Pouco mais de quinze por cento (15%) das startups de criptomoedas são arriscadas e representam uma séria preocupação para os investidores. Uma análise recente do Wall Street Journal examinou documentos técnicos de projetos e encontrou quase dez mil frases repetidas duas ou mais vezes. Eles também procuraram por documentos técnicos falsos, o que é muito preocupante.
Investidores em criptomoedas devem sempre examinar os white papers dos projetos em que estão investindo para evitar possíveis fraudes. Os white papers também foram examinados em busca de promessas falsas de retorno sobre o investimento. Isso foi feito por meio de uma busca por palavras-chave como "altos retornos sobre o investimento". Após a obtenção dos resultados, eles foram analisados manualmente por especialistas antes de serem considerados válidos
Dos quinhentos e treze (513) documentos técnicos suspeitos, a autenticidade de mais de trinta (30) já está sendo questionada. Como a maioria dos sites dos projetos não está disponível, todos os autores dos documentos técnicos suspeitos foram contatados, mas muitos optaram por não responder e alguns não puderam ser encontrados.
O resultado do relatório do Wall Street Journal não é surpreendente, visto que outras pesquisas anteriores apresentaram resultados semelhantes. Estudos recentes constataram que a maioria das ofertas iniciais de moedas (ICOs) teve dificuldades em desenvolver projetos viáveis e em se preparar proativamente para uma possível queda no mercado de criptomoedas.
No entanto, algumas ofertas iniciais de moedas (ICOs) conseguiram criar projetos práticos e viáveis. Dito isso, fraudadores e golpistas aproveitam qualquer tendência de investimento, e as criptomoedas não são exceção.
Jay Clayton tem recebido muitas críticas por sua conduta rigorosa em relação a esse assunto. Só podemos esperar que 2019 seja um ano melhor e mais equilibrado no que diz respeito a questões como essa. É possível que projetos importantes continuem a se destacar e que os golpistas finalmente cessem suas atividades por meio de regulamentaçõestron.
Essa questão fez com que as startups retornassem ao método tradicional de atuação, como, por exemplo, financiamento de capital de risco e STOs (Ofertas de Tokens de Segurança) em vez de ofertas iniciais de moedas (ICOs).
15% das startups de criptomoedas são um sinal de alerta