Entrevista: Philip Martin, diretor de estratégia da Coinbase, compartilha segredos para enganar golpistas de IA

- Deepfakes e bots com inteligência artificial são as principais ferramentas dos golpistas, mas Philip Martin afirma que detectar padrões em atividades geradas por IA pode expor essas fraudes precocemente.
- Philip destaca a transparência da blockchain como uma arma contra golpistas, permitindo que as autoridades tracfundos ilícitos com muito mais eficiência do que os sistemas tradicionais.
- Educar os usuários e implementar ferramentas de detecção baseadas em IA são as principais estratégias da Coinbase para combater golpes, com o aprendizado de máquina revelando ameaças em tempo real.
A inteligência artificial está revolucionando o setor de criptomoedas — e nem sempre para melhor. Os golpistas estão ficando mais espertos, suas ferramentas mais sofisticadas.
Mas Philip Martin, Diretor de Segurança da Coinbase, não está perdendo o sono. Ex-agente de contraespionagem e especialista em cibersegurança, ele agora lidera os esforços para proteger uma das maiores reservas de criptomoedas do mundo.
Em uma entrevista exclusiva, perguntamos a Philip como a IA está mudando as regras do jogo para os golpistas e como o setor de criptomoedas pode reagir. Suas respostas foram repletas de insights práticos, alertas importantes e muita profundidade técnica.
“Os deepfakes são a maior ameaça emergente para o próximo ano”, disse Philip. Golpistas estão usando vídeos e vozes gerados por IA para se passar por figuras de confiança ou até mesmo por entes queridos. Essas personas falsas convencem as vítimas a entregar seu dinheiro, muitas vezes sob o pretexto de falsas oportunidades de investimento.
“Estamos vendo vozes geradas por IA que soam exatamente como as de um familiar ou amigo”, disse ele. “Está ficando cada vez mais difícil distinguir entre humanos e bots.” Além dos golpes com criptomoedas, Philip explicou que os deepfakes também espalham desinformação. O que assusta? “A qualidade dessas ferramentas está melhorando a cada mês.”
O papel da IA em armadilhas de criptomoedas
Golpes com criptomoedas não são novidade, mas a IA os tornou muito mais perigosos. Armadilhas, em que os usuários são enganados para enviar fundos a carteiras maliciosas, agora são potencializadas por ferramentas de IA. Philip explicou como os golpistas criam personas realistas usando chatbots de IA e deepfakes.
“Essasdentfalsas constroem confiança por meio de conversas realistas antes de atrair as vítimas paratracou tokens inteligentes maliciosos”, disse ele. A IA não para por aí. Os algoritmos analisam o comportamento do usuário paradentos alvos perfeitos para esses golpes, tornando os ataques personalizados e quase impossíveis de prever.
Para combater essas táticas, Philip enfatizou a importância de sistemas de detecção baseados em inteligência artificial. "Usamos aprendizado de máquina paradentatividades suspeitas em tempo real", explicou. Ferramentas aprimoradas de auditoria detracinteligentes também são essenciais, pois podem analisar o código para descobrir funções maliciosas ocultas.
Mas mesmo com toda a tecnologia do mundo, Philip afirmou que a educação continua sendo a melhor defesa. "Os usuários precisam saber como identificar golpes. Precisam saber como se proteger."
Blockchain: o futuro do AML (Anti-Money Laundering - Prevenção à Lavagem de Dinheiro)
O setor de criptomoedas é frequentemente criticado por sua associação com a lavagem de dinheiro. Mas, segundo Philip, a blockchain é, na verdade, uma ferramenta para solucionar esse problema.
“A transparência e a imutabilidade do blockchain tornam cada transação visível”, disse ele. “As autoridades policiais podem traco fluxo de fundos de maneiras que jamais conseguiriam com os sistemas financeiros tradicionais.”
Philip contrastou isso com cash, que é quase impossível de trac. "Cash pode ser transportado para qualquer lugar, sem nenhum registro da transação", explicou ele. O blockchain, por outro lado, oferece registros públicos que tornam muito mais difícil para os criminosos esconderem seus trac.
Apesar dessa vantagem, Philip reconheceu desafios como a escalabilidade e os obstáculos regulatórios. Mas ele está otimista quanto ao potencial do blockchain para transformar os esforços globais de combate à lavagem de dinheiro (AML).
Combatendo o roubo dedentcom blockchain
O roubo dedentdigital é outro problema crescente, e a blockchain pode ser a solução. Philip citou estruturas dedentdescentralizada (DID) e provas de conhecimento zero como exemplos de como a blockchain pode verificardentsem expor informações sensíveis.
“Essas ferramentas permitem que os usuários comprovem sua identidade sem compartilhar dados privados”, explicou ele. Isso reduz o risco de violações de dados e cria um sistema sem confiança, onde intermediários não são necessários.
Ainda assim, persistem barreiras. "A falta de padronização entre as plataformas de blockchain dificulta a adoção", admitiu Philip. A incerteza regulatória é outro grande problema. As leis de privacidade variam muito de uma jurisdição para outra, o que complica as soluções globais.
“Equilibrar a transparência com os direitos à privacidade não é fácil”, acrescentou. Mas, apesar desses obstáculos, Philip acredita que o potencial da blockchain para a verificação segura dedenté incomparável.
Identificando golpes gerados por IA
Com a inundação do mercado de criptomoedas por notícias falsas e documentos técnicos gerados por IA, Philip listou os sinais de alerta que os investidores devem observar. Seu conselho foi direto: "Não baixe aplicativos de terceiros a menos que confie na fonte."
Aplicativos maliciosos podem instalar malware ou roubar dados do usuário. Ele também alertou contra o envio de ativos para indivíduos ou organizações desconhecidas. "Se alguém entrar em contato com você alegando representar uma empresa, verifique adentdessa pessoa por meio dos canais oficiais", disse ele.
Philip enfatizou a importância de usar plataformas confiáveis. "Use carteiras e corretoras conhecidas", aconselhou. Ele também ressaltou a importância de manter as chaves privadas e as frases de recuperaçãodent. "Elas são apenas para seus olhos. Compartilhá-las coloca seus fundos em risco."
O diretor de segurança da Coinbase destacou que menos de 0,3% das transações com criptomoedas envolvem atividades ilícitas. Mesmo assim, ele está trabalhando para reduzir esse número. Por meio da coalizão Tech Against Scams, a Coinbase firmou parcerias com empresas como Meta, Kraken e Ripple para combater fraudes em diversos setores.
Philip disse: "Não estamos focados apenas em criptomoedas, também estamos combatendo golpes em redes sociais, aplicativos de namoro e até mesmo plataformas de emprego."
A abordagem da coalizão é dupla: educação do consumidor e colaboração com a indústria. Ao compartilhar conhecimento sobre como os golpes funcionam, a coalizão visa prevenir fraudes antes que elas aconteçam. "Estamos focando nos públicos mais vulneráveis a golpes", explicou Philip.
Ele também mencionou a importância de compartilhar as melhores práticas e informações sobre ameaças entre as empresas. "Quanto mais trabalharmos juntos, mais difícil será para os golpistas terem sucesso."
A próxima onda de fraudes impulsionadas por IA
Os golpistas não estão diminuindo o ritmo, e Philip previu que seus métodos só ficarão mais sofisticados. "Até 2025, veremos deepfakes tão realistas que poderão enganar até os usuários mais experientes", alertou. Esses vídeos apresentarão líderes do setor de tecnologia ou figuras públicas fazendo falsas promessas de investimento. "Estamos vendo casos em que as pessoas não conseguem distinguir se estão falando com um familiar ou com um golpista", afirmou.
A educação será fundamental no combate a essas ameaças. Philip incentivou os usuários a verificarem adentde qualquer pessoa que solicite informações confidenciais. "Na dúvida, não aja. Verifique primeiro", aconselhou.
Enquanto isso, a Coinbase está usando IA para se manter à frente. "Analisamos dados de login e atividades de bate-papo do suporte para detectar golpes em tempo real", revelou Philip.
Philip encerrou nossa conversa refletindo sobre como as instituições financeiras tradicionais podem aprender com a indústria de criptomoedas. "O blockchain oferece transparência e tracque os sistemas legados não possuem", disse ele.tracinteligentes automatizam as verificações de conformidade e reduzem o risco de fraude.
A adoção dessas tecnologias pode melhorar a segurança e a eficiência operacional de bancos e outras instituições financeiras. "As ferramentas que estamos desenvolvendo em criptomoedas podem tornar todo o sistema financeiro mais seguro", concluiu Philip.
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