Nigéria deporta estrangeiros condenados por golpes de romance com criptomoedas

- A Nigéria anunciou a deportação de mais um grupo de estrangeiros condenados por diversos crimes relacionados a criptomoedas.
- Segundo a EFCC, o grupo atual de pessoas que deixaram o país é composto por 102 estrangeiros.
- A EFCC prometeu intensificar os esforços para conter esses crimes, observando que mais deportações estão programadas para os próximos meses.
A Nigéria anunciou a deportação de mais um grupo de estrangeiros condenados por crimes que variam de ciberterrorismo a fraudes na internet. Segundo a agência anticorrupção do país, os criminosos deportados eram 102 estrangeiros, incluindo 60 chineses e 39 filipinos.
Segundo o anúncio da Comissão de Crimes Econômicos e Financeiros da Nigéria (EFCC), os estrangeiros deportados faziam parte dos criminosos condenados por um tribunal federal em junho. Conforme noticiado pelo Cryptopolitan, os criminosos foram detidos após a agência anticorrupção desmantelar sua base operacional em dezembro de 2024, concluindo uma investigação bem-sucedida que durou meses.
A agência mencionou que os criminosos realizavam suas operações a partir de um prédio localizado na Rua Oyin Jolayemi, em Lagos. A EFCC também observou, na época, que mais de 700 suspeitos ligados às operações ilícitas foram detidos, e que seriam processados, cumpririam suas penas e seriam deportados para seus países de origem.
Nigéria deporta estrangeiros condenados por fraudes financeiras
Segundo a agência nigeriana, a deportação dos criminosos surge em meio a um esforço intensificado em todo o país para combater golpes online, que têm levado vítimas a perderem dinheiro em falsos investimentos em criptomoedas. De acordo com relatos, houve um aumento nos golpes relacionados a criptomoedas na Nigéria, com os golpistas se aproveitando da alta taxa de analfabetismo para realizar suas atividades.
Um exemplo típico é o esquema de investimento Crypto Bridge Exchange (CBEX), que prometia recompensas aos usuários por seus investimentos. No entanto, o caos se instaurou no início deste ano, após a descoberta de que o esquema era uma fraude, deixando os usuários desesperados para salvar o que restava de seus fundos, sem sucesso. A revelação causou diversos prejuízos, incluindo financeiros e psicológicos, com a maioria das vítimas recorrendo ao suicídio após perderem todas as suas economias no esquema.
Em declarações a diversas agências de notícias, Dele Oyewale, porta-voz da EFCC (Comissão de Crimes Econômicos e Financeiros), mencionou que realizaram a primeira deportação, que havia passado despercebida até então. Ele acrescentou que a deportação ocorreu em 15 de agosto e envolveu um grupo de 39 filipinos, 10 chineses e duas pessoas do Cazaquistão. Oyewale observou que esta não será a última deportação, e que outras são esperadas nos próximos dias.
EFCC e NIS repatriam mais 51 estrangeiros presos por ciberterrorismo e fraude na internet.
— EFCC Nigéria (@officialEFCC) 21 de agosto de 2025
A Comissão de Crimes Econômicos e Financeiros (EFCC) e o Serviço de Imigração da Nigéria (NIS) repatriaram mais 51 estrangeiros condenados por ciberterrorismo e fraude na internet. pic.twitter.com/QXJK4am9pi
A agência nigeriana divulgou fotos de vários homens e mulheres em fila no aeroporto, aguardando a verificação de segurança antes do embarque. Os homens, claramente asiáticos, usavam máscaras cirúrgicas para proteger suasdent.
A EFCC intensifica os esforços para conter as atividades criminosas
A Nigéria, atualmente o país mais populoso da África, tem testemunhado um rápido aumento nos golpes online. Essa prática, conhecida localmente como "Yahoo", recebeu esse nome em referência ao yahoo.com, uma das primeiras plataformas de mensagens instantâneas. De acordo com a EFCC (Comissão de Crimes Econômicos e Financeiros), os esforços para conter essas atividades foram intensificados, com a desarticulação de diversos esconderijos onde jovens são instruídos em técnicas de golpes online.
Segundo a EFCC (Comissão de Crimes Econômicos e Financeiros), gangues estrangeiras frequentemente recrutam jovens nigerianos, atraindo-os com promessas de grandes lucros em troca de ajuda para encontrar suas vítimas online por meio de diversos métodos de phishing. Os criminosos geralmente tentam enganar suas vítimas para que transfiram fundos para contas controladas por seus chefes, através de várias estratégias, como se aproximar delas, enviar links de phishing ou ligar fingindo ser o banco.
A maioria desses golpes tem como alvodentnos Estados Unidos, Canadá, México e outros países europeus, já que a maioria dessas pessoas é considerada mais abastada do que a média africana. Isso não significa que suas atividades se limitem ao exterior, pois eles também tentam atingir vítimas locais que caem em suas táticas. Segundo especialistas, os cibercriminosos agora utilizam tecnologias sofisticadas para realizar seus crimes, o que dificulta sua captura.
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