O índice S&P 500 ultrapassa os 6.400 pontos pela primeira vez na história

- O índice S&P 500 ultrapassou brevemente a marca de 6.400 pontos pela primeira vez na história, antes de fechar em queda de 0,4%.
- As ações da Microsoft e da Meta subiram após resultados financeirostron, mas a fraqueza generalizada do mercado puxou os índices para baixo.
- Trump prorrogou as tarifas de 25% sobre as importações mexicanas e alertou para a possibilidade de novas tarifas sobre a Índia e o Brasil.
O índice S&P 500 subiu acima de 6.400 pela primeira vez na quinta-feira, estabelecendo um novo recorde antes de recuar no final do dia.
Esta foi a terceira vez em uma semana que o índice de referência ultrapassou a marca histórica, impulsionado inicialmente por fortes resultados financeiros dotronde tecnologia, que não conseguiram sustentar o mercado em geral.
Segundo dados da CNBC, tanto o S&P 500 quanto o Nasdaq Composite atingiram brevemente máximas intradiárias antes que o ímpeto se dissipasse e as perdas tomassem conta.
Ao final do pregão, o S&P 500 havia recuado 0,4%. O Nasdaq Composite perdeu 0,1%, enquanto o Dow Jones Industrial Average caiu 283 pontos, ou 0,6%. A onda vermelha foi impulsionada pela fraqueza em diversos setores, especialmente o da saúde, mesmo com a forte alta das ações de tecnologia.
Microsoft e Meta superam as expectativas de lucro, mas não conseguem impulsionar todo o mercado
As ações de empresas de tecnologia lideraram os ganhos iniciais. A Microsoft subiu 4% após divulgar resultados trimestrais que superaram as expectativas. A empresa afirmou que seu negócio de nuvem Azure gerou mais de US$ 75 bilhões em receita anual. Isso foi suficiente para elevar seu valor de mercado para US$ 4 trilhões. A Meta Platforms foi além, com alta de 12% após apresentar uma previsão otimista para as vendas do próximo trimestre, bem acima do que Wall Street esperava.
Apesar da alta, não foi suficiente para impulsionar o restante do mercado. As ações da UnitedHealth caíram 5% e as da Merck recuaram 4%, ambas puxando o Dow Jones para baixo. No total, seis dos onze setores do S&P 500 fecharam em queda. Os investidores não se impressionaram apenas com os resultados corporativos.
“Essas reações do mercado — apesar dostronlucros, investimentos e recompras de ações — estão se tornando cada vez mais difíceis de justificar”, disse Joseph Cusick, vice-dent sênior e gestor de portfólio da Calamos Investments. “Ao mesmo tempo, as quedas têm sido relativamente contidas.”
As preocupações com as políticas não ajudaram. A última reunião do Federal Reserve deixou os investidores incertos sobre se as taxas de juros serão reduzidas em setembro ou posteriormente. Os mercados também se preparavam para o prazo final da Casa Branca para o aumento das tarifas, na sexta-feira. Espera-se que o governo aumente drasticamente as tarifas sobre parceiros comerciais como Índia e Brasil.
Além disso, odent Donald Trump anunciou na quinta-feira que a tarifa de 25% sobre as importações mexicanas será prorrogada por mais 90 dias. Essa prorrogação aumentou ainda mais a pressão sobre um cenário comercial já incerto.
Aumentam as tensões comerciais com o impasse nas negociações com a China
As tensões com a China também voltaram ao foco das atenções. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou na quinta-feira que as negociações com Pequim estão "em um ponto em que ambos os lados têm os elementos para um acordo". Mas ele não especificou o conteúdo do acordo nem quando ele poderá ser concretizado. A atual trégua comercial entre os dois países expira em 12 de agosto. A falta de progresso até lá poderá desencadear a imposição de novas tarifas.
A quinta-feira encerrou um mês sólido para o mercado de ações como um todo. O S&P 500 subiu mais de 2% em julho, o Nasdaq Composite avançou cerca de 3% e o Dow Jones teve alta de 0,4%. Mas a maior parte dessa valorização ocorreu no início do mês. No fechamento de quinta-feira, a cautela claramente prevaleceu.
Mais balanços de grandes empresas de tecnologia ainda estão por vir. Tanto a Apple quanto a Amazon devem divulgar seus resultados após o fechamento do mercado na quinta-feira.
O setor farmacêutico continuou em queda. Trump enviou cartas formais a 17 fabricantes de medicamentos, exigindo que reduzissem os preços em 60 dias. Essa notícia afetou duramente as ações das farmacêuticas. As ações da Merck caíram quase 4%. As da Pfizer e da Eli Lilly perderam quase 2% cada.
As ações da Novo Nordisk caíram quase 5%, mas isso teve mais a ver com a mudança de recomendação do HSBC de "compra" para "manter". A farmacêutica dinamarquesa acumula perdas de cerca de 44% neste ano e quase 64% nos últimos 12 meses.
Rajesh Kumar, analista do HSBC, afirmou que o setor de medicamentos para perda de peso agora parece estar em um estágio de maturidade. "Um crescimento mais lento deve implicar múltiplos menores", disse ele. O mercado de medicamentos GLP-1 ainda é grande, com estimativas variando entre US$ 100 bilhões e US$ 200 bilhões, mas o entusiasmo inicial claramente diminuiu.
Em outro mercado, a Figma estreou na Bolsa de Valores de Nova York a US$ 85 por ação, mais que o dobro do preço do IPO de US$ 33. A negociação foi brevemente interrompida logo após a abertura devido à volatilidade. Minutos depois, a ação ultrapassou os US$ 100.
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Jai Hamid
Jai Hamid cobre criptomoedas, mercados de ações, tecnologia, economia global e eventos geopolíticos que afetam os mercados há seis anos. Ela trabalhou com publicações focadas em blockchain, incluindo AMB Crypto, Coin Edition e CryptoTale, em análises de mercado, grandes empresas, regulamentação e tendências macroeconômicas. Ela estudou na London School of Journalism e compartilhou três vezes suas análises sobre o mercado de criptomoedas em uma das principais redes de TV da África.
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