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Será que os bancos de Wall Street estão ficando otimistas demais muito cedo?

PorManasee JoshiManasee Joshi
Tempo de leitura: 3 minutos
Será que os bancos de Wall Street estão ficando otimistas demais muito cedo?

Segundo os principais bancos de Wall Street, incluindo Goldman Sachs, JPMorgan e Morgan Stanley, os mercados de ações já atingiram o pior e em breve iniciarão a recuperação, incentivando os investidores a aproveitarem os preços mínimos alcançados.

“Os touros vão se recuperar em breve”, “o pior já passou” e “preparem-se para máximas históricas no próximo ano” são algumas das declarações de renomados bancos de Wall Street que parecem estar muito mais ansiosos para voltar ao jogo e impulsionar o mercado de ações do que os próprios investidores. 

Muitos analistas de bancos de investimento afirmam que, daqui para frente, a tendência das ações será de alta. No entanto, é importante esquecer que essas previsões otimistas se baseiam inteiramente na premissa de que a situação da economia global melhorará assim que os temores em torno da pandemia chegarem ao fim. Essas previsões sobre o mercado de ações ignoram a desaceleração econômica que, por razões óbvias, permanece marcada pela iminência de uma recessão.

Será que os bancos de Wall Street estão se aproveitando do sentimento dos investidores?

Assim, um tweet recente publicado por uma empresa de pesquisa de investimentos chamada Hedgeye mostra como a maioria dos bancos de Wall Street está tentando capitalizar o otimismo dos investidores, prevendo dias melhores para as ações. Um ponto de vista flagrantemente contraditório, considerando o cenário atual, em que a maioria dos governos sequer cogita suspender as medidas de isolamento social.

É importante notar aqui que a maioria dos investidores enfrenta um dilema entre os sinais pessimistas enviados pela economia, com o vice-presidente do Banco Central Europeudent tempos difíceis para a economia europeia, e as perspectivas excessivamente tranquilizadoras oferecidas pelos bancos de Wall Street. 

Durante os estágios iniciais da pandemia, muitos economistas estimaram que a economia dos EUA voltaria aos tracno segundo trimestre do ano – uma afirmação aparentemente absurda que já foi desmentida pela disseminação incessante do coronavírus, que não mostra sinais de parar tão cedo.

Na verdade, o JPMorgan, que havia projetado anteriormente que as ações atingiriam níveis recordes no próximo ano, já relatou uma queda enorme de setenta por cento (70%) nos lucros do primeiro trimestre.

Além disso, o Goldman Sachs está incentivando seus principais clientes a aproveitarem a queda para obter retornos lucrativos no próximo ano, partindo do pressuposto de que uma recuperação econômica ocorrerá assim que a epidemia diminuir. 

Analisando os dois lados da moeda

Em meio a todas essas afirmações possivelmente exageradas, é preciso analisar atentamente os dois lados da moeda. De acordo com Thomas Lee, cofundador da Fundstrat, empresa que oferece perspectivas únicas sobre estratégia e pesquisa de mercado, embora possa não ser totalmente verdade que os mercados retomarão os níveis pré-pandemia, existe, no entanto, uma chance de cinquenta por cento (50%) de recuperação.

Utilizando padrões históricos e dados de crises anteriores do mercado de ações, incluindo a Segunda-feira Negra de 1987, a recessão econômica de 2002 e a crise financeira de 2008, Lee, em entrevista ao Yahoo Finance, afirma que esses eventos anteriores demonstram que o mercado de ações se recuperará parcialmente.

Mohamed El-Erian, por outro lado, principal assessor econômico da gigante de serviços financeiros Allianz, adota uma abordagem diferente. Em entrevista ao Financial Times, El-Erian afirmou que, diante da atual volatilidade dos índices preço/lucro e dos spreads de crédito, a recuperação do mercado está longe de acontecer e que os bancos de Wall Street estão sendo otimistas demais sem motivo aparente.

Entretanto, outro usuário do Twitter, @CoinCornerDanny, publicou uma citação antiga, mas estranhamente relevante, do grande industrial Henry Ford, que diz que se as pessoas compreendessem as complexidades do sistema financeiro e monetário, buscariam reformas.

Em tempos como estes, só nos resta perguntar se essa reforma virá na forma de Bitcoindescentralizado e sem soberania definida? Deixe sua opinião abaixo.

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