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A presidência de Donald Trump forçará a China a suspender a proibição de criptomoedas em dois anos, afirma Xiao Feng, da HashKey

PorJai HamidJai Hamid
Tempo de leitura: 3 minutos
Imagem mostrando Bitcoin e a bandeira dos EUA/China
  • O apoio de Trump às criptomoedas pode pressionar a China a revogar sua proibição em até dois anos, afirma Xiao Feng, da HashKey.
  • A exclusão da Rússia do sistema SWIFT despertou a China para os perigos de depender de finanças centralizadas, tornando as criptomoedas difíceis de ignorar.
  • Comerciantes chineses estão sendo inundados com pedidos para aceitar stablecoins como USDT e USDC, especialmente em grandes centros comerciais.

O retorno de Donald Trump à Casa Branca representa uma mudança radical para as criptomoedas no cenário global. Aliás, segundo Xiao Feng, presidente e CEO do HashKey Group, Trump literalmente forçará a China a reconsiderar sua rígida proibição às criptomoedas em apenas dois anos.

Em entrevista ao South China Morning Post, ele afirmou que uma administração americana favorável às criptomoedas "certamente seria uma força motriz" para que Pequim começasse a aceitar moedas digitais.

Há muito mais em jogo do que apenas as políticas de Trump. Xiao afirma que um dos verdadeiros alertas para a China ocorreu em 2022, quando os EUA e seus aliados retiraram a Rússia do SWIFT, o sistema global de mensagens financeiras.

Essa medida representou um duro golpe para a Rússia, fazendo parte de um pacote de sanções concebido para pressionar o Kremlin a se afastar da Ucrânia. A mensagem era clara: países que dependem de sistemas financeiros centralizados são vulneráveis ​​aos caprichos de governos estrangeiros.

Para a China, observar as consequências do bloqueio do sistema SWIFT pela Rússia foi uma lição sobre independência financeira — ou melhor, sobre a falta dela. É aí que entram as finanças descentralizadas como uma possível solução. Graças a essa lição, Xiao acredita que o prazo anterior da China de “cinco ou seis anos” para legalizar criptomoedas agora pode ser reduzido para dois anos ou até menos.

Postura rígida da China em relação às criptomoedas

Para quem está familiarizado com as políticas da China em relação às criptomoedas, essa previsão é surpreendente. A postura de Pequim sobre criptomoedas tem sido implacável. Desde 2017, o governo chinês tem reprimido duramente a negociação de criptomoedas, ICOs, mineração e tudo o mais.

A versão oficial? As criptomoedas representam um risco para a estabilidade financeira, alimentam atividades criminosas e são uma grande dor de cabeça que eles preferem evitar. Essa repressão se intensificou em 2021, quando o Conselho de Estado interveio para declarar todas as transações com criptomoedas ilegais, expulsando efetivamente o setor do país.

Os mineradores fizeram as malas e se mudaram, enquanto os negociadores recorreram a mercados clandestinos ou estrangeiros para se manterem no jogo. As restrições foram tão intensas que a China agora é um dos poucos lugares com proibição total de tudo relacionado a criptomoedas.

Apesar disso, o interesse não diminuiu. As previsões de Xiao baseiam-se no fato de que a demanda por criptomoedas não vai desaparecer tão cedo. Enquanto a China continental mantém sua proibição, Hong Kong — uma região semiautônoma — seguiu um caminho diferente.

O governo de Hong Kong começou a estabelecer uma estrutura para apoiar as criptomoedas e aprovou recentemente o lançamento de ETFs de criptomoedas.

Considerando a abordagem rigorosa de Pequim, Xiao Feng vê as stablecoins como o caminho mais provável para a China. Ele afirmou que elas são “atualmente a melhor solução para o comércio transfronteiriço entre empresas e consumidores”

A própria pesquisa da HashKey destaca a demanda por esse tipo de solução de pagamento. Recentemente, a equipe de Xiao realizou uma pesquisa em Yiwu, um importante centro comercial e industrial da China continental, para avaliar o interesse em pagamentos digitais.

O resultado? Quase todos os comerciantes foram questionados por compradores estrangeiros se aceitavam pagamentos em stablecoins lastreadas em dólar americano, como USDT e USDC. O interesse existe, a infraestrutura está pronta, só falta a aprovação do governo.

Um passado, presente e futuro tensos no mundo das criptomoedas

A relação da China com as criptomoedas é complexa e se estende por mais de uma década. Quando Bitcoin ganhou destaque pela primeira vez em 2011, o gigante asiático rapidamente se tornou um dos mercados mais ativos, com plataformas como a BTC China abrindo caminho para os entusiastas de criptomoedas do país.

Em 2013, grandes empresas como Baidu e Taobao aceitavam Bitcoin como forma de pagamento, apesar da posição inicial do Banco Popular da China de que Bitcoin não era moeda corrente. O mercado explodiu, mas o mesmo aconteceu com o escrutínio regulatório.

As coisas mudarammaticem 2017, quando a China proibiu as ICOs, alegando que representavam um risco muito alto para os investidores. Em 2021, a repressão se intensificou. Todas as transações domésticas com criptomoedas foram declaradas ilegais, as operações de mineração foram encerradas e o país efetivamente relegou todas as atividades com criptomoedas à clandestinidade.

Essa repressão levou os mineradores de criptomoedas chineses a se estabelecerem em países com regulamentações mais brandas, criando um enorme "êxodo da mineração". No entanto, apesar desses esforços, uma economia cripto subterrânea persiste na China, com muitos investidores recorrendo à negociação de balcão (OTC) para contornar as restrições.

No início deste ano, circularam rumores de que Pequim poderia estar reconsiderando sua posição. As especulações ganharam força após discussões em fóruns internacionais, como o G20, que sugeriram o potencial para uma adoção mais ampla das criptomoedas.

Mas enquanto os rumores Bitcoin circulavam, a China estava ocupada desenvolvendo sua própria resposta à febre das criptomoedas: o yuan digital. Também conhecido como e-CNY, essa moeda digital emitida pelo banco central estatal já teria atingido US$ 1 trilhão em transações facilitadas até outubro.

Diferentemente Bitcoin, o yuan digital foi projetado para ser totalmente controlado pelo governo chinês, o que se encaixa perfeitamente no desejo de Pequim por controle centralizado.

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