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UE busca aliança estratégica contra tarifas americanas

PorNoor BazmiNoor Bazmi
Tempo de leitura: 3 minutos
UE busca aliança estratégica contra tarifas americanas
  • A União Europeia está ampliando as negociações com parceiros como o Canadá e o Japão, ao mesmo tempo que prepara um pacote tarifário massivo direcionado a produtos americanos.
  • As negociações entre a UE e os EUA permanecem num impasse, com Trump a alertar para uma tarifa de 30% caso não se chegue a um acordo até 1 de agosto.
  • Os mercados cambiais mostraram reações tímidas ao aumento das tensões comerciais, com o euro a sofrer uma ligeira queda antes de se estabilizar.

A União Europeia busca fortalecer a colaboração com outras economias em resposta ao recente alerta dodent Donald Trump sobre novas tarifas sobre seus produtos.

Segundo a Bloomberg, fontes internas da UE indicam planos para iniciar conversas com parceiros importantes, incluindo Canadá e Japão, a fim de avaliar formas de alinhar suas respostas.

Anteriormente, a presidente da Comissão Europeiadent Ursula von der Leyen, confirmou que a moratória sobre as tarifas recíprocas seria prorrogada até 1º de agosto, concedendo aos negociadores mais tempo. A retaliação planejada contra as tarifas de Trump sobre aço e alumínio estava programada para ser reativada à meia-noite.

“Ao mesmo tempo, continuaremos a preparar novas contramedidas para estarmos totalmente preparados”, disse von der Leyen a jornalistas em Bruxelas, salientando que a UE ainda espera uma solução negociada.

A UE planeja ampliar seu pacote tarifário visando US$ 96 bilhões em produtos dos EUA

A lista existente imporia tarifas sobre aproximadamente € 21 bilhões (US$ 24,5 bilhões) em produtos americanos, e as autoridades afirmam que um pacote mais amplo, incluindo controles de exportação que abrangem cerca de € 72 bilhões, está pronto para aprovação pelas capitais dos países membros já na segunda-feira.

Ela esclareceu que o "instrumento anticoerção" do bloco, concebido para resposta a crises, permanece inativo. "O ACI foi criado para situações extraordinárias. Ainda não chegamos a esse ponto", afirmou.

Nas redes sociais, odent Emmanuel Macron respondeu à ameaça, instando os líderes da UE a acelerarem o desenvolvimento de uma resposta robusta, podendo invocar a Iniciativa de Cooperação Europeia (ACI) caso não se chegue a um acordo até 1 de agosto.

Em Berlim, o chanceler Friedrich Merz alertou no domingo que uma sobretaxa de 30% representaria um duro golpe para os exportadores em toda a Europa caso não se chegue a um acordo, afirmando que as tarifas seriam “fundamentais”. Ele acrescentou: “Isso exige duas coisas: unidade na União Europeia e boas linhas de comunicação com odentamericano”

Odent enviou correspondência a diversos aliados comerciais, modificando as taxas tarifárias previamente sugeridas para abril e convidando à retomada do diálogo. Uma das cartas, publicada no sábado, alertava a UE sobre uma iminente taxa de 30% a partir do próximo mês, caso não se chegue a um acordo mais vantajoso.

Bruxelas está tentando evitar tarifas mais elevadas dos EUA, mas a carta diminuiu essas esperanças. Países como o México foram igualmente surpreendidos por notificações semelhantes.

Fontes internas indicam que o objetivo do bloco é limitar as tarifas sobre produtos agrícolas a 10% ou menos. Ideias para um esquema de investimento em troca de alívio, no qual a injeção de capital dos EUA se traduziria em tarifas mais baixas para as montadoras, foram descartadas por receio de incentivar a deslocalização da produção.

Os negociadores mudaram o foco para a obtenção de tarifas reduzidas sobre veículos, e espera-se que as conversas bilaterais sejam retomadas ainda esta semana.

Washington propôs uma sobretaxa geral de 10% sobre a produção da UE, poupando principalmente os setores aeroespacial e de dispositivos médicos. Em resposta, Bruxelas insiste em isenções para vinhos e bebidas espirituosas e defende limites de quotas para atenuar as atuais taxas de 50% sobre metais. Os negociadores americanos, por sua vez, sugeriram uma tarifa de 17% sobre produtos agrícolas.

Qualquer acordo provisório também abrangeria barreiras regulatórias, cooperação em segurança econômica e compras estratégicas. Além das tarifas gerais que serão impostas em breve, Trump já havia aplicado tarifas de 25% sobre veículos e peças e elevado as tarifas sobre metais para 50%.

Ele planeja ainda a implementação de taxas setoriais sobre produtos farmacêuticos, semicondutores e, mais recentemente, cobre. Autoridades alertam que, mesmo sob um amplo acordo, garantias específicas seriam necessárias para proteger a UE dessas medidas direcionadas.

Euro recua com mercados minimizando medidas comerciais de Trump

Na manhã de segunda-feira, o euro caiu para a mínima em três semanas antes de se recuperar para US$ 1,1679, enquanto o peso se desvalorizou com a alta do dólar para 18,6699 MXN.

Em outros mercados, a libra esterlina caiu 0,07%, para US$ 1,3481, e o iene subiu 0,1%, para 147,28 por dólar. O dólar australiano recuou 0,14%, para US$ 0,6565, e o dólar neozelandês caiu 0,4%, para US$ 0,5984.

Além do comércio, Trump comentou no domingo que a saída de Powell seria "uma ótima coisa", pressionando ainda mais o Fed, já que ele defende a redução das taxas de juros. Os investidores estarão atentos ao relatório de preços ao consumidor dos EUA referente a junho, que será divulgado na terça-feira, em busca de pistas sobre os próximos passos do banco central; a maioria prevê um leve aumento na inflação e cortes de juros em torno de 50 pontos-base até o final do ano.

Os dados do comércio asiático de junho mostraram uma recuperação das exportações chinesas e uma retomada das importações, com as empresas acelerando os embarques antes do prazo de agosto. No entanto, o yuan permaneceu fraco, cotado próximo a 7,1704 no mercado interno e 7,1713 no mercado externo por dólar.

Os investidores estão agora focados nos dados do PIB da China do segundo trimestre, que serão divulgados na terça-feira, buscando esclarecimentos sobre se o crescimento desacelerou em função das tensões comerciais em curso e das pressões deflacionárias.

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Noor Bazmi

Noor Bazmi

Noor Bazmi contribui para a equipe de notícias Cryptopolitan e possui formação em Estudos de Mídia. Noor cobre notícias sobre blockchain, criptomoedas, inteligência artificial, grandes empresas de tecnologia, mercado de veículos elétricos, economia global e mudanças nas políticas governamentais. Ela está cursando Marketing para se conectar com o público global.

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