ÚLTIMAS NOTÍCIAS
SELECIONADO PARA VOCÊ
SEMANALMENTE
MANTENHA-SE NO TOPO

As melhores informações sobre criptomoedas direto na sua caixa de entrada.

Índia reprime rede de corretoras de criptomoedas offshore avaliada em US$ 9 bilhões

PorNélio IreneNélio Irene
Tempo de leitura: 3 minutos
Índia reprime rede de corretoras de criptomoedas offshore avaliada em US$ 9 bilhões
  • A Índia reprimiu 25 corretoras offshore, incluindo a BingX e a LBank.
  • Mais de 50 corretoras de criptomoedas estão registradas na FIU-IND.
  • A OKX optou por deixar o país.

A Índia lançou sua mais rigorosa repressão às criptomoedas até o momento, incluindo 25 plataformas offshore que detêm mais de US$ 9 bilhões, entre elas BingX e LBank, em sua lista negra por não cumprirem os padrões de combate à lavagem de dinheiro.

Segundo um comunicado de 2 de outubro, o Ministério das Finanças do país afirmou que a Unidade de Inteligência Financeira da Índia já orientou as bolsas de valores a desativarem o acesso aos aplicativos e sites dentro do país.

Isso ocorre depois que a Índia observou que está inclinada a não criar legislação para regulamentar as criptomoedas no país, optando, em vez disso, por uma supervisão parcial, temendo que a inclusão de ativos digitais em seu sistema financeiro convencional possa aumentar os riscos sistêmicos, conforme revela um documento do governo.
O relatório cita a opinião do Banco Central da Índia (RBI) de que, na prática, regular os riscos das criptomoedas seria complicado.

A Índia submeteu as bolsas de valores à lei de combate à lavagem de dinheiro de 2002

da Índia (FIU-IND) emitiu notificações de execução para 25 corretoras, 14 das quais movimentaram coletivamente US$ 22 bilhões em apenas 24 horas, segundo o CoinMarketCap. A ação de execução de quinta-feira remonta a uma decisão de março de 2023, na qual o Estado incluiu os provedores de serviços de criptomoedas em sua lei de combate à lavagem de dinheiro de 2002 e exigiu que eles se registrassem na FIU e enviassem relatórios sobre suas atividades.

Ainda assim, a Índia não chegou a promulgar uma lei abrangente sobre criptomoedas, optando por uma supervisão fragmentada. O Banco Central da Índia (RBI) argumentou, ainda no mês passado, que regular o setor de forma eficaz seria extremamente desafiador. Para suprir essa lacuna, o país recorreu a uma tributação e fiscalização rigorosas, impondo um imposto de 30% sobre os lucros, além de um imposto retido na fonte (IRRF) de 1% sobre as transações, o que levou a uma queda no volume de negociações no país.

O governo ainda permite que corretoras estrangeiras operem, desde que cumpram as normas, como demonstra o caso da Bybit, que retomou suas atividades após pagar uma multa de ₹9,27 crore (equivalente a aproximadamente US$ 1,06 milhão) sob a Lei de Prevenção à Lavagem de Dinheiro (PMLA). Até o momento, mais de 50 corretoras de criptomoedas estão registradas na FIU-IND.

A atividade on-chain cresceu quase 70% em relação ao ano anterior

Binance, Coinbase, KuCoin e OKX foram alvo de medidas coercitivas em 2023 e 2024. A OKX optou por sair da Índia, enquanto as outras corretoras cumpriram as normas da UIF (Unidade de Inteligência Financeira) e retomaram suas atividades. Muitas plataformas tiveram seus sites e aplicativos desativados até que cumprissem as penalidades e os requisitos de registro. Binance e KuCoin reiniciaram suas operações posteriormente, embora a regulamentação continue rigorosa.

Apesar das restrições, estima-se que os indianos possuam cerca de US$ 4,5 bilhões em ativos digitais, enquanto a regulamentação limita a exposição sistêmica. O país continua sendo o maior mercado em volume de transações, impulsionado pela adoção em larga escala, remessas e integração de fintechs.

Embora menor em volume absoluto, o Japão registrou o crescimento anual mais rápido, de 120% até junho de 2025, impulsionado por reformas regulatórias, maior participação de investidores e aumento do uso de importantes ativos digitais. Esse crescimento destaca os diversos modelos de adoção que moldam o cenário de criptomoedas na região da Ásia-Pacífico.

As corretoras offshore continuam a considerar a Índia um mercado privilegiado. A Chainalysis classificou o país como número 1 em adoção global pelo terceiro ano consecutivo, com a Índia liderando nos segmentos de varejo, institucional, DeFie serviços descentralizados. Entre junho de 2024 e junho de 2025, a atividade on-chain aumentou 69% em relação ao ano anterior.

Na Índia e na região da Ásia-Pacífico, o volume de transações com criptomoedas aumentou de US$ 1,4 trilhão para US$ 2,36 trilhões, atraindo corretoras para o mercado, apesar das exigências rigorosas. Além disso, a Índia pretende adotar o CARF da OCDE até abril de 2027, o que permitirá a comunicação transfronteiriça de fluxos de criptomoedas.

Um alto funcionário do Ministério das Finanças declarou que a Índia planeja assinar o Acordo Multilateral de Autoridades Competentes (MCAA) no próximo ano, estabelecendo assim a estrutura legal para a trocamatic de informações fiscais. O país já aderiu ao MCAA em 2015 para contas financeiras, e a nova versão abrangerá também ativos digitais.

O novo sistema tracos ativos digitais dos investidores em plataformas estrangeiras e exigirá a declaração de negociações em corretoras centrais estrangeiras. Especialistas tributários alertam que, uma vez implementado, o regime terá efeito retroativo, permitindo que as autoridades emitam notificações por ganhos não declarados anteriormente.

Não se limite a ler notícias sobre criptomoedas. Compreenda-as. Assine nossa newsletter. É grátis.

Compartilhe este artigo

Aviso Legal. As informações fornecidas não constituem aconselhamento de investimento. CryptopolitanO não se responsabiliza por quaisquer investimentos realizados com base nas informações fornecidas nesta página. Recomendamostrona realização de pesquisas independentesdent /ou a consulta a um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.

Nélio Irene

Nélio Irene

Nellius é formada em Administração de Empresas e TI, com cinco anos de experiência no setor de criptomoedas. Ela também é graduada pela Bitcoin Dada. Nellius já contribuiu para importantes publicações de mídia, incluindo BanklessTimes, Cryptobasic e Riseup Media.

MAIS… NOTÍCIAS
INTENSIVO AVANÇADAS
CURSO