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TracCBDC 2025: Quais países estão liderando a corrida das moedas digitais?

PorMaria PagkalinawanMaria Pagkalinawan
Tempo de leitura: 3 minutos

A competição global para transformar os sistemas monetários tradicionais em moedas digitais está atualmente impulsionando os bancos centrais de todo o mundo a criarem moedas digitais de bancos centrais (CBDCs). 

A maioria dos países está implementando a moeda digital em contextos operacionais. Isso significa que os testes estão sendo realizados em ambientes reais. Outros países, incluindo os Estados Unidos, estão trabalhando no desenvolvimento da estrutura legal e técnica, além de considerarem aspectos de privacidade e supervisão financeira. 

O principal debate sobre privacidade e autonomia no investimento em moedas digitais gira em torno do KYC (Conheça Seu Cliente). A maioria dos órgãos reguladores governamentais exige que bancos e instituições financeiras implementem políticas de KYC, especialmente no que diz respeito a transações financeiras. Isso é compreensível, visto que as transações tradicionais são realizadas em moeda fiduciária, que é a moeda corrente legal do governo. 

No entanto, esse não é o caso das criptomoedas. Como nenhum governo possui e controla ativos como Bitcoin, investidores que valorizam a privacidade estão recorrendo a plataformas de criptomoedas para comprar Bitcoin sem KYC(Conheça Seu Cliente). Essas carteiras de criptomoedas sem KYC permitem que os usuários comprem e usem criptomoedas sem fornecer qualquer informação pessoal ou documento de identidade. 

Estados Unidos: Política de CBDC com muitas regulamentações e foco na privacidade

Diversas versões preliminares foram divulgadas pelo Federal Reserve nos últimos três anos, sem que houvesse uma aprovação defipara o lançamento de um sistema de dólar digital. No entanto, esses documentos focam na preservação da privacidade, nos controles de governança e na participação do usuário. A "Lei de Moedatrone Hardware Seguro" (CASH Act) foi aprovada constitucionalmente como um projeto de lei em 2022. O projeto propõe um dólar digital que funcione como cash, sendo anônimo, com capacidade de operação offline e não vinculado a um registro centralizado.

O Federal Reserve divulgou o documento de discussão em 2022, estabelecendo três requisitos essenciais: proteção da privacidade, padrões contra o uso ilegal e domínio global sustentado do dólar. Os EUA estão adotando uma abordagem cautelosa em relação à implementação da CBDC, em comparação com a rápida expansão da China e o cronograma mais lento estabelecido pela UE.

Israel: Testando a inovação, aguardando a Europa

o Banco de Israel divulgou um extenso projeto preliminar para sua CBDC ( Em março de 2025,trac. O banco central criou o "Desafio do Shekel Digital", uma competição que busca aplicações técnicas de fintech para sua futura CBDC. Apesar do planejamento robusto, as autoridades israelenses permanecem cautelosas quanto à implementação, aguardando que mais países europeus lancem as suas primeiro.

China: A todo vapor!

O Banco Popular da China (PBoC) é líder mundial no desenvolvimento de CBDCs (Moedas Digitais de Banco Central). Cidades na China implementaram projetos-piloto do yuan digital (e-CNY) em 2020 e estabeleceram sua integração em sistemas de transporte público, redes de comércio eletrônico e redes de distribuição de folha de pagamento. Diferentemente dos EUA, a China prioriza outras medidas em seu sistema financeiro, evitando abordagens anônimas. O sistema e-CNY opera por meio de uma estrutura centralizada que permite tanto tracem tempo real quanto a roteamento por meio de uma infraestrutura robusta. O governo alega que essa ferramenta ajuda a combater a sonegação fiscal e a corrupção, mas defensores da privacidade se opõem a esse sistema.

Segundo relatos, a China expandiu a fase piloto da CBDC para mais de 260 milhões de usuários até 2023, consolidando sua liderança em aplicações práticas de CBDC.

União Europeia: Privacidade desde a concepção

O Banco Central Europeu (BCE) apresenta informações detalhadas sobre a arquitetura do euro digital e instruções para salvaguardas de privacidade, conexões de sistemas e usabilidade internacional. A estratégia do BCE difere da da China por conceder aos usuários total autonomia de escolha, incluindo acesso online e offline à CBDC, ao mesmo tempo que preserva a privacidade do usuário.

O BCE finalizou a fase de investigação em outubro de 2023, antes de iniciar a fase de preparação para o desenvolvimento dos sistemas técnicos e regulamentares finais. Os intermediários devem coletar dados limitados como parte dos requisitos de combate à lavagem de dinheiro para a implementação da CBDC.

O que torna a abordagem dos EUA única?

Os Estados Unidos priorizam a proteção dos direitos constitucionais, o direito à privacidade do usuário e os princípios democráticos em detrimento da implementação rápida. Os EUA adotam abordagens distintas em relação às propostas de CBDC (Moeda Digital do Banco Central), que variam entre a criação de carteiras digitais vinculadas ao Fed (Banco Central dos EUA) e sistemas que replicam cash.

Os EUA também priorizam a independência do banco central e o consenso político no desenvolvimento da moeda digital centralizada, pois agências governamentais importantes, como o Federal Reserve, o Tesouro e o Congresso, ditam a formação e a adoção de criptomoedas. O processo de desenvolvimento lento pode resultar em uma CBDC que conquiste ampla confiança pública no futuro.

Considerações finais

Tecnicamente, esses três países estão na liderança, pois já lançaram suas CBDCs: Bahamas, Jamaica e Nigéria. No entanto, eles ainda enfrentam desafios, além de uma adoção em larga escala. As moedas digitais são uma tendência universal entre os bancos centrais, que operam em diferentes ritmos ao redor do mundo. Atualmente, 134 países, em diferentes fases, trabalham ativamente para estabelecer uma CBDC.

Cada nação adota suas próprias estratégias de moeda digital com base no contexto político, cultural e nas realidades econômicas. 

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