Índia reprime rede de corretoras de criptomoedas offshore avaliada em US$ 9 bilhões

- A Índia reprimiu 25 corretoras offshore, incluindo a BingX e a LBank.
- Mais de 50 corretoras de criptomoedas estão registradas na FIU-IND.
- A OKX optou por deixar o país.
A Índia lançou sua mais rigorosa repressão às criptomoedas até o momento, incluindo 25 plataformas offshore que detêm mais de US$ 9 bilhões, entre elas BingX e LBank, em sua lista negra por não cumprirem os padrões de combate à lavagem de dinheiro.
Segundo um comunicado de 2 de outubro, o Ministério das Finanças do país afirmou que a Unidade de Inteligência Financeira da Índia já orientou as bolsas de valores a desativarem o acesso aos aplicativos e sites dentro do país.
A Índia submeteu as bolsas de valores à lei de combate à lavagem de dinheiro de 2002
da Índia (FIU-IND) emitiu notificações de execução para 25 corretoras, 14 das quais movimentaram coletivamente US$ 22 bilhões em apenas 24 horas, segundo o CoinMarketCap. A ação de execução de quinta-feira remonta a uma decisão de março de 2023, na qual o Estado incluiu os provedores de serviços de criptomoedas em sua lei de combate à lavagem de dinheiro de 2002 e exigiu que eles se registrassem na FIU e enviassem relatórios sobre suas atividades.
Ainda assim, a Índia não chegou a promulgar uma lei abrangente sobre criptomoedas, optando por uma supervisão fragmentada. O Banco Central da Índia (RBI) argumentou, ainda no mês passado, que regular o setor de forma eficaz seria extremamente desafiador. Para suprir essa lacuna, o país recorreu a uma tributação e fiscalização rigorosas, impondo um imposto de 30% sobre os lucros, além de um imposto retido na fonte (IRRF) de 1% sobre as transações, o que levou a uma queda no volume de negociações no país.
O governo ainda permite que corretoras estrangeiras operem, desde que cumpram as normas, como demonstra o caso da Bybit, que retomou suas atividades após pagar uma multa de ₹9,27 crore (equivalente a aproximadamente US$ 1,06 milhão) sob a Lei de Prevenção à Lavagem de Dinheiro (PMLA). Até o momento, mais de 50 corretoras de criptomoedas estão registradas na FIU-IND.
A atividade on-chain cresceu quase 70% em relação ao ano anterior
Binance, Coinbase, KuCoin e OKX foram alvo de medidas coercitivas em 2023 e 2024. A OKX optou por sair da Índia, enquanto as outras corretoras cumpriram as normas da UIF (Unidade de Inteligência Financeira) e retomaram suas atividades. Muitas plataformas tiveram seus sites e aplicativos desativados até que cumprissem as penalidades e os requisitos de registro. Binance e KuCoin reiniciaram suas operações posteriormente, embora a regulamentação continue rigorosa.
Apesar das restrições, estima-se que os indianos possuam cerca de US$ 4,5 bilhões em ativos digitais, enquanto a regulamentação limita a exposição sistêmica. O país continua sendo o maior mercado em volume de transações, impulsionado pela adoção em larga escala, remessas e integração de fintechs.
Embora menor em volume absoluto, o Japão registrou o crescimento anual mais rápido, de 120% até junho de 2025, impulsionado por reformas regulatórias, maior participação de investidores e aumento do uso de importantes ativos digitais. Esse crescimento destaca os diversos modelos de adoção que moldam o cenário de criptomoedas na região da Ásia-Pacífico.
As corretoras offshore continuam a considerar a Índia um mercado privilegiado. A Chainalysis classificou o país como número 1 em adoção global pelo terceiro ano consecutivo, com a Índia liderando nos segmentos de varejo, institucional, DeFie serviços descentralizados. Entre junho de 2024 e junho de 2025, a atividade on-chain aumentou 69% em relação ao ano anterior.
Na Índia e na região da Ásia-Pacífico, o volume de transações com criptomoedas aumentou de US$ 1,4 trilhão para US$ 2,36 trilhões, atraindo corretoras para o mercado, apesar das exigências rigorosas. Além disso, a Índia pretende adotar o CARF da OCDE até abril de 2027, o que permitirá a comunicação transfronteiriça de fluxos de criptomoedas.
Um alto funcionário do Ministério das Finanças declarou que a Índia planeja assinar o Acordo Multilateral de Autoridades Competentes (MCAA) no próximo ano, estabelecendo assim a estrutura legal para a trocamatic de informações fiscais. O país já aderiu ao MCAA em 2015 para contas financeiras, e a nova versão abrangerá também ativos digitais.
O novo sistema tracos ativos digitais dos investidores em plataformas estrangeiras e exigirá a declaração de negociações em corretoras centrais estrangeiras. Especialistas tributários alertam que, uma vez implementado, o regime terá efeito retroativo, permitindo que as autoridades emitam notificações por ganhos não declarados anteriormente.
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Nélio Irene
Nellius é formada em Administração de Empresas e TI, com cinco anos de experiência no setor de criptomoedas. Ela também é graduada pela Bitcoin Dada. Nellius já contribuiu para importantes publicações de mídia, incluindo BanklessTimes, Cryptobasic e Riseup Media.
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