A autoridade de valores mobiliários e commodities dos Emirados Árabes Unidos está lançando um sistema regulatório para controlar as ofertas iniciais de moedas (ICOs), criptoativos e outros negócios relacionados a criptomoedas. Magnatas do setor financeiro têm relatado que é oficial que os tokens gerados por meio de ICOs serão considerados valores mobiliários.
As diretrizes para ICOs colocam as plataformas de geração de renda baseadas em criptomoedas, a arrecadação de fundos e a função privada de pré-venda sob a responsabilidade das autoridades competentes para a emissão de tokens e todas as negociações e conformidades regulatórias. Elas também abordarão aspectos importantes e requisitos de divulgação, como nicho de mercado, estrutura de taxas e processo inicial, trabalhadores da blockchain, conteúdo do white paper e requisitos relacionados ao registro de investidores.
Os Emirados Árabes Unidos também enfatizarão a necessidade de uma política de "Conheça seu Cliente" (KYC) e de procedimentos de combate à lavagem de dinheiro, que outros países já seguem. Todos os organizadores e empresas que lidam com ICOs (Ofertas Iniciais de Moedas) precisam obter permissão da SCA (Autoridade de Conduta Estrangeira dos EUA) para que os Emirados Árabes Unidos lancem sua primeira oferta de moedas.
Com isso, as operadoras de ICOs devem lançar seu manual para os investidores, assim como uma empresa divulga seu prospecto ao realizar uma oferta pública inicial (IPO). Conforme noticiado em junho de 2018, o centro financeiro de Abu Dhabi forneceu novas diretrizes e instruções para corretoras de criptomoedas.
As regras resumem que os operadores devem pagar uma taxa de registro de US$ 125.000 e taxas anuais de US$ 60.000 para o lançamento de novas exchanges. Essas medidas visam a proteção do cliente e o combate a atividades fraudulentas no lançamento de negócios relacionados a criptomoedas.

