Os ativos financeiros sob controle dos BRICS atingem US$ 60 trilhões

- Os países do BRICS detêm 60 trilhões de dólares em ativos financeiros.
- O Sul Global representa atualmente quase 60% do PIB mundial.
- Membros do BRICS estão trabalhando em pagamentos transfronteiriços, confirma a Rússia.
Os ativos financeiros dos países do BRICS ultrapassaram os 60 trilhões de dólares, segundo o ministro das Finanças da Rússia, que destacou o montante em uma reunião com colegas no Brasil.
Moscou atribui importância ao aumento dos investimentos em infraestrutura e à captação de mais capital, inclusive por meios digitais, indicou o funcionário do governo russo.
Os países do BRICS detêm metade dos ativos globais
Os ativos financeiros dos países membros do BRICS já ultrapassam os 60 trilhões de dólares, anunciou o ministro das Finanças russo, Anton Siluanov, durante uma reunião do Conselho de Governadores do Novo Banco de Desenvolvimento do grupo, no Rio de Janeiro.
“Observamos que a população dos países do Sul Global representa quase 70% da população mundial e sua participação no produto interno bruto global é de quase 60%”, explicou Siluanov, citado pela agência de notícias russa TASS, e enfatizou:
“O volume total de ativos financeiros ultrapassou os 60 trilhões de dólares, ou seja, mais de 50% do nível global.”
Fundado há quase 20 anos pelo Brasil, Rússia, Índia e China, e posteriormente à adesão da África do Sul, o BRICS se consolidou como uma plataforma intergovernamental fundamental para a cooperação entre mercados emergentes. Egito, Etiópia, Indonésia, Irã e Emirados Árabes Unidos também fazem parte do grupo atualmente.
O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), com sede em Xangai e anteriormente conhecido como Banco de Desenvolvimento dos BRICS, foi criado para apoiar projetos públicos e privados, fornecendo empréstimos, garantias e utilizando outros instrumentos financeiros. Siluanov destacou seu importante papel como instituição financeira na qual muitos países podem confiar.
“Hoje falamos sobre a década de operação do Novo Banco de Desenvolvimento, o principal instrumento financeiro para novos investimentos e novos projetos que estão sendo implementados em nossos países – não apenas nos países do BRICS, mas também nos países do Sul Global”, acrescentou o representante russo.
O ministro também destacou a importância de aumentar os investimentos em infraestrutura. Ele acredita que é necessária uma nova abordagem paratracrecursos que garantam fluxos de capital estáveis a longo prazo. Isso inclui o uso de ativos financeiros digitais, observou.
Os BRICS estão trabalhando em pagamentos transfronteiriços
Os países do Sul Global precisam construir um mercado financeirotrone criar infraestrutura com fluxos de capital fluidos, enfatizou Anton Siluanov na reunião do conselho, observando que os países do BRICS têm trabalhado para alcançar esse objetivo. Ele também revelou:
“Discutimos medidas relativas a pagamentos transfronteiriços, desenvolvimento da interação entre depositários, estabelecimento de capacidade de resseguro e o lançamento de uma metodologia de classificação de crédito.”
O chefe do Ministério das Finanças da Rússia também falou sobre “a necessidade de acompanhar as tendências” no que diz respeito às novas tecnologias. Nesse sentido, ele apontou para as oportunidades apresentadas pelo rápido desenvolvimento da inteligência artificial (IA).
Ao mesmo tempo, ele alertou sobre os riscos do aumento das desigualdades entre os países e insistiu:
“Portanto, precisamos cooperar o mais ativamente possível nas áreas de IA, e o NDB deve liderar essa área, unindo os esforços de nossos países.”
Embora Siluanov tenha abordado diversos tópicos importantes, os líderes do BRICS e os executivos do NDB têm uma série de outros assuntos para discutir neste fim de semana, incluindo a resposta da organização aos desafios globais atuais, como o conflito comercial dos EUAdent , Donald Trump.
Na quinta-feira, a Bloomberg informou que a reunião organizada pelo presidente brasileirodent Inácio Lula da Silva deverá resultar na adoção de uma declaração conjunta condenando as “medidas protecionistas unilaterais” e o “aumento indiscriminado” de tarifas, que “não são boas para a economia mundial” e para o desenvolvimento.
O documento não mencionará explicitamente os Estados Unidos, mas analistas afirmam que, embora tente evitar o confronto direto com Washington, o BRICS busca preencher o vácuo deixado pelo atual governo americano e promover sua própria agenda.
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