O CME Group firma parceria com o Google Cloud para explorar a tokenização usando seu Universal Ledger

- O CME Group e o Google Cloud revelaram que estão colaborando para testar soluções que facilitem e tornem mais seguras as transações no atacado e a tokenização de ativos.
- O CME Group concluiu a primeira etapa de testes e integração do Google Cloud Universal Ledger (GCUL)
- As duas empresas planejam iniciar testes diretos com participantes do mercado ainda este ano e pretendem começar a oferecer novos serviços em 2026.
O CME Group e o Google Cloud anunciaram uma colaboração para testar soluções que facilitem e tornem mais seguras as transações no atacado e a tokenização de ativos. O CME Group concluiu a primeira etapa de testes e integração do Google Cloud Universal Ledger (GCUL), um novo livro-razão distribuído do Google Cloud.
Segundo um de imprensa divulgado hoje, as duas empresas planejam iniciar testes diretos com participantes do mercado ainda este ano e pretendem começar a oferecer novos serviços em 2026.
🚨Para testar a tokenização ainda este ano, a gigante de negociação de derivativos CME Group firmou parceria com a gigante americana de TI Google Cloud, com planos de lançar serviços em 2026! 🙌🏼 Classificada para pagamentos e reservas de valor, a CME Group já lançou de $XRP e listou #XRPXRP! pic.twitter.com/JQPgmEDzAr
— Amante de criptomoedas (@Tahseenahmed22) 25 de março de 2025
A nova Universal Ledger do Google Cloud, uma rede privada que pode ser programada, será usada pela CME para testar como a infraestrutura de ativos digitais pode tornar a liquidação e a compensação mais rápidas.
Rohit Bhat, Gerente Geral de Serviços Financeiros do Google Cloud, afirmou: "A parceria com o CME Group para inovar com o GCUL exemplifica esse compromisso, demonstrando como o Google Cloud ajuda os parceiros a transformar seus negócios por meio de colaborações estratégicas e infraestrutura moderna, desbloqueando oportunidades significativas para o mercado financeiro global."
Por outro lado, Terry Duffy, presidente e diretor executivo do CME Group, afirmou: "Como o presidentedent o novo governo incentivaram o Congresso a criar uma legislação histórica para uma estrutura de mercado sensata, temos o prazer de firmar parceria com o Google Cloud para viabilizar soluções inovadoras para a transferência digital de valor a baixo custo".
Segundo a CME, o Google Cloud Universal Ledger tem o potencial de proporcionar ganhos significativos de eficiência em garantias, margens, liquidação e pagamentos de taxas, à medida que o mundo caminha para negociações 24 horas por dia, 7 dias por semana. As placas tectônicas estão se movendo e uma nova era no setor bancário global está começando.
O mercado de ativos tokenizados poderá atingir um tamanho multibilionário em uma década.
A iniciativa dessas duas grandes empresas demonstra o quão forte está a tendência da tokenização. Ela chamou a atenção tanto de empresas de criptomoedas quanto de instituições financeiras tradicionais. Gestores de ativos e bancos do mundo todo estão buscando cada vez mais maneiras de usar a infraestrutura do blockchain para movimentar objetos financeiros tradicionais, como títulos, fundos e outros valores mobiliários.
Isso visa maior eficiência, permitindo pagamentos mais rápidos, baratos e com liquidação ininterrupta. Diversos estudos de mercado, como os da BCG, McKinsey e Bernstein, indicam que o mercado de ativos tokenizados poderá atingir um valor multibilionário até o final da década.
Essas melhorias abrem um leque enorme de possibilidades de crescimento. De acordo com pesquisas, atualmente apenas US$ 25 trilhões em ativos podem ser usados como garantia. Isso representa uma parcela muito pequena do potencial de US$ 230 trilhões. A tokenização facilita a movimentação de garantias e permite o uso mais eficiente do capital.
Empresas institucionais de criptomoedas e pioneiros no setor financeiro tradicional, como Broadridge, BNP Paribas, HSBC, Goldman Sachs e outros, comprovam isso. Eles estão aproximando o mundo de uma nova normalidade: um ecossistema sempre aberto e acessível, capaz de se adaptar às necessidades de uma economia globalizada e dinâmica.
Como a tokenização lidou com o problema de liquidez
O que mantém os mercados financeiros em movimento é a liquidez. É fácil comprar e vender ações porque elas têm alta liquidez. Isso significa que sempre há alguém disposto a comprá-las ou vendê-las a um preço justo. No entanto, esse não é o caso de imóveis, títulos e private equity.
Esses ativos costumam ficar bloqueados por longos períodos, o que exige grandes quantias em cash e prazos de liquidação extensos. Mesmo para títulos negociados em bolsa de valores, a liquidação pode levar dias ou semanas. Isso não é razoável em um mercado em constante mudança.
Isso muda quando os ativos são divididos em tokens, que podem então ser negociados rapidamente em redes blockchain. A tokenização permite a compra e venda de pequenas partes como ações, em vez de um investimento mínimo de US$ 100.000 em títulos ou transações imobiliárias.
Melhor ainda, esses ativos não dependem do horário bancário ou de infraestrutura obsoleta, pois são movimentados na blockchain, onde as transações acontecem instantaneamente em vez de levarem dias para serem concluídas.
Além de facilitar o acesso, a tokenização também cria novas formas de circulação de dinheiro. Ativos tokenizados podem ser utilizados com protocolos DeFi , negociação automatizada e empréstimos baseados em blockchain. Em contrapartida, os ativos tradicionais só podem ser utilizados em determinados mercados e por certos tipos de investidores.
Em outras palavras, títulos tokenizados podem ser usados como garantia, aplicados em staking ou emprestados. Isso cria novos fluxos de liquidez que não existiam no sistema financeiro tradicional.
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Florença Muchai
Florence tem se dedicado à cobertura de notícias sobre criptomoedas, jogos, tecnologia e inteligência artificial nos últimos 6 anos. Seus estudos em Ciência da Computação pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Meru e em Gestão de Desastres e Diplomacia Internacional pela MMUST (Universidade de Ciência e Tecnologia de Meru) lhe proporcionaram ampla experiência em idiomas, observação e habilidades técnicas. Florence trabalhou no VAP Group e como editora para diversos veículos de mídia especializados em criptomoedas.
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