Analista afirma que o plano da Apple de transferir a montagem do iPhone dos EUA para a Índia é irrealista

- O analista Craig Moffett alertou que o plano da Apple de transferir a montagem do iPhone para a Índia é irrealista.
- Moffett afirmou que a medida não resolverá os desafios impostos pelas tarifas dos Estados Unidos.
- Moffett alerta os investidores sobre as ações da Apple, que caíram 14% desde então.
O renomado analista Craig Moffett afirmou que o plano da Apple de transferir a montagem do iPhone dos Estados Unidos para a Índia é irrealista. Segundo Moffett, essa mudança dificilmente resolverá os complexos desafios impostos pelas tarifas americanas.
Segundo relatos, a Apple anunciou planos para transferir a montagem dos iPhones vendidos nos Estados Unidos para a Índia até o final de 2026. A medida, de acordo com o Financial Times, ajudará a empresa de tecnologia a reduzir sua dependência da China, enquanto o país continua seu impasse político com o governo Trump. Fontes mencionaram que a empresa pretende fabricar 60 milhões de iPhones na Índia, dobrando a produção atual.
A tarifa de 145% imposta por Trump às importações da China representou um duro golpe para as cadeias de suprimentos globais, forçando a maioria das empresas a reconsiderar seus modelos de produção consolidados há décadas. Moffett, diretor-gerente sênior da MoffettNathanson, enfatizou que a cadeia de suprimentos da Apple está enraizada na China, o que dificulta a transição para outros países.
Analista afirma que a entrada da Apple na Índia é irrealista
Segundo Moffett, um dos motivos pelos quais a mudança continua inviável é que a maioria dos componentes usados na fabricação dos dispositivos são produzidos no país. Ele acrescentou ainda que a mudança implicaria na enjeliminação de muitas medidas de redução de custos que a empresa vem adotando
Apesar do plano da Apple de se mudar, noticiado pelo Financial Times, Moffett acredita que a mudança apenas aliviaria a empresa das pressões relacionadas às tarifas. Ele acrescentou que as tarifas criam desafios duplos e que a mudança para a Índia não resolverá ambos os problemas. “Em resumo, uma guerra comercial global é uma batalha em duas frentes, impactando custos e vendas. Transferir a montagem para a Índia pode (e enfatizamos o 'pode') ajudar com a primeira. A segunda pode, em última análise, ser o problema maior”, disse ele.
A análise de Moffett, que ele compartilhou com os clientes, aborda as complexidades do comércio global. Ele mencionou que, mesmo que a Apple consiga transferir a montagem para a Índia, a dependência de chineses ainda sujeitará a empresa a tarifas, o que poderá inflacionar os custos e repassá-los aos consumidores finais.
As preocupações também foram intensificadas por operadoras dos Estados Unidos, como AT&T (T), Verizon (VZ) e T-Mobile (TMUS), que afirmaram que não absorverão os aumentos de preços nos telefones celulares decorrentes das tarifas.
Moffett alerta para a destruição da demanda
Moffett alertou que, como as operadoras se recusam a absorver os aumentos de preços nos dispositivos causados pelas tarifas, isso pode levar à destruição da demanda. Ele também mencionou que isso pode fazer com que os consumidores estendam o tempo de posse de seus aparelhos e diminuam as taxas de atualização, o que poderia impactar negativamente as estimativas de lucro da Apple. Sua perspectiva aponta para pressões macroeconômicas mais amplas, incluindo uma queda na demanda do consumidor, o que pode afetar ainda mais o desempenho de mercado da Apple.
O analista revisou sua meta de preço para as ações da Apple, demonstrando sua postura pessimista. Ele reduziu a meta de US$ 184 para US$ 141, representando uma queda de 33% em relação ao fechamento de sexta-feira, de US$ 209 por ação. Moffett mantém a recomendação de "Venda" para as ações da Apple desde 7 de janeiro, e o preço das ações caiu 14% desde então. As ações da Apple apresentaram bom desempenho na semana passada, com alta de mais de 6%, antes da divulgação do balanço trimestral na próxima quinta-feira, após o fechamento do mercado.
Moffett mantém-se cauteloso, observando que os desafios da empresa não estão enraizados em suas operações, mas em fatores externos sobre os quais a maioria das empresas não tem controle. A interação entre restrições na cadeia de suprimentos, tarifas e mudanças no comportamento do consumidor em uma economia global impactada por tarifas podedefia trajetória de crescimento da empresa, tornando os alertas de Moffett uma perspectiva muito importante para os investidores que lidam com o futuro da empresa.
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Owotunse Adebayo
Adebayo é um escritor com quatro anos de experiência no universo das criptomoedas. Ele se formou na Universidade de Lagos, onde estudou Planejamento Urbano e Regional. Adebayo trabalhou na Tokenhell e na CryptoTicker, escrevendo notícias sobre criptomoedas e fintechs. Atualmente, ele é colaborador do Cryptopolitan.
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