ÚLTIMAS NOTÍCIAS
SELECIONADO PARA VOCÊ
SEMANALMENTE
MANTENHA-SE NO TOPO

As melhores informações sobre criptomoedas direto na sua caixa de entrada.

Grupos criminosos dos Balcãs cash criptomoedas para movimentar fundos, com quase nenhum registro de apreensões

PorHannah CollymoreHannah Collymore
Tempo de leitura: 2 minutos
Grupos criminosos dos Balcãs cash criptomoedas para movimentar fundos, com quase nenhum registro de apreensões
  • Grupos criminosos nos Balcãs Ocidentais estão usando criptomoedas para lavar dinheiro, com pouquíssimas apreensões de bens registradas.
  • A fragilidade dos quadros regulatórios e a falta de capacidade técnica dificultam a capacidade das autoridades policiais de trace apreender ativos digitais.
  • Analistas de segurança pedem reformas urgentes, cooperação regional e adoção de padrões globais para combater crimes facilitados por criptomoedas.

Segundo relatos, redes criminosas que operam nos Balcãs Ocidentais estão se aproveitando da legislação frouxa e da fiscalização deficiente por parte dos órgãos reguladores para usar criptomoedas na lavagem de dinheiro ilícito.

Segundo um novo relatório da Iniciativa Global contra o Crime Organizado Transnacional, apesar da crescente adoção de ativos digitais por organizações criminosas na região, as autoridades registraram apenas um número reduzido de apreensões bem-sucedidas desses ativos.

Criptomoedas são a principal via financeira para redes criminosas dos Balcãs

O relatório lembrou que, em 2023, cerca de 240 mil pessoas possuíam criptomoedas na região, a maioria delas residindo principalmente na Sérvia. A estimativa do volume de transações na época era de US$ 25 bilhões a US$ 30 bilhões.

No entanto, esse número representa uma mistura de elementos legítimos e criminosos que se aproveitaram da tecnologia de ativos digitais para facilitar suas operações, ajudando-os a ocultar suasdente a contornar o escrutínio das instituições financeiras tradicionais.

Enquanto governos de todo o mundo implementam leis e aprimoram sua capacidade de trace confiscar ativos virtuais de agentes mal-intencionados, os países dos Balcãs Ocidentais continuam ficando para trás, sem nenhum sinal significativo de que essa tendência mudará em breve.

Uma questão importante destacada no relatório é a estrutura regulatória limitada ou inexistente e a falta de capacidade técnica entre as agências de aplicação da lei na região.

Convulsões são raras apesar do uso generalizado

Até o momento, houve apenas três casos documentados de apreensões de ativos virtuais na região. Um caso notável envolveu um grupo criminoso organizado albanês envolvido com tráfico de drogas e roubo. As autoridades albanesas colaboraram com seus homólogos da Bélgica, Espanha, Holanda e Europol entre novembro de 2024 e janeiro de 2025 para levar o grupo à justiça. A operação resultou na apreensão de ativos como carteiras digitais contendo US$ 10 milhões em criptoativos.

Albânia, Bósnia e Herzegovina e Sérvia são os únicos países da região com apreensões documentadas. No entanto, apenas a Albânia e a Sérvia possuem estruturas regulatórias de moderadas atronem relação a ativos virtuais.

Os demais países ainda estão atrasados, sendo Montenegro e Bósnia e Herzegovina os mais frágeis em termos de seus marcos regulatórios. Mesmo quando esses países possuem leis em vigor, a implementação é frequentemente dificultada pela falta de pessoal treinado e por ferramentas tecnológicas inadequadas necessárias para trace congelar ativos na blockchain.

O caminho para conter as atividades de indivíduos mal-intencionados na região

Analistas de segurança recomendam que esses países dos Balcãs Ocidentais estabeleçam estruturas legais claras, incluindo a forma como as criptomoedas apreendidas devem ser armazenadas e gerenciadas.

Montenegro e Sérvia estão dando os primeiros passos. A Sérvia está planejando um sistema em que os bens confiscados sejam transferidos para uma carteira governamental segura.

Em setembro de 2024, a Rede Interinstitucional de Gestão de Ativos dos Balcãs (BAMIN) capacitou 24 profissionais da região em estratégias de apreensão de criptoativos.

A Croácia está adotando uma abordagem mais prática, permitindo que a polícia congele e armazene criptomoedas ligadas a crimes.

As recomendações também abordaram procedimentos padrão para a transferência e documentação de bens apreendidos, visando garantir a transparência. Eventos como a próxima Conferência de Perícia Digital da Sérvia podem impulsionar a colaboração e o compartilhamento de conhecimento.

O relatório também destacou que a Organização Internacional das Comissões de Valores Mobiliários forneceu sugestões políticas úteis para os mercados de criptomoedas e ativos digitais, que podem ser adotadas como guia por formuladores de políticas e profissionais nos Balcãs Ocidentais.

As mentes mais brilhantes do mundo das criptomoedas já leem nossa newsletter. Quer participar? Junte-se a elas.

Compartilhe este artigo

Aviso Legal. As informações fornecidas não constituem aconselhamento de investimento. CryptopolitanO não se responsabiliza por quaisquer investimentos realizados com base nas informações fornecidas nesta página. Recomendamostrona realização de pesquisas independentesdent /ou a consulta a um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.

Hannah Collymore

Hannah Collymore

Hannah é escritora e editora com quase uma década de experiência em redação para blogs e cobertura de eventos no universo das criptomoedas. No Cryptopolitan, Hannah contribui para a página de notícias, reportando e analisando os últimos desenvolvimentos em DeFi, RWA, regulamentação de criptomoedas, IA e tecnologias de ponta. Ela se formou em Administração de Empresas pela Universidade Arcadia.

MAIS… NOTÍCIAS
INTENSIVO AVANÇADAS
CURSO