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Mark Zuckerberg muda o foco para a IA, investindo bilhões em chips de ponta

PorRanda MosesRanda Moses
Tempo de leitura: 2 minutos
Mark Zuckerberg

Mark Zuckerberg

  • Mark Zuckerberg muda o foco do Metaverso para a IA, investindo bilhões em chips de ponta para desenvolver computadores superinteligentes.
  • Ele não está apenas em busca do próximo ChatGPT; ele quer construir máquinas tão inteligentes quanto os humanos, o que poderia colocar a Meta à frente de rivais como a OpenAI.
  • Apesar do grande investimento em IA, Zuckerberg ainda tem como objetivo desenvolver óculos com inteligência artificial para experiências imersivas.

Em uma mudança surpreendente, o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, desviou sua atenção do Metaverso e voltou seus olhos para a inteligência artificial (IA). O magnata da tecnologia revelou seu ambicioso plano por meio de uma publicação no Instagram, detalhando um investimento substancial em chips de IA e a busca pela inteligência artificial geral (AGI). Essa mudança inesperada representa uma grande alteração estratégica para a gigante das redes sociais, agora conhecida como Meta.

Investimento maciço em chips de IA

O plano de Zuckerberg envolve um investimento financeiro significativo, com a Meta se preparando para adquirir a impressionante quantidade de 350.000 chips de IA de ponta da Nvidia. Esses chips, notoriamente caros, desempenham um papel fundamental no funcionamento de grandes modelos de linguagem (LLMs) como o ChatGPT. Cada chip Nvidia H100 tem um preço elevado de aproximadamente US$ 30.000. Consequentemente, a aquisição desses chips pela Meta pode representar um gasto superior a US$ 10,5 bilhões.

Mas os gastos não param por aí. Além das 350.000 placas Nvidia H100, Zuckerberg também pretende obter quase 600.000 equivalentes a H100, ampliando ainda mais a magnitude financeira desse empreendimento.

Um impulso em direção à Inteligência Artificial Geral (AGI)

Em vez de simplesmente buscar o próximo modelo de linguagem semelhante ao ChatGPT, Mark Zuckerberg mirou em um objetivo mais ambicioso: o desenvolvimento da inteligência artificial geral (IAG). A IAG representa um conceito frequentemente discutido entre a elite do Vale do Silício, simbolizando o ponto hipotético em que a IA atinge um nível de inteligência semelhante ao humano. Embora nem todos na área estejam convencidos de que a tecnologia de IA atual possa alcançar esse nível, o compromisso da Meta com essa visão posiciona a empresa como uma participante importante na corrida pela IAG, potencialmente ultrapassando rivais como a OpenAI.

Em uma mensagem em vídeo, Zuckerberg expressou sua visão de longo prazo de "construir inteligência geral, torná-la de código aberto de forma responsável e disponibilizá-la amplamente para que todos possam se beneficiar". Essa visão diverge dos planos de Inteligência Artificial Geral (IAG) da OpenAI, que enfatizam o benefício para a humanidade, mas não mencionam explicitamente a disponibilização da tecnologia em código aberto.

óculos de realidade virtual aprimorados por IA

Apesar de sua mudança de foco para a IA, Zuckerberg não abandonou o Metaverso completamente. Ele revelou planos para introduzir óculos de realidade virtual aprimorados por IA. Em suas palavras, "os óculos são o formato ideal para permitir que uma IA veja o que você vê". Este anúncio sugere um interesse contínuo em combinar IA com experiências virtuais imersivas, mesmo com a Meta mudando seu foco estratégico.

Um ano de decisões ousadas para Mark Zuckerberg

Após sofrer um prejuízo colossal de US$ 46,5 bilhões associado ao Metaverso, a mudança decisiva de Zuckerberg em direção à IA demonstra sua determinação em permanecer na vanguarda da tecnologia. Essa mudança reflete o desejo de dar passos significativos no próximo ano, sem deixar de lado o desenvolvimento dos óculos do Metaverso.

A mudança inesperada de Mark Zuckerberg do Metaverso para a inteligência artificial sinaliza uma mudança significativa na direção da Meta. Com bilhões de dólares destinados a investimentos em chips de IA de ponta e na busca pela inteligência artificial geral, a visão de Zuckerberg posiciona a Meta como uma força dominante no cenário da IA. Embora a empresa não esteja abandonando completamente o Metaverso, é evidente que o foco mudou, e os investidores acompanharão de perto para ver se essa nova estratégia dará certo.

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Randa Moses

Randa Moses

Randa Moses é editora e repórter da Cryptopolitan onde cobre tecnologia, IA, robótica, criptomoedas, golpes e ataques cibernéticos. Ela trabalha no universo das criptomoedas desde 2017, tendo atuado na Forward Protocol, AmaZix e Cryptosomniac. Randa é formada em Engenharia Elétrica etronpela Universidade de Bradford.

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