A16z afirma que o ecossistema cripto está se voltando para a adoção institucional convencional

- O relatório State of Crypto 2025 da a16z marca a mudança do setor em direção à adoção em massa e à escala institucional.
- Grandes instituições financeiras, incluindo BlackRock, Visa e Morgan Stanley, estão expandindo seus produtos de criptomoedas.
- A capacidade de processamento da blockchain agora ultrapassa 3.400 TPS, possibilitando transações mais rápidas e baratas.
A Andreessen Horowitz (a16z) divulgou o relatório State of Crypto 2025, que traça um panorama claro do setor. O relatório observa que o mercado de criptomoedas deixou de ser especulativo e se consolidou como um ecossistema financeiro regulamentado.
Pela primeira vez, a capitalização total do mercado de criptomoedas ultrapassou US$ 4 trilhões em 2025, impulsionada pelo aumento das atividades com stablecoins, pela adoção institucional e pelas inovações tecnológicas em blockchain. O relatório "State of Crypto 2025", da a16z, observou brevemente que otronambiente regulatório nos EUA, apoiado pelodent Donald Trump, ajudou a impulsionar a evolução do setor.
a16z acredita que as atividades com stablecoins fortalecerão a posição do dólar
As stablecoins processaram mais de US$ 46 trilhões em transações nos últimos doze meses, com um volume de transações ajustado de US$ 9 trilhões. A capitalização de mercado total das stablecoins gira em torno de US$ 308 bilhões, com um volume desde 2019 de US$ 283,73 trilhões. Coletivamente, o ativo detém mais de US$ 150 bilhões em títulos do Tesouro dos EUA.
O relatório destacou que grandes instituições financeiras, como Visa e PayPal, já estão facilitando transferências internacionais utilizando o ecossistema de stablecoins, enquanto o JPMorgan e o Citi estão integrando sistemas de liquidação em blockchain. O relatório observou que, com os avanços na legislação sobre estrutura de mercado, as stablecoins podem fortalecer ainda mais a posição do dólar nas finanças globais.
A adoção institucional por meio de ETFs (fundos negociados em bolsa) para BTC e ETH também impulsionou o crescimento do ecossistema cripto como um todo. O relatório da a16z destacou que os ETFs americanos de ETH e BTC agora detêm mais de US$ 175 bilhões em ativos combinados. Com base em dados, o ETF US BTC Spot detém US$ 146,26 bilhões em ativos líquidos combinados, representando 6,81% da oferta total de BTC. O IBIT (iShares Bitcoin Trust ETF) da BlackRock detém uma parcela maior do valor, com mais de US$ 86 bilhões em ativos líquidos.
O ETF US ETH Spot, por outro lado, possui um valor patrimonial líquido combinado de US$ 25,81 bilhões, representando 5,66% da oferta total de ETH. Seu ETF iShares Ethereum Trust (ETHA) lidera a lista com ativos líquidos acumulados de aproximadamente US$ 15,35 bilhões.
Grandes empresas de Wall Street também estão expandindo suas ofertas de criptomoedas, incluindo a plataforma planejada pela Morgan Stanley para a E*Trade, que foi revelada no início deste ano. A empresa firmou uma parceria com a Zerohash no mês passado para lançar a plataforma na E*Trade, conforme relatado pela Cryptopolitan. A expectativa é que a plataforma entre em operação no início do próximo ano, permitindo que os clientes da E*Trade negociem criptoativos, com a Zerohash fornecendo liquidez, custódia e serviços de liquidação.
Os ETFs de BTC e ETH estão transformando o mercado de criptomoedas de um ambiente especulativo para um ambiente regulamentado
O relatório da a16z observou que esses desenvolvimentos, juntamente com a aprovação de ETFs de BTC e ETH em 2025, refletem uma mudança decisiva da natureza puramente especulativa do ecossistema cripto para um ambiente regulamentado, conferindo ao setor nova credibilidade e estrutura. Acrescentou ainda que os investidores institucionais provavelmente impulsionarão a próxima onda de adoção de criptomoedas.

As atividades on-chain também cresceram, especialmente em países em desenvolvimento como a Nigéria, com um aumento de 12,33% no tráfego da web por bilhão de pessoas. O relatório estimou que 716 milhões de pessoas agora possuem ativos digitais, representando um aumento de 16% em relação ao ano anterior. O uso também migrou de mercados emergentes para nações em desenvolvimento importantes, como Nigéria, Índia, Argentina e Colômbia.
O relatório da a16z discutiu a crescente sobreposição entre IA e blockchain, citando como exemplo sistemas dedentdescentralizados como o Worldcoin, que verificou mais de 17 milhões de usuários. O sistema agora fornece prova de intervenção humana, diferenciando humanos de agentes de IA que realizam transações na rede blockchain.
O relatório destacou novos padrões baseados em blockchain, como o x402, que está sendo desenvolvido para permitir que sistemas autônomos realizem transações e liquidem pagamentos sem intermediários. O documento menciona que essas tecnologias podem sustentar uma economia de agentes autônomos de US$ 30 trilhões até 2030.
Apesar da migração de talentos das criptomoedas para startups de IA, o relatório aponta para um renovado interesse de desenvolvedores em ecossistemas multichain, como Ethereum, Solanae Bitcoin. Ethereum e sua arquitetura de camada 2 (L2S) continuam sendo o principal destino para novos desenvolvedores, enquanto Solana registrou um aumento de 78% na atividade de desenvolvedores nos últimos dois anos.
O relatório da a16z destacou melhorias significativas no desempenho e na escalabilidade do blockchain; agora as redes conseguem processar 3.400 transações por segundo. Esse crescimento representa um aumento de aproximadamente cem vezes nos últimos cinco anos, com os blockchains Ethereum e Solana na liderança, apoiados por soluções de escalabilidade de Camada 2 (L2).
O sistema agora pode ser comparado a sistemas de pagamento tradicionais, como os usados pela Nasdaq e Stripe, em termos de desempenho durante períodos de pico de atividade. O relatório observou que esse progresso é crucial para levar aplicativos de uso cotidiano do consumidor para a blockchain.
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Collins J. Okoth
Collins Okoth é jornalista e analista de mercado com 8 anos de experiência na cobertura de criptomoedas e tecnologia. Ele é Analista Financeiro Certificado (CFA) e possui formação emmaticAtuarial. Collins já trabalhou como redator e editor na Geek Computer e na CoinRabbit.
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