Odent Donald Trump lançou oficialmente uma guerra comercial global, mergulhando os mercados no caos e causando prejuízos de bilhões da noite para o dia. Na terça-feira, os EUA impuseram pesadas tarifas sobre as importações do México, Canadá e China, e Trump confirmou que não haverá mais negociações.
Os números são brutais: 25% sobre todos os produtos do México, 25% sobre quase tudo do Canadá, exceto energia, 10% sobre as importações de energia canadenses e 20% sobre muitos produtos chineses. O Canadá retaliou imediatamente com tarifas de 25% sobre US$ 155 bilhões em exportações americanas.

Os mercados de ações globais despencam com a entrada em vigor oficial das tarifas de Trump
Dados da CNBC mostram que as ações de empresas de tecnologia asiáticas despencaram logo após a notícia. A Nvidia caiu 9%, enquanto a gigante japonesa de chips Advantest atingiu seu menor nível desde outubro, com queda de 9%. A Renesas Electronics tron 6,35%.
As ações da SK Hynix, da Coreia do Sul, caíram 3,26%. Já na China, as ações da Alibaba recuaram 2,23%, as da Kingsoft Cloud caíram 8,46% e as de empresas de veículos elétricos, como a BYD, perderam 6,60%, segundo os dados.
O SoftBank, gigante japonês de investimentos, viu suas ações despencarem 6,25%. Segundo relatos, Masayoshi Son, seu CEO, planeja captar US$ 16 bilhões em investimentos em inteligência artificial, mas essa notícia não foi suficiente para estancar a queda livre.
A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) também caiu 2% depois que Trump afirmou que a empresa investiria US$ 100 bilhões nos EUA para impulsionar a produção de chips.

O S&P 500 também está sofrendo uma forte queda, registrando seu pior resultado desde 18 de dezembro e oscilando em torno da média móvel de 200 dias, um nível de suporte crucial. Se o índice romper para baixo, espere ainda mais volatilidade no mercado.
Bitcoin também está sentindo a pressão. Caiu para menos de US$ 90.000, apagando os ganhos de 10% obtidos após o anúncio de Trump sobre a Reserva de Criptomoedas dos EUA.
Os preços do petróleo caíram drasticamente com a busca dos investidores por segurança. O ouro, por outro lado, está em alta — valorização de 10% desde janeiro, enquanto Bitcoin acumula queda de 10% no ano.
Mas os mercados europeus estão lidando com a situação de forma um pouco diferente. O índice Stoxx 600, que representa uma visão ampla das ações europeias, teve um desempenho superior ao do S&P 500 em fevereiro, segundo a CNBC.
O motivo é que os investidores estão investindo pesado em ações do setor de defesa, esperando que as políticas de Trump continuem a abalar os mercados.
Criptomoedas despencam após oscilação brusca de 36 horas
Aliás, os investidores em criptomoedas estão em situação ainda pior. No domingo à tarde, Trump anunciou que os EUA estavam lançando uma Reserva de Criptomoedas, e essa notícia fez os preços das criptomoedas dispararem, com a capitalização de mercado saltando de US$ 2,7 trilhões para US$ 3,1 trilhões em poucas horas. Mas a festa não durou muito.
Na noite de segunda-feira, a realidade bateu à porta. O mercado deu uma guinada brusca e, em apenas 24 horas, as criptomoedas perderam US$ 500 bilhões. Agora, estão US$ 100 bilhões abaixo do valor que tinham antes do anúncio de Trump. Ethereum, que havia subido de US$ 2.173 para US$ 2.550, está agora em US$ 2.002 — 8% abaixo do seu nível anterior ao anúncio.
Antes do anúncio de Trump sobre a Reserve, o Índice de Medo e Ganância das Criptomoedas estava em 20 (Medo Extremo). Após o anúncio, disparou para 55 (Ganância). E agora? Voltou para 24, o que significa que o medo retomou o controle.
Enquanto isso, investidores institucionais têm retirado dinheiro rapidamente. Na última semana de fevereiro, os fundos de criptomoedas registraram saídas recordes de US$ 2,6 bilhões, o maior valor da história, US$ 500 milhões acima do recorde anterior, de 2024. Bitcoin caiu 3% em relação aos níveis anteriores ao anúncio das reservas, eliminando US$ 250 bilhões em valor de mercado em apenas 12 horas.
Uma pesquisa do Bank of America revelou que 42% dos investidores agora consideram a guerra comercial a maior ameaça aos ativos de risco em 2025, um aumento em relação aos 30% registrados em janeiro. Apenas 3% dos investidores acreditam que Bitcoin será o ativo com melhor desempenho em uma guerra comercial declarada — um percentual bem menor do que o dólar americano (15%) ou o ouro (58%).
Entretanto, o índice de pânico de volatilidade do Goldman Sachs, que estava em 1,4 em dezembro, disparou para 9,1 e está se aproximando de 10 hoje. Isso significa que podemos esperar oscilações de preços ainda mais violentas pela frente.
A taxa tarifária efetiva dos EUA está prestes a atingir seu nível mais alto desde a Grande Depressão. E não para por aí. A próxima medida é uma tarifa de 25% sobre a União Europeia.

