Segundo relatos, a Tailândia está se esforçando para se tornar um dos países asiáticos que demonstraram uma mudança na forma como lidam com ativos digitais neste ano.
O Ministério das Finanças da Tailândia deverá emitir 5 bilhões de baht (cerca de US$ 150 milhões) em um novo token de investimento digital dentro de dois meses, de acordo com declarações feitas pelo Ministro das Finanças, Pichai Chunhavajira, em uma coletiva de imprensa na terça-feira, após a aprovação da iniciativa pelo gabinete.
O G-Token, como é chamado, é um token digital que será usado para arrecadar fundos do público no âmbito do atual plano de empréstimos orçamentários. No entanto, o Diretor-Geral do Escritório de Gestão da Dívida Pública, Patchara Anuntasilpa, afirmou na coletiva de imprensa de terça-feira que ele não deve ser confundido com um instrumento de dívida.
Tailândia apresenta o G-Token
O lançamento do G-Token supostamente ocorre depois que Thaksin Shinawatra, pai do primeiro-ministro Paetongtarn Shinawatra e chefe de facto do partido governista Pheu Thai, em janeiro, instou a Tailândia a considerar a emissão de stablecoins lastreadas em títulos do governo, tornando-as disponíveis para investimento de varejo e institucional.
Pichai afirmou na coletiva de imprensa que os investidores podem investir com uma pequena quantia em cash nos tokens e têm a garantia de rendimentos maiores do que os obtidos com depósitos bancários.
Atualmente, os bancos tailandeses oferecem taxas de juros para depósitos a prazo de 12 meses entre 1,25% e 1,5%, abaixo da taxa básica de juros do Banco da Tailândia, que é de 1,75%. Essa é a menor taxa de juros registrada no país em dois anos e é um efeito colateral do ataque total de Trump ao comércio global, que piorou as perspectivas de crescimento econômico.
Segundo Pichai, o G-Token é considerado um token de investimento, e a nova oferta de investimento atende a todas as condições do Banco da Tailândia. A emissão inicial de 5 bilhões de baht tem como objetivo "testar o mercado", afirmou ele.
A Tailândia se junta a outros países asiáticos que estão se mostrando mais receptivos às criptomoedas
A Tailândia está a adotar as criptomoedas, mas não é o único país asiático nessa categoria. Vários outros países asiáticos também têm sinalizado mudanças na sua abordagem às criptomoedas nos últimos tempos, inclinando-se para estruturas regulamentares mais favoráveis ou mais claras para incentivar a inovação, ao mesmo tempo que abordam os riscos envolvidos.
Um país asiático que se destaca especialmente por sua postura em relação às criptomoedas é Singapura. Já famosa por sua inovação e abertura ao mundo dos ativos digitais, Singapura agora almeja se tornar um centro global de criptomoedas, utilizando uma abordagem regulatória equilibrada que incentive a inovação sem comprometer a proteção do consumidor.
Hong Kong é outra região asiática que mudou sua postura cautelosa em relação às criptomoedas, tornando-se mais positiva e focando na inovação regulamentada. Há até relatos de discussões sobre uma reserva Bitcoin
O Japão também figura na lista. O país costumava ter regulamentações rígidas, mas isso mudou, e ele adotou uma postura mais progressista, facilitando a adoção de criptomoedas e até mesmo incentivando o desenvolvimento da Web3.
Embora não seja totalmente verdade que as criptomoedas não existissem nesses países antes do governo Trump, muitos atribuem a nova onda de otimismo em relação às criptomoedas à visão favorável dodentdos EUA sobre o setor de ativos digitais.

