Startups brasileiras estão adotando IA para revolucionar a agricultura, transformando métodos antigos e tornando os processos mais eficientes e sustentáveis. Esse cenário é particularmente forte no Brasil, um dos maiores exportadores mundiais de soja, milho e carne bovina. As aplicações de IA têm mudado a forma como as operações agrícolas são conduzidas, substituindo os sistemas legados.
A inteligência artificial transforma a agricultura brasileira
Vale ressaltar que o setor cresceu após a Traive (2018), uma startup fundada por Aline Oliveira Pezente e seu marido, Fabricio, no estado de Minas Gerais, Brasil. Foi durante seus três anos de atuação na Dreyfus Commodities que Aline se deparou com diversas abordagens ineficientes no financiamento agrícola, o que a fez compreender a necessidade fundamental de ferramentas de gestão de riscos nas práticas de crédito.
A prática arcaica dos métodos, transmitidos oralmente e de difícil confiabilidade, costumava fornecer consultoria especializada somente após pelo menos alguns meses.
Parti d'Alire adquiriu suas habilidades em IA e análise de dados no MIT. Como resultado, ela criou um sistema que reduz o tempo e melhora a precisão dessas avaliações. “Os bancos, tipicamente, até hoje, usam suas próprias variáveis…
"É difícil para os humanos criarem, neste momento, equaçõesmaticque possam capturar as variáveis", disse Aline. Seu sistema consegue realizar avaliações de risco com funcionalidades altamente avançadas em apenas cinco minutos, um processo que antes levava três meses.
De forma singular, as startups da América Latina estão adotando a IA para revolucionar a agricultura, transformando práticas antigas e tornando os processos mais eficientes e sustentáveis. Esse fenômeno é particularmente acentuado no Brasil, um dos maiores exportadores mundiais de soja, milho e carne bovina. As aplicações de IA têm transformado a maneira como as operações agrícolas são conduzidas, substituindo os sistemas legados.
Práticas sustentáveis pioneiras
Além da inovação empresarial, a IA proporciona práticas agrícolas sustentáveis como um dos seus principais produtos. Maria Vasconcelos, CEO da Agrosmart, outra startup brasileira, destaca ainda que lidar com os riscos climáticos é a principal preocupação da empresa.
Tecnologias criadas por sua empresa, impulsionadas por inteligência artificial, economizam água e energia e aumentam a produtividade dos agricultores. Tudo isso com o mínimo impacto ambiental. “A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) relata que precisamos produzir mais alimentos para atender ao crescimento populacional… Nesse caso, como podemos fazer isso sem o auxílio da tecnologia?”, questionou Vasconcelos, aparentemente durante a Web Summit do Rio de Janeiro.

