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Filipinas bloqueiam Coinbase e Gemini em meio à intensificação da repressão às criptomoedas

PorNélio IreneNélio Irene
Tempo de leitura: 3 minutos
  • Provedores de internet filipinos bloquearam as principais corretoras de criptomoedas, como Coinbase e Gemini, após autoridades reguladoras ordenarem o cumprimento das normas locais de licenciamento.
  • O governo está reprimindo dezenas de plataformas de criptomoedas acusadas de operar sem autorização do banco central.
  • Empresas de criptomoedas licenciadas e em conformidade com a lei continuam a expandir seus serviços nas Filipinas, apesar da repressão.

Os provedores de serviços de internet (ISPs) das Filipinas começaram a desativar as principais plataformas de negociação de criptomoedas. Essa medida ocorre em um momento em que os órgãos reguladores do país começam a implementar regulamentações locais de licenciamento, especialmente para serviços relacionados a criptomoedas.

O anúncio foi feito na terça-feira, 23 de dezembro, após usuários relatarem a impossibilidade de acessar diversas plataformas importantes de negociação de criptomoedas nas Filipinas, incluindo Coinbase e Gemini. 

A declaração deles gerou um debate acalorado no setor. Numa tentativa de resolver a controvérsia, uma fonte confiável confirmou que ambas as plataformas de criptomoedas estavam inacessíveis por meio de vários provedores de internet locais. 

Por outro lado, o Manila Bulletin, um dos principais jornais diários e empresas de mídia das Filipinas, divulgou uma reportagem esclarecendo que esses bloqueios de ISPs foram estabelecidos após a Comissão Nacional de Telecomunicações emitir uma ordem para sua instalação.

Reguladores filipinos voltam sua atenção para regulamentações rigorosas no setor de criptomoedas 

Segundo o relatório, a NTC instruiu os provedores de internet a restringirem o acesso a cerca de 50 plataformas de negociação online que operam no país sem a devida autorização do Bangko Sentral ng Pilipinas.

A ordem alegava que essas plataformas de negociação estavam operando de forma não autorizada. Vale ressaltar que o BSP é o banco central das Filipinas. O que as plataformas de negociação de criptomoedas aguardam é uma lista completa das plataformas de negociação online que serão afetadas pela ordem, a qual ainda não foi divulgada. 

Enquanto aguardam a lista completa, analistas preveem que essa mudança regulatória repentina demonstra que os órgãos reguladores locais estão mudando seu foco da tolerância informal para a implementação rigorosa das normas. Essa mudança posicionou o licenciamento local como um requisito crucial para o acesso efetivo ao mercado de criptomoedas das Filipinas. 

Considerando a gravidade da situação, fontes revelaram que, embora o país tenha recentemente suspendido as operações da Coinbase e da Gemini, anteriormente já havia implementado medidas rigorosas contra corretoras de criptomoedas consideradas não licenciadas. 

Para corroborar essa afirmação, relatórios datados de dezembro de 2023 mencionaram que o governo filipino havia começado a impor uma contagem regressiva de 90 dias para que Binance cumprisse as regulamentações locais antes de efetivar a proibição da maior corretora de criptomoedas do mundo.

Após essa decisão, a Comissão de Valores Mobiliários (SEC) das Filipinas esclareceu que um prazo havia sido estabelecido para que os filipinos retirassem seus fundos da Binance.

Após diversas considerações, em 25 de março de 2024, a Comissão Nacional de Telecomunicações ordenou que os provedores de internet locais bloqueassem Binance. Para reforçar ainda mais as medidas contra a corretora de criptomoedas, a SEC instruiu gigantes da tecnologia como Apple e Google a removerem o aplicativo do Binancede suas lojas. 

Nesse momento específico, fontes destacaram que já havia se passado quase um mês desde a implementação da proibição. Após essa proibição, a SEC alertou que não podia oferecer nenhum método para os filipinos recuperarem seus fundos.

As corretoras de criptomoedas não regulamentadas estão enfrentando problemas nas Filipinas 

Anteriormente, a SEC observou que aproximadamente 10 corretoras de criptomoedas operavam nas Filipinas sem as licenças adequadas. Exemplos dessas corretoras incluem OKX, Bybit e KuCoin. 

Curiosamente, enquanto o país implementava medidas rigorosas contra plataformas não autorizadas, fontes confiáveis ​​descobriram que empresas em conformidade com a lei vinham promovendo serviços relacionados a criptomoedas nas Filipinas.

Entretanto, relatos indicam que a corretora de criptomoedas regulamentada PDAX firmou parceria com a provedora de serviços de folha de pagamento Toku em 19 de novembro. A colaboração visa permitir que funcionários remotos recebam seus salários em stablecoins de forma integrada. Posteriormente, eles poderão converter seus pagamentos em pesos sem custos ou atrasos com transferências bancárias.

Posteriormente, em 8 de dezembro, foi confirmado que o banco digital GoTyme havia introduzido serviços relacionados a criptomoedas no país após anunciar sua colaboração com a Alpaca, uma empresa americana de infraestrutura de corretagem com foco em APIs. Com esse lançamento, fontes familiarizadas com a situação observaram que os usuários tiveram a oportunidade de comprar e armazenar com sucesso onze criptomoedas diferentes por meio do aplicativo do banco.

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Nélio Irene

Nélio Irene

Nellius é formada em Administração de Empresas e TI, com cinco anos de experiência no setor de criptomoedas. Ela também é graduada pela Bitcoin Dada. Nellius já contribuiu para importantes publicações de mídia, incluindo BanklessTimes, Cryptobasic e Riseup Media.

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