No sábado à noite, Trump foi à televisão nacional e exigiu que o Irã "fizesse as pazes", apenas duas horas depois de os militares dos EUA terem bombardeado três importantes instalações nucleares iranianas.
Falando da Casa Branca, Trump disse que quaisquer ataques futuros seriam “muito maiores e muito mais fáceis” se o Irã retaliasse. Ele não deu detalhes sobre o tipo de paz que espera ou o que Teerã precisaria fazer. Mas a ameaça era clara: parem agora ou sofrerão um golpe ainda mais duro.
Segundo informações da agência Tasnim e outros comunicados oficiais, o Irã não demorou a responder, lançando mísseis contra Israel e intensificando oficialmente o conflito.
Trump passou semanas dizendo que queria um acordo nuclear com o Irã, mesmo após o ataque inicial de Israel. Ele afirmou que o Irã estava aberto a isso. Mas, na terça-feira, seu tom mudou. Primeiro, ele disse a repórteres que não queria um cessar-fogo — ele queria “um fim, um fim de verdade”
Horas depois, no Truth Social, ele postou “RENDÃO INCONDICIONAL” em letras maiúsculas. Dois dias depois, deu a si mesmo um prazo de duas semanas para decidir se lançaria um ataque. Ele disse que ainda havia uma “chance substancial” para a diplomacia. Na noite de sábado, essa chance havia desaparecido. Jatos americanos atingiram as bases iranianas de Fordow, Natanz e Isfahan, arrastando as forças americanas para mais uma guerra no Oriente Médio.
Criptomoedas se recuperam após leve queda
Bitcoin e outras criptomoedas importantes sofreram quedas acentuadas quando a notícia do ataque foi divulgada. Em poucos minutos, Bitcoin caiu para menos de US$ 100.000, o SOL atingiu US$ 121, o Ether caiu para US$ 2.300 e XRP chegou a US$ 2,09.
Mas duas horas depois, os preços se recuperaram. Bitcoin voltou a ultrapassar os 102 mil dólares, o SOL subiu para mais de 130 dólares, e o Ether e XRP se mantiveram estáveis. A reação do mercado de criptomoedas foi rápida, caótica e de curta duração. Os investidores, porém, não se deixaram abalar pelo pânico. Aproveitaram a queda e seguiram em frente.
Enquanto isso, o Ministério das Relações Exteriores iraniano classificou os ataques de Trump como uma “guerra perigosa contra o Irã”. Em um comunicado divulgado pela agência de notícias semioficial Tasnim, o governo afirmou que os EUA “traíram a diplomacia” e descreveu Israel como “genocida e sem lei”. Acrescentou que as ações de Trump violaram o direito internacional e a Carta da ONU, e alertou para “graves consequências e repercussões terríveis”. Ressaltou ainda que é “direito legítimo do Irã resistir plena e resolutamente” e defender seus interesses nacionais “por todos os meios necessários”
O Irã pediu à ONU e à Agência Internacional de Energia Atômica que respondessem imediatamente. O governo solicitou ao Conselho de Segurança da ONU a convocação de uma reunião de emergência. A declaração instou os organismos internacionais a condenarem o que chamou de "ato flagrante e criminoso de ilegalidade"

