ÚLTIMAS NOTÍCIAS
SELECIONADO PARA VOCÊ
SEMANALMENTE
MANTENHA-SE NO TOPO

As melhores informações sobre criptomoedas direto na sua caixa de entrada.

Será que o Brasil está prestes a resolver o maior problema das moedas digitais?

PorDamilola LawrenceDamilola Lawrence
Tempo de leitura: 2 minutos
Brasil

Brasil

  • Odent do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, destacou os desafios de equilibrar a privacidade com as redes abertas inerentes à Tecnologia de Registro Distribuído (DLT) durante um painel de discussão recente.
  • Campos Neto também discutiu o futuro das Moedas Digitais de Bancos Centrais (CBDCs), afirmando que elas poderiam tornar as transações internacionais mais eficientes sem a necessidade de uma moeda comum, preservando assim a política monetária de cada país.
  • Ele revelou que o PIX, sistema brasileiro de pagamentos instantâneos praticamente gratuito, registrou recentemente mais de 170 milhões de transações em um único dia e discutiu o potencial do dinheiro programável para revolucionar os sistemas financeiros tradicionais, em especial o setor de cartões de crédito.

Roberto Campos Neto, presidentedent Banco Central do Brasil, explicou recentemente os desafios de harmonizar redes abertas com recursos de privacidade dentro da tecnologia de registro distribuído (DLT). No Simpósio do Conselho das Américas e Prêmio BRAVO Business de 2023, em Miami, na sexta-feira, ele enfatizou que a maioria das Moedas Digitais de Banco Central (CBDCs) não são baseadas puramente em DLT, mas sim em uma combinação de ambas. A DLT desempenha um papel no banco central, enquanto uma abordagem centralizada governa as transações externas.

A essência das plataformas DLT é a abertura. No entanto, Campos Neto levantou uma questão importante sobre como equilibrar os benefícios das redes abertas com a necessidade de privacidade. Ele acredita que o setor está prestes a resolver esse dilema. Nas palavras dele: “Então, a questão é: como ter uma plataforma DLT que ofereça os benefícios dos nós que geram o registro e otracsem comprometer a privacidade?” Além disso, ele acredita que as CBDCs têm o potencial de revolucionar as transações internacionais sem a necessidade de uma moeda comum.

Dinheiro digital real e programável

O Brasil tem sido pioneiro na digitalização de pagamentos. Campos Neto destacou a ascensão meteórica do PIX, o sistema de pagamentos quase instantâneo e praticamente gratuito do Brasil. Em um único dia deste mês, o PIX registrou mais de 170 milhões de transações. O Brasil também desenvolveu seu real digital, denominado Drex, sem prejudicar os sistemas bancários tradicionais.

Além disso, Campos Neto explicou que a Drex utiliza um método de tokenização simples e econômico. Esses tokens são emitidos com base em depósitos, herdando, portanto, as regulamentações existentes para depósitos. Consequentemente, essa estrutura baseada em tokens provavelmente simplificará os balanços dos bancos.

Em outra nota, Campos Neto abordou os recursos programáveis ​​do PIX, sugerindo que o dinheiro programável poderia revolucionar os sistemas tradicionais de cartões de crédito no Brasil nos próximos anos. Ele expressou otimismo em relação à tendência irreversível da tokenização de ativos, antecipando um futuro onde os ativos terão representações digitais que poderão ser gerenciadas de forma fácil e transparente. Ele alertou que os países que ficarem para trás na adoção de sistemas digitais e programáveis ​​se encontrarão em significativa desvantagem.

Em relação às transações internacionais, particularmente em setores como o imobiliário, a Drex pode ser transformadora. Campos Neto destacou quetracinteligentes, aliados a moedas digitais criptografadas, podem simplificar e agilizar processos complexos que normalmente exigem múltiplos intermediários. Portanto, a aplicação da Drex vai além dos pagamentos, podendo impactar a formulação detrace o registro de ativos.

As observações de Campos Neto são, de fato, instrutivas para governos e bancos centrais que exploram as CBDCs e as tecnologias de DLT. No entanto, elas também indicam que, embora avanços tenham sido feitos, ainda existem desafios para conciliar os ideais de redes abertas com os imperativos de privacidade e regulamentação. À medida que bancos centrais e governos em todo o mundo refletem sobre o futuro das moedas digitais, as experiências e os insights do Brasil podem servir como lições valiosas.

Não se limite a ler notícias sobre criptomoedas. Compreenda-as. Assine nossa newsletter. É grátis.

Compartilhe este artigo

Aviso Legal. As informações fornecidas não constituem aconselhamento de investimento. CryptopolitanO não se responsabiliza por quaisquer investimentos realizados com base nas informações fornecidas nesta página. Recomendamostrona realização de pesquisas independentesdent /ou a consulta a um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.

Damilola Lawrence

Damilola Lawrence

Damilola Lawrence cobre notícias sobre mercados de criptomoedas e tecnologia há mais de 5 anos. Anteriormente, compartilhou insights e análises sobre criptomoedas para TheShibMagazine, CryptoMode, Qweens Magazine e The Recording Academy, antes de se dedicar à Web3. Na Cryptopolitan, ele é especialista em previsão de preços de criptomoedas. Após concluir a graduação, iniciou um mestrado em Segurança Cibernética na Universidade Maria Curie-Skłodowska.

MAIS… NOTÍCIAS
INTENSIVO AVANÇADAS
CURSO