram em resposta ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Brasil e à incerteza comercial.

O governo brasileiro minimizou na sexta-feira as preocupações com as consequências econômicas da ameaça dodent dos EUA, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre as importações brasileiras, expressando esperança em futuras negociações, mesmo com o aumento das tensões em relação aos processos judiciais envolvendo o ex-dent Jair Bolsonaro.

Trump disse a repórteres que poderia eventualmente conversar com o presidente brasileirodent Inácio Lula da Silva, mas criticou o judiciário brasileiro por processar Bolsonaro, que enfrenta acusações de tentar anular a vitória eleitoral de Lula em 2022. “Talvez em algum momento eu fale com ele. Agora não vou”, disse Trump antes de partir para o Texas, atingido por enchentes, reiterando sua crença de que Bolsonaro está sendo tratado “de forma muito injusta”.

Em resposta, Lula reafirmou a disposição do Brasil em negociar, mas alertou para represálias caso a diplomacia falhe. “Primeiro tentaremos negociar, mas se não houver negociação, a lei da reciprocidade será aplicada”, disse Lula em entrevista à Record TV na quinta-feira.

Brasil minimiza riscos econômicos em meio à instabilidade do mercado e tensões com os EUA

Apesar da ameaça de tarifas, o Ministério da Fazenda do Brasil projetou um impacto econômico limitado, mantendo sua previsão de crescimento do PIB de 2,5% para 2025. Autoridades afirmaram que apenas setores específicos, como o aeroespacial e o de máquinas para energia — fortemente dependentes de compradores americanos — poderiam sofrer impactos.

Um funcionário da Casa Branca, falando sob condição de anonimato, afirmou que setores críticos como petróleo e minerais permaneceriam isentos, em consonância com as políticas tarifárias mais amplas anunciadas em abril. O petróleo é o principal produto de exportação do Brasil para os EUA, mas grupos industriais locais expressaram incerteza sobre a continuidade das isenções.

Os Estados Unidos também importam volumes significativos de aço, café, celulose, carne bovina e suco de laranja brasileiros — produtos que o Brasil acredita poderem ser redirecionados para outros mercados. “Não é como se não pudéssemos sobreviver sem os Estados Unidos”, disse Lula, reiterando os esforços contínuos do Brasil para diversificar suas parcerias comerciais. A China já responde por 28% das exportações, em comparação com 12% dos Estados Unidos.

Ainda assim, os exportadores brasileiros estão cautelosos. A associação da indústria da carne bovina alertou que as tarifas tornariam o comércio com os EUA “economicamente inviável”

Em carta enviada a Lula no início da semana, Trump vinculou as tarifas propostas ao processo judicial em curso contra Bolsonaro, deixando pouca margem de manobra para o Brasil. Lula, em entrevista à TV Globo, condenou a justificativa de Trump como “extremamente ultrajante”, afirmando que Bolsonaro “não apenas tentou dar um golpe de Estado — ele tentou preparar a minha morte”

Bolsonaro nega todas as acusações.

Os mercados reagem com cautela, à medida que as tensões afetam a confiança dos investidores

Os mercados financeiros refletiram a inquietação. O real brasileiro caiu 0,7% em relação ao dólar na sexta-feira, enquanto o índice Bovespa recuou 0,5%, com a queda semanal do real a tracde ser a mais acentuada desde fevereiro.

Enquanto isso, dos EUAdent , Donald Trump, devem incluir todo o metal refinado. Isso demonstra osdentamplos esforços do presidente para impulsionar a produção americana de um dos materiais mais onipresentes do mundo

O anúncio de Trump sobre a taxa, que segundo ele entraria em vigor em 1º de agosto, careceu de muitos detalhes. Ainda assim, o cobre refinado estará incluído, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto que pediram para não serem identificadas, pois as discussões são privadas.

O cobre refinado é essencial para diversos setores, incluindo construção civil, veículos elétricos, redes elétricas etronde consumo. A Bloomberg informou que as taxas também devem ser aplicadas a produtos de cobre semiacabados, o que poderia ampliar ainda mais o impacto da política em toda a cadeia de suprimentos.

Embora o plano ressalte o empenho agressivo de Trump em proteger e revitalizar a indústria manufatureira americana, ele ainda não está finalizado. Um funcionário da Casa Branca observou que as medidas tarifárias ainda estão sendo avaliadas e não devem ser consideradas defiaté serem anunciadas oficialmente pelodent.

Em resposta ao anúncio, o Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca se reuniu com representantes do setor horas depois. Fontes afirmam que o setor pressionou o governo para que não aplicasse restrições à exportação de sucata de cobre, um subproduto do qual os EUA são um dos principais fornecedores globais. Como a produção doméstica de sucata supera a demanda local, grande parte do excedente é exportada, tornando-se um componente crucial do comércio internacional para o setor metalúrgico americano.

Se você está lendo isto, já está um passo à frente. Continue assim assinando nossa newsletter.

Compartilhe este artigo

Aviso Legal. As informações fornecidas não constituem aconselhamento de investimento. CryptopolitanO não se responsabiliza por quaisquer investimentos realizados com base nas informações fornecidas nesta página. Recomendamostrona realização de pesquisas independentesdent /ou a consulta a um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.

Nélio Irene

Nélio Irene

Nellius é formada em Administração de Empresas e TI, com cinco anos de experiência no setor de criptomoedas. Ela também é graduada pela Bitcoin Dada. Nellius já contribuiu para importantes publicações de mídia, incluindo BanklessTimes, Cryptobasic e Riseup Media.

MAIS… NOTÍCIAS
INTENSIVO AVANÇADAS
CURSO