Apple promete investir US$ 100 bilhões na indústria manufatureira dos EUA após reunião de Tim Cook com Trump

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A Apple prometeu investir mais US$ 100 bilhões na indústria manufatureira dos EUA depois que Tim Cook se reuniu com Trump na Casa Branca.
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O novo investimento eleva o compromisso total da Apple nos EUA para US$ 600 bilhões.
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Trump sancionou novas tarifas visando a Índia e planeja ampliar as taxas relacionadas a chips na próxima semana.
A Apple está adicionando US$ 100 bilhões aos seus planos de produção nos EUA após uma reunião a portas fechadas entre Tim Cook e odent Donald Trump na Casa Branca, na quarta-feira.
Isso ocorre em um momento em que a empresa tenta proteger sua principal linha de produtos de uma nova onda de tarifas e manter-se em boas relações com o governo, embora ainda dependa fortemente de fábricas no exterior.
Espera-se que Trump anuncie pessoalmente o novo compromisso da Apple no evento na Casa Branca, onde Cook também estará presente. O plano envolve a criação de um novo programa de fabricação nacional para trazer mais da cadeia de suprimentos da empresa para os EUA.
Isso inclui a fabricação e montagem local de componentes mais críticos para evitar novas penalidades comerciais.
Isso se soma à promessa anterior da Apple de investir US$ 500 bilhões, que abrangia projetos como uma fábrica de servidores em Houston, um centro de treinamento de fornecedores em Michigan e mais verbas para fornecedores americanos já existentes.
Com esse novo compromisso, o investimento total da Apple nos EUA chega agora a US$ 600 bilhões.
Trump aumenta tarifas enquanto a Apple tenta manter sua posição
A porta-voz da Casa Branca, Taylor Rogers, vinculou o novo investimento diretamente aos objetivos econômicos de Trump, dizendo:
“O anúncio de hoje com a Apple é mais uma vitória para nossa indústria manufatureira, que ajudará simultaneamente a trazer de volta a produção de componentes essenciais para proteger a segurança econômica e nacional dos Estados Unidos.”
As ações da Apple subiram 6% na quarta-feira após a promessa, o maior ganho intradiário desde fevereiro. Enquanto isso, Trump também assinou uma ordem executiva adicionando uma tarifa de 25% sobre produtos da Índia em resposta às suas compras de petróleo russo, além de uma tarifa separada de 25% já programada para entrar em vigor no dia seguinte.
A grande dependência da Apple na Índia para a montagem do iPhone a torna um alvo direto. Trump pressionou repetidamente a Apple para que transferisse toda a produção do iPhone para fábricas nos EUA. No início deste ano, após uma reunião com Cook, Trump ameaçou impor uma tarifa de 25% caso a empresa não tomasse uma providência.
Embora autoridades tenham apresentado ideias como a robótica para a montagem nos EUA, Cook tem se concentrado mais em garantir isenções tarifárias. Ele obteve sucesso nesse sentido durante o primeiro mandato de Trump e tem trabalhado para repetir o feito.
Na semana passada, durante uma teleconferência com analistas, Cook admitiu que “a grande maioria” dos iPhones vendidos nos EUA ainda é fabricada na Índia. Ele acrescentou que outros produtos, como MacBooks, iPads e Apple Watches, vêm do Vietnã.
“Obviamente, tentamos otimizar nossa cadeia de suprimentos”, disse Cook. “E, em última análise, faremos mais nos Estados Unidos.”
Cook também afirmou que a Apple sofreu um prejuízo de US$ 800 milhões devido às tarifas no último trimestre e espera que esse valor suba para US$ 1,1 bilhão até o final de setembro, a menos que haja mudanças na política comercial. Essa pressão só tende a aumentar.
Trump está se preparando para impor novas tarifas sobre todos os produtos com chips semicondutores, que podem entrar em vigor já na próxima semana. Ele também está ampliando as tarifas específicas para cada país, que afetarão dezenas de parceiros comerciais na quinta-feira.
trachistórico de Trump com a Apple mostra um padrão. Durante seu primeiro mandato, Cook conseguiu que vários produtos da Apple fossem isentos de impostos de importação. Se ele conseguir repetir o feito, isso poderá ajudar a Apple a evitar aumentos de preços que reduziriam suas margens de lucro ou, pior, dariam aos concorrentes, como a Samsung, uma vantagem competitiva em termos de preço.
O compromisso inicial de US$ 500 bilhões assumido pela Apple em fevereiro incluía a promessa de criar 20.000 empregos, mas os números não superaram muito os planos anunciados anteriormente. Essa promessa adicionou apenas US$ 39 bilhões e cerca de 1.000 empregos por ano. Os US$ 100 bilhões adicionais visam fortalecer seus laços com os EUA diante de uma repressão comercial mais ampla.
A notícia sobre a Apple se encaixa em uma série de anúncios de investimentos públicos da administração Trump. No início deste ano, Trump realizou um anúncio conjunto com a Oracle, o SoftBank e a OpenAI, revelando um investimento de US$ 100 bilhões em data centers de IA, com planos de chegar a US$ 500 bilhões.
Em outra declaração, Trump afirmou que a Nvidia planeja fabricar até US$ 500 bilhões em infraestrutura de IA nos EUA por meio de novas parcerias. A Casa Branca também vinculou acordos comerciais diretamente a promessas de investimento.
Em um acordo com a União Europeia, Trump garantiu US$ 750 bilhões em exportações de energia americanas e US$ 600 bilhões em investimentos dos EUA. Um acordo semelhante com o Japão resultou em um fundo de investimento de US$ 550 bilhões destinado a projetos americanos.
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