A Coreia do Norte pode ser o epicentro de ciberataques contra criptomoedas

Resumo resumido
• Pesquisadores sul-coreanos acreditam que hackers cibernéticos estão se organizando a partir de Pyongyang.
• A Coreia do Norte pode ser a culpada por pelo menos cinco ataques cibernéticos às bolsas de valores ocidentais.
Um agente do governo dos Estados Unidos revelou recentemente que a Coreia do Norte está se tornando um centro de operações ilegais com criptomoedas. O agente acredita que o país do leste asiático facilita a lavagem de dinheiro usando criptomoedas e também abriga hackers que roubaram de pelo menos três corretoras populares, embora seus nomes não tenham sido divulgados.
Com o crescimento do mercado de criptomoedas em todo o mundo, os índices de crimes, lavagem de dinheiro e roubo de dinheiro aumentammatic. De acordo com o Ministério Público dos EUA, após investigações, esses ataques cibernéticos podem ter origem na Rússia e na Coreia do Norte.
Agência sul-coreana investiga ataques norte-coreanos

Segundo uma agência sul-coreana, as alegações contra a Coreia do Norte em relação aos ataques com criptomoedas são bem fundamentadas. A AIPS revela dados sobre uma empresa de criptomoedas que investiga operações no país vizinho há cinco anos.
Pesquisas indicam que os ataques a empresas de criptomoedas na Eslovênia e na Indonésia, em 2017 e 2018, respectivamente, podem ter sido perpetrados por norte-coreanos. A própria plataforma de investigação possui evidências de que o roubo de dinheiro da corretora York em 2020 foi planejado na Coreia do Norte.
Essas investigações contam com o apoio de agências americanas e sul-coreanas que buscam conter os ataques cibernéticos. Os agentes não se limitaram a acusar a capital norte-coreana, Pyongyang, pelo roubo ocorrido em 2017 na corretora Bithumb, de onde foramtracmais de US$ 280 milhões. As autoridades sul-coreanas também responsabilizam o país vizinho pelo ataque à YouBit, plataforma de criptomoedas que precisou ser desativada por falência.
Hackers cibernéticos são treinados em Pyongyang.
Agentes afirmam que o governo vem treinando diversos hackers para cometerem crimes a partir de Pyongyang, a capital. Os ciberataques possivelmente começaram em 2017, tendo como alvo as bolsas de valores no Ocidente, mas posteriormente foram estendidos a outros territórios.
No entanto, a Coreia do Norte enfrenta limitações para liquidar suas criptomoedas mineradas ilegalmente ou roubadas. Isso ocorre porque o país está sujeito a sanções dos Estados Unidos e de outros países. Mas pesquisas mostram que a região bloqueada tem avançado no desenvolvimento de novas tecnologias para contornar essas sanções.
Entre as possíveis estratégias utilizadas pelos norte-coreanos está a "Peel Chain", que consiste no envio de tokens para uma plataforma de criptomoedas por meio de diversas transações para ocultar sua origem real. Com essa estratégia, também é possível burlar os sinais que alertam os pesquisadores sul-coreanos.
Pesquisadores acreditam que a Bitcoin seja a causa desses ataques cibernéticos. A principal criptomoeda é negociada a quase US$ 50.000, com uma capitalização de mercado superior a US$ 900 bilhões. Embora os ataques norte-coreanos não tenham sido erradicados, as autoridades sul-coreanas e americanas veem uma possível organização criminosa por trás deles.
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Carisbel Guaramato
Carisbel é uma ávida criadora de conteúdo há mais de 4 anos, dedicando seu tempo a blogs e notícias de tecnologia. Ela aprimorou suas habilidades como comunicadora social e agora busca eventos de notícias sobre criptomoedas e blockchain em todo o mundo para transmiti-los de forma neutra e perspicaz no Cryptopolitan.
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