O Príncipe Harry expressoutronpreocupações sobre inteligência artificial (IA) e redes sociais durante um recente painel de discussão em Bogotá, Colômbia. Falando ao lado de sua esposa, Meghan Markle, e da vice-dent da Colômbia, Francia Márquez, Harry destacou os riscos potenciais da IA e criticou a natureza divisiva das redes sociais.
Durante sua participação no evento da Universidade EAN, Harry afirmou: "A inteligência artificial é assustadora" e expressou preocupação com o que ela poderá trazer no futuro. Ele também destacou o efeito prejudicial das redes sociais na sociedade, uma vez que elas tendem a promover interpretações equivocadas em vez de discussões saudáveis.
Os Sussex embarcam em visita à Colômbia
O Duque e a Duquesa de Sussex chegaram à Colômbia na quinta-feira para sua visita, que foi prorrogada pelo Vice-dent Márquez. A visita inclui uma série de eventos que visam promover a interação com a população local e experiências culturais.
Marquez, a primeira vice-dent negra da Colômbia e ex-ativista ambiental, cumprimentou o casal calorosamente. Ela agradeceu a visita e os esforços para solucionar problemas mundiais, como o cyberbullying e a violência nas redes sociais.
O itinerário dos Sussexes incluiu uma apresentação cultural e um encontro com jovens em uma escola, onde discutiram a questão da segurança na internet. Eles também se apresentaram no festivaltronÁlvarez, um evento que celebra a música e a cultura afro-colombiana em Cartagena e Cali. A viagem dos Sussexes à Colômbia é a terceira viagem internacional do casal neste ano, após as recentes turnês pela Nigéria e Jamaica.
Deepfakes gerados por IA exploram figuras da realeza e da política
A declaração do Príncipe Harry surge em meio à utilização de vídeos gerados por inteligência artificial do Primeiro-Ministro britânico Keir Starmer e do Príncipe William em anúncios fraudulentos com criptomoedas no Facebook e Instagram. Conforme apontado por Fenimore Harper, mais de 250 anúncios de uma plataforma conhecida como 'Immediate Edge' foram veiculados desde a recente vitória de Starmer no início de julho.
Segundo o relatório, esses vídeos deepfake foram visualizados por cerca de 890.000 pessoas nas redes sociais. De acordo com o Llama 3.1, o modelo de linguagem da Meta, Immediate Edge, gastou US$ 27.000 nesses anúncios.
Tanto a Amazon quanto a Microsoft afirmaram que não podem impedir a distribuição de deepfakes criados por IA porque isso é praticamente impossível, e a única solução é a regulamentação. Em depoimento perante uma comissão parlamentar na sexta-feira, executivos de tecnologia dessas empresas acrescentaram que a marca d'água e a marcação de imagens e vídeos produzidos por IA não são ferramentas muito eficazes para impedir a disseminação desse conteúdo.

