O BRICS adicionou seis novos países no ano passado. Os Emirados Árabes Unidos, Egito, Irã e Etiópia aderiram ao grupo. A Argentina recusou, e a Arábia Saudita ainda está avaliando a possibilidade. Já a Índia não está satisfeita com os novos membros e pode rejeitar mais convites em 2024.
Tanto a Rússia quanto a China querem que mais países se juntem ao BRICS em 2024. Elas desejam um grupotronpara desafiar os EUA, a Europa e seus aliados. Mas a Índia acredita que a Rússia e a China estão usando o BRICS para seus próprios fins.

A Rússia e a China querem usar o BRICS para retaliar os EUA. A Índia não gosta dessa ideia. Uma fonte disse ao Businessline:
“A Índia quer que o BRICS mantenha seu espírito original de parceria igualitária.”
A Índia quer esperar cinco anos antes de adicionar mais países. Acreditam que o bloco precisa de tempo para se adaptar aos novos membros. Essa questão foi enfatizada em reuniões recentes entre autoridades e sherpas.
O Paquistão também quer aderir ao BRICS em 2024. A Índia não está satisfeita com isso. Índia e Paquistão têm um longo histórico de conflitos. O Paquistão está recebendo ajuda da Rússia e da China para ingressar no BRICS, o que incomoda a Índia.
Potencial impacto econômico
A aliança BRICS poderia adicionar US$ 3,6 trilhões ao seu PIB com os novos membros. Eles estão de olho nos países do Sudeste Asiático como os próximos integrantes. Isso poderia ter grandes impactos na economia global.
Os dados mostram que as nações da ASEAN têm um PIB coletivo de cerca de US$ 3,67 trilhões. A região tem interesse em ingressar no BRICS e expandir sua composição.

A Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) foi formada em 1967. Ela inclui Brunei, Camboja, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmar, Filipinas, Singapura, Tailândia e Vietnã. Desde 2019, o PIB da ASEAN tem crescido e a expectativa é de que continue a crescer até 2029.
A inclusão da ASEAN no BRICS poderia ser um grande impulso. A Bloomberg noticiou que vários "líderes asiáticos" desejam ingressar no BRICS. Malásia e Tailândia estão na vanguarda dessa iniciativa.
Eles querem aderir ao BRICS para contrabalançar as instituições lideradas pelo Ocidente. Enquanto isso, a Rússia e o Irã estão trabalhando em um novo tratado de parceria dentro do bloco.

Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, afirmou que Moscou está negociando um importante tratado com o Irã. Isso ocorre após um acordo de 20 anos, firmado em 2001, que foi prorrogado por mais cinco anos em 2020.
Zakharova mencionou um novo acordo de cooperação entre Teerã e Moscou. Desde que o Irã ingressou no BRICS no ano passado, os dois países têm fortalecido seus laços. No final do ano passado, Irã e Rússia concordaram em negociar em moedas locais, excluindo o dólar americano.
Em janeiro, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que um novo tratado, demonstrando a "melhora semdent" nas relações entre Rússia e Irã, foi finalmente acordado.
Jai Hamid

