ÚLTIMAS NOTÍCIAS
SELECIONADO PARA VOCÊ
SEMANALMENTE
MANTENHA-SE NO TOPO

As melhores informações sobre criptomoedas direto na sua caixa de entrada.

China ignora economia fraca e banco central afirma que não haverá cortes nas taxas de juros

PorJai HamidJai Hamid
Tempo de leitura: 3 minutos
China ignora economia fraca e banco central afirma que não haverá cortes nas taxas de juros
  • O banco central da China não está reduzindo as taxas de juros, apesar do pior mês da economia em 2025.
  • O Banco Popular da China (PBOC) afirma que continuará oferecendo apoio direcionado em vez de um estímulo amplo.
  • A pressão inflacionária está diminuindo, mas a demanda privada e o comércio permanecem fracos.

O banco central da China não está considerando reduzir as taxas de juros, mesmo após a economia ter apresentado seu pior desempenho mensal até agora em 2025.

O Banco Popular da China afirmou na última sexta-feira que continuará a implementar sua política monetária "moderadamente frouxa", mas não fez promessas de reduzir as taxas de juros ou a taxa de compulsório bancário em um futuro próximo.

A declaração foi feita em seu relatório, publicado poucas horas depois de novos dados confirmarem a desaceleração da demanda interna.

Segundo a Bloomberg, analistas de grandes instituições financeiras, incluindo Citigroup e Goldman Sachs, afirmaram que a linguagem utilizada pelo banco central demonstra que não há planos imediatos para um afrouxamento monetário significativo. Em vez disso, o Banco Popular da China (PBOC) está focado em medidas de apoio seletivas e direcionadas.

Isso significa que quaisquer cortes generalizados nas taxas de juros ou reduções na taxa de compulsório provavelmente serão adiados para o final deste ano, somente se a situação piorar. "Sua ênfase na execução das políticas existentes e no afrouxamento monetário direcionado sinalizou um apetite limitado por um afrouxamento monetário generalizado", disse Chen Xinquan, economista do Goldman Sachs.

O Banco Popular da China adia estímulos à medida que o crescimento desacelera e as perspectivas de inflação mudam

Em julho, a economia chinesa desacelerou acentuadamente. Políticas internas destinadas a reduzir a capacidade ociosa, combinadas com o aumento das tarifas, afetaram a produção e o comércio. Os projetos de infraestrutura registraram menor investimento e os consumidores mantiveram suas carteiras fechadas. A demanda do setor privado estagnou.

Ainda assim, a economia registrou um crescimento do PIB de 5,3% em relação ao ano anterior no primeiro semestre de 2025. Isso é suficiente para que os formuladores de políticas em Pequim acreditem que podem sobreviver a um segundo semestre mais fraco e ainda se aproximar da meta oficial de cerca de 5%.

O economista do Citigroup, Yu Xiangrong, observou em um relatório de domingo que “as políticas estruturais podem ser uma ferramenta mais importante para o Banco Popular da China (PBOC) nos próximos meses, em comparação com cortes generalizados nas taxas de juros ou na taxa de compulsório”. O banco parece suficientementedent na estrutura econômica subjacente para, por enquanto, evitar intervenções agressivas.

O Banco Popular da China (PBOC) também abordou as preocupações persistentes com a deflação que assombram o país há mais de dois anos. Embora os números da inflação geral ainda estejam baixos, o núcleo do índice de preços ao consumidor, que exclui itens instáveis ​​como alimentos e energia, apresentou alguma melhora recentemente.

O banco central destacou iniciativas como a repressão à formação de preços "desordenados" e um esforço renovado para apoiar o consumo como medidas que devem contribuir para uma maior recuperação das perspectivas de inflação.

Estabilidade do sistema financeiro e intervenção no mercado estão na agenda

Além da inflação e do crescimento, o Banco Popular da China (PBOC) sinalizou preocupações sobre o fluxo de dinheiro dentro do sistema financeiro do país. No relatório, prometeu impedir a circulação ociosa de fundos, demonstrando clara preocupação com brechas financeiras e riscos sistêmicos. Essa é mais uma razão pela qual o banco central não quer se precipitar em uma ampla flexibilização monetária.

O Goldman Sachs afirmou no sábado que essa cautela reflete a forma como o Banco Popular da China (PBOC) enxerga o equilíbrio entre liquidez e controle. Qualquer estímulo adicional poderia levar à arbitragem e à especulação, algo que Pequim está tentando ativamente bloquear.

Em janeiro, o PBOC criou um comitêdente de estabilidade financeira, atendendo aos apelos de altos funcionários para fortalecer seu papel de supervisão. Isso visava ao controle. As responsabilidades do banco se ampliaram nos últimos anos, especialmente no que diz respeito aos mercados imobiliário e de ações.

No início deste ano, chegou mesmo a apoiar a criação de um fundo de estabilização para compras de ações, intervindo para acalmar a volatilidade do mercado de ações.

Apesar da postura cautelosa por enquanto, os analistas ainda esperam medidas caso a desaceleração piore. A maioria das previsões inclui um corte de 10 a 20 pontos-base na taxa básica de juros e um corte de 50 pontos-base na taxa de reserva compulsória até o final do ano. 

Alguns também preveem que o governo libere um pacote de estímulo quase fiscal de 500 bilhões de yuans (US$ 70 bilhões), com o objetivo de apoiar a demanda de forma mais direta.

Não se limite a ler notícias sobre criptomoedas. Compreenda-as. Assine nossa newsletter. É grátis.

Compartilhe este artigo

Aviso Legal. As informações fornecidas não constituem aconselhamento de investimento. CryptopolitanO não se responsabiliza por quaisquer investimentos realizados com base nas informações fornecidas nesta página. Recomendamostrondentdentdentdentdentdentdentdent /ou a consulta a um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.

MAIS… NOTÍCIAS
INTENSIVO AVANÇADAS
CURSO