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Rússia não vai proibir aplicativos de mensagens estrangeiros, afirma autoridade do Kremlin após reportagem da sede do Telegram

PorLubomir TassevLubomir Tassev
Tempo de leitura: 3 minutos
Rússia não vai proibir aplicativos de mensagens estrangeiros, afirma autoridade do Kremlin após reportagem da sede do Telegram
  • Moscou não planeja proibir aplicativos de mensagens estrangeiros.
  • Segundo autoridades do Kremlin, se os mensageiros cumprirem a lei russa, não haverá problemas.
  • A declaração surge após relatos de que o Telegram está abrindo um escritório na Rússia para atender às suas necessidades.

A Rússia não vai proibir aplicativos de mensagens estrangeiros, indicou um representante do mais alto escalão do governo em Moscou, em meio aos esforços para criar um concorrente local para o Telegram, um dos aplicativos de mensagens mais populares entre os falantes de russo.

A declaração surge após relatos de que o Telegram estaria se preparando para abrir um escritório na Rússia, com base em um pedido de registro junto à agência reguladora de telecomunicações do país. Esses relatos foram supostamente negados pelo fundador Pavel Durov, embora ele também tenha deixado claro que a plataforma não pretende deixar o mercado russo.

Cumpra as regras russas e você estará seguro, diz funcionário do Kremlin a mensageiros

A Rússia não está considerando bloquear aplicativos estrangeiros de mensagens, desde que estejam em conformidade com a lei russa, afirmou o vice-chefe do governo de Putin, Maxim Oreshkin, durante um fórum educacional para jovens realizado sob o lema "Território dos Significados".

A legislação vigente na Federação Russa impõe certos requisitos aos mensageiros em relação ao registro e à prevenção de fraudes e outros crimes envolvendo serviços e plataformas de telecomunicações, explicou o alto funcionário do Kremlin, respondendo a uma pergunta, e acrescentou mais detalhes:

“Se esses serviços – sejam russos ou estrangeiros – cumprirem esses requisitos, nada lhes acontecerá. É evidente que as autoridades não têm a intenção de proibir tudo indiscriminadamente, pois isso acarretaria consequências negativas.”

Citado pela agência de notícias oficial TASS, Oreshkin destacou que a Rússia embarcou na tarefa de criar "um mensageiro nacional que os cidadãos possam enj"

“Você mencionou o Max Messenger. Veja do que ele é capaz. Vamos ajudar os desenvolvedores a construí-lo de uma forma que seja conveniente, ou até mais conveniente do que outros serviços”, sugeriu o representante dodent russo.

Oreshkin se referia à plataforma desenvolvida pelo VK, a rede social mais popular da Rússia, anteriormente conhecida como Vkontakte. O Max foi escolhido como base para o novo aplicativo russo de mensagens. Vladimir Putin sancionou uma lei para sua criação no final de junho.

O vice-chefe de seu gabinete também enfatizou que a Max poderia oferecer uma integração estreita com o sistema bancário russo, algo que os aplicativos de mensagens internacionais não conseguem proporcionar devido a preocupações com a segurança, incluindo o risco de roubo de fundos dos usuários. Ele insistiu:

“Graças a esses recursos adicionais, um serviço russo como esse deve naturalmente se destacar em um mercado competitivo.”

“Os empreendedores precisam explorar as ferramentas disponíveis e começar a usá-las mais rapidamente. Porque quem oferecer primeiro um serviço mais conveniente aos seus clientes sempre terá uma vantagem competitiva”, ponderou Oreshkin.

A promessa de não banimento surge após relatos de que o Telegram está abrindo um escritório na Rússia

A promessa de Maxim Oreshkin de não banir aplicativos de mensagens estrangeiros surge após recentes reportagens da mídia indicarem que o Telegram, aplicativo focado em privacidade e amplamente utilizado no espaço cripto global, especialmente por seus membros de língua russa, está tomando medidas para cumprir a legislação russa.

Na semana passada, diversos veículos de notícias russos citaram um registro do Telegram que apareceu no site do Serviço Federal de Supervisão de Comunicações, Tecnologia da Informação e Mídia de Massa, órgão regulador de telecomunicações e censura da mídia na Rússia, também conhecido como Roskomnadzor.

Alguns interpretaram o documento como uma medida para cumprir um dos principais requisitos regulatórios de Moscou para provedores estrangeiros de serviços de mensagens: registrar uma entidade russa e estabelecer presença permanente na Rússia, abrindo uma filial local da empresa registrada nas Ilhas Virgens Britânicas.

Logo após a publicação dos artigos, o fundador do Telegram, Pavel Durov, que também é cofundador do VK, postou uma reação em seu canal que foi interpretada como uma negação.

Mas ele também já rejeitou anteriormente as notícias de que o aplicativo de mensagens estaria saindo do mercado russo, classificando-as como "uma campanha direcionada para desacreditar o Telegram"

Durov, nascido na Rússia, deixou o país em 2013 em meio a disputas com os novos proprietários do VK e à crescente pressão das autoridades de Moscou, que posteriormente exigiram que ele também compartilhasse mensagens do Telegram.

Em entrevista concedida no mês passado, na qual revelou detalhes sobre suas difíceis relações com governos, Durov foi categórico ao afirmar que não tem negócios com o governo Putin, que governa a Rússia desde a virada do século.

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