Trump e Putin encerram reunião privada de três horas sem nenhum avanço significativo

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Trump e Putin realizaram uma reunião de três horas no Alasca, mas não chegaram a um acordo sobre o fim da guerra na Ucrânia.
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Zelenskiy não foi convidado, e nenhum cessar-fogo ou cúpula subsequente foi confirmado.
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Trump alegou ter havido progresso, mas admitiu que grandes problemas permanecem sem solução.
Donald Trump e Vladimir Putin encerraram sua reunião privada de três horas no Alasca, na noite de sexta-feira, sem chegar a um acordo para interromper a guerra na Ucrânia ou as sanções que se aproximam da Rússia.
O encontro, realizado em uma base da Força Aérea em Anchorage, foi o primeiro entre os dois homens desde 2019, mas apesar da expectativa criada e do contexto da campanha "Em Busca da Paz", não houve progresso na questão principal: deter o derramamento de sangue que já matou mais de um milhão de pessoas.
Trump disse que havia “muitos, muitos pontos” de acordo, mas admitiu que ainda não haviam chegado aos principais. “Portanto, não há acordo até que haja um acordo”, disse ele, resumindo o que acabou sendo três horas de negociações sem resultados concretos.
Putin também fez breves comentários, alertando a Ucrânia e seus parceiros europeus para não interferirem no “progresso”, embora nada de concreto tenha sido apresentado. Nenhuma pergunta da imprensa foi respondida. Nenhum documento foi assinado. Apenas doisdentdiante de microfones, proferindo palavras vagas e sem assumir compromissos.
Zelensky fica de fora enquanto Trump busca um segundo round
Dentro da base, Trump estava acompanhado por Marco Rubio, o Secretário de Estado, e Steve Witkoff, seu enviado especial para a Rússia. Putin chegou com o Ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, e o principal assessor de política externa, Yury Ushakov.
Eles se encontraram em uma sala segura enquanto o tempo corria, e no final, a maior manchete foi a falta dele. O objetivo inicial de Trump era fazer com que Putin se comprometesse a se encontrar com Volodymyr Zelenskiy e chegar a um acordo para encerrar a guerra que começou em fevereiro de 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia.
Mas Zelensky nem sequer recebeu um convite. Os receios em Kiev e nas capitais europeias eram sobretudo de que Trump pudesse permitir que a Rússia mantivesse os territórios que já havia conquistado, consolidando o controlo de Moscovo sobre cerca de 20% do território ucraniano.
Trump tentou acalmar esses temores, dizendo que não estava lá para "negociar pela Ucrânia", mas apenas para pressionar todos a se sentarem à mesa de negociações. "Quero que a matança pare", disse ele antes de embarcar no Força Aérea Um.
A matança não parou. No mesmo dia da cúpula, um míssil russo atingiu a região de Dnipropetrovsk, matando uma pessoa e ferindo outra. Zelensky não ficou parado. Ele publicou no Telegram: “É hora de acabar com a guerra, e as medidas necessárias devem ser tomadas pela Rússia. Contamos com os Estados Unidos.”
Mas, vindo de Anchorage, Trump não tinha nada de concreto para lhe oferecer.
Putin sai com uma imagem positiva, Trump sai com perguntas
Putin pode não ter fechado um acordo, mas conseguiu algo que provavelmente desejava: a imagem da Rússia sentando-se novamente com os EUA, não como um pária, mas como um ator importante.
Mesmo com um mandado de prisão ativo do Tribunal Penal Internacional acusando-o de deportar crianças ucranianas, acusação que Moscou nega, ele teve a oportunidade de apertar a mão de Trump, caminhar no tapete vermelho e dividir o palco. Nenhum dos dois países é membro do TPI, portanto o mandado não teve efeito sobre esta cúpula.
Trump ofereceu um tratamento de boas-vindas caloroso. Cumprimentou Putin na pista de decolagem com um aperto de mãos e um tapinha no braço, antes de ambos seguirem na limusine de Trump até o local da cúpula. Essa imagem, já amplamente divulgada pela mídia, está sendo usada por Moscou para alegar que o isolamento ocidental fracassou.
Quanto aos resultados concretos, não houve nenhum. Nenhum acordo de cessar-fogo. Nenhuma próxima reunião agendada. Nenhum roteiro. Apenas mais promessas de Trump, que certa vez disse que acabaria com a guerra “em 24 horas”, e agora admite que a tarefa é mais difícil do que ele imaginava. “Se tudo correr bem, a cúpula trilateral terá mais importância do que hoje”, disse Trump na quinta-feira, já minimizando as negociações no Alasca antes mesmo de acontecerem.
Zelensky continua insistindo em não haver transferência de territórios. Ele também quer garantias de segurança apoiadas pelos EUA. Nenhum dos dois assuntos foi discutido publicamente. Trump prometeu telefonar para Zelensky e para os líderes da OTAN após a cúpula para atualizá-los sobre o assunto. Mas, novamente, o que há para dizer? Nada foi alcançado.
Keith Kellogg, enviado de Trump à Ucrânia, afirmou anteriormente que o número total de vítimas de ambos os lados chega a cerca de 1,2 milhão. Mesmo assim, a cúpula terminou apenas com câmeras e declarações cuidadosamente elaboradas.
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