Como os cibercriminosos estão explorando SEO e SEM para facilitar golpes de criptomoedas: Relatório

Como os cibercriminosos estão explorando SEO e SEM para facilitar golpes de criptomoedas: Relatório
- A Bitrace revela um aumento em golpes de criptomoedas envolvendo aplicativos de carteira falsos e versões fraudulentas do Telegram, facilitados por técnicas avançadas de SEO e SEM.
- Perdas recorde no Q3 de 2023 destacam a urgência de melhorar a segurança, com 76 hacks reportados apenas naquele trimestre, resultando em US$ 332 milhões perdidos devido a diversas explorações.
A Bitrace, uma figura proeminente na indústria de criptomoedas, recentemente trouxe à tona uma tendência alarmante: aplicativos de carteiras falsas que aparecem fraudulentamente nos resultados de mecanismos de busca. A Bitrace relata que os perpetradores empregam técnicas avançadas de Otimização para Mecanismos de Busca (SEO) e Marketing em Mecanismos de Busca (SEM) para impulsionar links de phishing ao destaque. Esses links maliciosos direcionam então os usuários para aplicativos de carteiras falsos criados com backdoors maliciosos.
Esses aplicativos fraudulentos emulam os legítimos de forma surpreendente, até na aparência e na experiência do usuário. Um exemplo é a carteira falsa Bitpie. Uma consulta de pesquisa por “carteira Bitpie” gera vários links de phishing, cuja natureza fraudulenta fica camuflada até que uma inspeção mais detalhada revele disparidades na URL.
A exploração maliciosa do Telegram
Além disso, a questão não se limita a carteiras falsas. O relatório da Bitrace também revelou que cibercriminosos exploram plataformas populares como o aplicativo de mensagens Telegram, especialmente favorecido por investidores de criptomoedas, para realizar golpes. Versões falsas do Telegram, embutidas com código malicioso, são circuladas por meio de técnicas de engenharia social. Consequentemente, quando um usuário cola um endereço de blockchain no chat, o malware o detecta e o substitui por um endereço controlado pelo golpista. O usuário, sem perceber o golpe, acaba transferindo fundos para o atacante.
Além do Telegram, golpes de investimento de alto retorno e baixo risco, como o arbitragem de staking de liquidez, também estão ganhando destaque. Esses esquemas convidam os usuários a depositar uma quantidade definida de criptomoeda em uma carteira com a promessa de renda constante. Essas plataformas geralmente contêm código prejudicial em seus contratos inteligentes, concedendo aos hackers acesso não autorizado aos tokens dos usuários. Mesmo associar esses golpes a carteiras bem conhecidas, como OKXweb3 e Trust Wallet, não garante a segurança dos ativos.
Perdas recordes no Q3 de 2023
Notavelmente, essas vulnerabilidades contribuem para um cenário de criptomoedas já perigoso. De acordo com dados da plataforma de segurança blockchain Immunefi, houve 76 ataques a projetos de criptomoedas e Web3 apenas no terceiro trimestre de 2023. Isso representa um salto significativo em relação aos 30 ataques relatados no mesmo período de 2022. Em setembro, a comunidade de criptomoedas perdeu um recorde de US$ 332 milhões em vários ataques e golpes. Esses variaram desde o ataque devastador à Mixin Network, resultando em uma perda de US$ 200 milhões, até uma violação de US$ 53,1 milhões que afetou a exchange de criptomoedas CoinEx.
Portanto, enquanto a Bitrace e outras organizações se esforçam para educar o público sobre esses problemas, a vigilância individual permanece crucial. Proteger ativos digitais na indústria de criptomoedas exige escrutínio contínuo das plataformas e atualizações constantes sobre possíveis ameaças. Essa tendência de golpes crescentes sublinha a necessidade de maior conscientização entre todas as partes interessadas em criptomoedas. Significativamente, como aponta a Bitrace, é fundamental lembrar que mesmo carteiras reputáveis não garantem a invulnerabilidade dos ativos.
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Damilola Lawrence
Damilola Lawrence cobre notícias sobre mercados de criptomoedas e tecnologia há mais de 5 anos. Ele já compartilhou insights e análises sobre cripto para TheShibMagazine, CryptoMode, Qweens Magazine e The Recording Academy antes de migrar para o Web3. Na Cryptopolitan, é especialista em previsões de preços de criptomoedas. Após concluir sua graduação, iniciou seu mestrado em Cibersegurança de TI na Universidade Maria Curie-Skłodowska.
















