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Austrália adiciona YouTube à lista de redes sociais proibidas para menores de 16 anos após reação negativa

PorNélio IreneNélio Irene
Tempo de leitura: 3 minutos
  • A Austrália incluirá o YouTube em sua proibição de redes sociais para usuários menores de 16 anos, revertendo uma isenção anterior.
  • A proibição visa proteger as crianças de danos online, exigindo que as plataformas restrinjam o acesso de menores de idade.
  • A exclusão inicial do YouTube causou reações negativas de concorrentes como Meta, TikTok e Snap, e levantou preocupações sobre a imparcialidade do processo.

A Austrália adicionou o YouTube a uma lista de sites e aplicativos online que serão bloqueados como parte de uma proposta de proibição de redes sociais para crianças menores de 16 anos, após enfrentar forte reação negativa por inicialmente tê-lo deixado de fora.

A ABC noticiou na terça-feira que o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, e a ministra das Comunicações, Anika Wells, anunciariam a medida na quarta-feira. A mudança colocaria o YouTube abruptamente ao lado de grandes redes sociais, como TikTok, Instagram e Snapchat, como potenciais alvos das regulamentações propostas.

Com entrada em vigor prevista para o final de 2025, a proibição impedirá que crianças criem ou usem contas em sites populares de redes sociais onde o consentimento dos pais ou responsáveis ​​não seja um requisito oferecido pelo serviço.

O anúncio surge num momento em que as empresas de internet enfrentam uma pressão crescente relativamente à segurança dos jovens online, incluindo a utilização das redes sociais e os seus efeitos na saúde mental e na exposição a conteúdos nocivos.

O YouTube não estava inicialmente incluído na lista de plataformas às quais a legislação se aplicaria. Essa exclusão gerou inúmeras reclamações de concorrentes do setor de tecnologia e de defensores da segurança. Além disso, levanta questões de longo prazo sobre a justiça e a eficácia da lei que está sendo analisada.

Órgãos reguladores exigem maior proteção para as crianças

A decisão do governo de expandir os códigos para incluir o YouTube é uma resposta a anos de pressão de diversos setores, inclusive dentro e fora da indústria de tecnologia. Órgãos reguladores, incluindo a Comissária de Segurança Online, Julie Inman Grant, alertaram que não incluir o YouTube deixaria uma enorme lacuna na proteção das crianças contra os piores aspectos do mundo digital.

O YouTube costuma ser a primeira plataforma que os jovens australianos usam para aprender, se entreter e interagir socialmente. No entanto, também se tornou um importante canal de disseminação de conteúdo prejudicial para essa faixa etária. Excluí-lo da regulamentação comprometeria a eficácia de toda a política.

A polêmica se intensificou no mês passado, quando foi revelado que a então ministra das Comunicações, Michelle Rowland, havia assegurado secretamente aos executivos do Google, proprietário do YouTube, que sua plataforma não seria afetada pelas novas regras. A promessa pessoal, já noticiada anteriormente, gerou indignação e questionamentos sobre transparência e influência na formulação de políticas.

Empresas concorrentes, incluindo a Meta Platforms Inc. (empresa controladora do Facebook e do Instagram), a Snap Inc. (Snapchat) e o TikTok, teriam reagido, argumentando que a lei precisaria ser aplicada uniformemente em todas as plataformas para ser eficaz.

As empresas devem agir para restringir o acesso de menores de 16 anos

Embora as novas restrições visem tornar os espaços online mais seguros para as crianças, elas também apresentam diversos problemas de fiscalização.

O Ministro Wells reconheceu que os jovens usuários com conhecimento de tecnologia procurarão maneiras de contornar a restrição. "As crianças encontrarão soluções alternativas, Deus as abençoe, sabemos que encontrarão", disse Wells à ABC na quarta-feira. "As plataformas devem tomar medidas razoáveis ​​para tentar impedir que isso aconteça."

As empresas online também devem ter o sistema maistronde verificação de idade e consentimento parental exigido por lei. Embora os mecanismos específicos de fiscalização ainda estejam sendo definidos, as empresas que descumprirem as regras poderão ser multadas pesadas.

A proibição não afetará o YouTube Kids, um aplicativo criado não apenas para crianças, mas também com controles parentais e conteúdo selecionado. O governo afirma que isso oferecerá aos pais uma alternativa mais segura para encontrar materiais adequados para crianças online.

A reação tem sido mista por parte de ativistas dos direitos digitais e pais. Alguns comemoram a medida como um passo para conter o cyberbullying, o compartilhamento excessivo e o conteúdo viciante para crianças. Os críticos dessas iniciativas argumentam que uma regulamentação rigorosa pode criar barreiras para ferramentas educacionais e criativas populares, amplamente utilizadas pelosdent.

Ainda assim, essa medida colocará a Austrália na vanguarda de uma tendência global emergente. Governos em todo o mundo, dos Estados Unidos ao Reino Unido, passando por outros países membros da União Europeia, estão considerando proteções digitais mais rigorosas para crianças.

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Nélio Irene

Nélio Irene

Nellius é formada em Administração de Empresas e TI, com cinco anos de experiência no setor de criptomoedas. Ela também é graduada pela Bitcoin Dada. Nellius já contribuiu para importantes publicações de mídia, incluindo BanklessTimes, Cryptobasic e Riseup Media.

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