A criação de uma nova moeda internacional no âmbito da aliança BRICS está próxima de ser concretizada, faltando apenas a aprovação final de todos os Estados-membros. Sergey Glazyev, ex-ministro russo, revelou em entrevista à TV BRICS que a fase de desenvolvimento da moeda proposta está quase concluída. Agora, tudo depende da vontade política coletiva das nações do BRICS, especialmente da Índia e da China. Atualmente, a moeda proposta já conta com o apoio de três países-membros, revelou Glazyev.
Para lançar esta moeda, precisamos do consentimento político dos países do BRICS, três dos quais já expressaram seu apoio à ideia de introduzir uma nova moeda por meio de seus chefes de Estado. Aguardamos a reação da China e da Índia
Sergey Glazyev, ex-ministro russo
A Rússia, que assumirá a liderança no próximo ano, poderá potencialmente conduzir as nações restantes do BRICS a um acordo. Planos para organizar uma conferência internacional para finalizar a introdução da moeda já estão em andamento. Essa iniciativa sublinha o compromisso da Rússia em consolidar o apoio à nova moeda.
A viabilidade e atracda moeda proposta
A moeda em projeto promete maior estabilidade, um atrativo que não passa despercebido pelos potenciais adotantes. Glazyev explicou que a base da moeda reside em um sistema de dupla cesta. Ela será atrelada tanto às moedas nacionais dos membros do BRICS quanto a um portfólio diversificado de commodities de câmbio. Essa estrutura visa oferecer uma proteção contra a desvalorização, posicionando a moeda como uma concorrente formidável para moedas consolidadas como o dólar americano, a libra esterlina e o euro.
Essa inovação foi recebida com diferentes graus de entusiasmo dentro do bloco BRICS. Rússia e Brasil parecem ser os principais defensores desse novo instrumento econômico. Em contrapartida, a África do Sul aborda a questão com mais cautela, enfatizando a predominância do dólar americano.
A posição da aliança indica uma mudança estratégica, à medida que os estados membros exploram alternativas aos sistemas financeiros tradicionais. Além disso, reflete uma busca coletiva para fortalecer a resiliência econômica contra a volatilidade do mercado global. Portanto, a criação da moeda pode representar uma mudança significativa na ordem econômica global.
Glazyev, cujo currículo inclui um período como ministro das Relações Econômicas Exteriores da Rússia, seguido por 14 anos na Duma Estatal, traz uma vasta experiência para o diálogo sobre a moeda dos BRICS. Com as especificações técnicas já definidas, é o clima político que determinará a trajetória da moeda.
A moeda proposta não é apenas uma ferramenta financeira, mas um símbolo da crescente influência dos países BRICS no cenário global. Ela significa a disposição da aliança em construir uma narrativa econômica paralela, menosdent das hegemonias financeiras ocidentais.
Além disso, a moeda está posicionada para ser uma alternativatracpara liquidações internacionais, podendo remodelar a forma como o comércio e a cooperação econômica são conduzidos dentro do bloco.
O BRICS está perto de um acordo sobre moeda comum, aguardando apenas a aprovação da China e da Índia, afirma ex-ministro russo