Analisar os mercados emergentes pode nos dar uma pista de quando a queda do bitcoin poderá terminar. Em entrevista ao programa "Trading Nation" da CNBC, Thomas Lee, da Fundstrat Global Advisors, afirmou que existe uma conexão crescente entre o bitcoin e os mercados emergentes. No universo das criptomoedas, Bitcoin é a moeda dominante.
“Ambos atingiram o pico no início deste ano e ambos estão em tendência de queda”, disse Lee. Ele acrescentou ainda: “Até que os mercados emergentes comecem a se recuperar, acredito que, de certa forma, essa correlação se manterá e nos mostrará que a mentalidade de apetite ao risco desses compradores significa que eles não estão comprando bitcoin.”
A onda de compras Bitcoinchegou ao fim após atingir o recorde de US$ 20.000 e agora caiu 65%.
Segundo Lee, quando os mercados emergentes sofrem quedas, os fundos de hedge não compram.
Mas o mercado de baixa pode estar chegando ao fim. Lee, que investe em Bitcoin e é um dos otimistas de Wall Street, está prevendo uma mudança de rumo a favor do bitcoin e dos mercados emergentes, principalmente se o dólar se desvalorizar e se o Federal Reserve frear o aumento das taxas de juros. Ele também observou que há um enorme "dinheiro e poder de fogo" à margem do mundo das criptomoedas.
Segundo Lee, esses fatores podem ajudar Bitcoin a subir para US$ 25.000 até o final de 2018.
“Ainda acho que é possível”, afirmou Lee. “Bitcoin pode terminar o ano com uma valorização explosiva.”

