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A empresa sul-coreana Bithumb foi alvo de uma operação policial pela terceira vez neste mês

PorGorica GligorijevicGorica Gligorijevic
Tempo de leitura: 2 minutos
Betume

A empresa sul-coreana Bithumb foi alvo de uma operação policial pela terceira vez neste mês

  • Na terceira operação policial deste mês, a polícia apreendeu a participação da Bithumb Holding na Bithumb Korea
  • O presidente do conselho da BH está atualmente sob investigação por fraude financeira
  • Especula-se que esses eventos ocorram em meio aos preparativos para o IPO do BK

A Bithumb, a maior corretora de criptomoedas com volume diário de negociação na Coreia do Sul, foi alvo de uma nova operação policial neste mês – a terceira, para ser preciso. A Polícia Metropolitana de Seul apreendeu as participações da Bithumb Holdings (BH) na Bithumb Korea (BK) na terça-feira, 16 de setembro. Essa ação ocorreu após o presidente da BK solicitar o confisco das ações da BH na empresa.

Especula-se que suas tentativas foram motivadas por dúvidas quanto à propriedade das ações do presidente do conselho da BH durante a aquisição de uma participação de, supostamente, 74,1% na BK.

Essa ação teve início após a aprovação do pedido de Kim pelo Tribunal Distrital Central de Seul em 14 de setembro. Segundo relatos locais, na operação de terça-feira, a polícia teria apreendido parte das ações da BK pertencentes ao presidente da BH, Lee Jung-hoon.

A operação não está relacionada à investigação de Lee

Essa reviravolta surge em relação às histórias sobre duas batidas policiais anteriores, nos dias 2 e 7 de setembro. Essas duas ações policiais estavam relacionadas a uma investigação em andamento sobre Lee.

A investigação centra-se na acusação de fraude financeira contra o presidente da Bithumb. Alega-se que, através da promoção da criptomoeda nativa da exchange, a BXA, ele teria lesado investidores em 25 milhões de dólares.

Segundo fontes locais, as duas primeiras buscas tiveram como objetivo obter provas para esta investigação, enquanto a mais recente faz parte da batalha judicial entre Kim e Lee.

Juntamente com esses desenvolvimentos, surge a notícia de que a supervisora ​​da venda da Bithumb, a Samjong KPGM, protocolou com sucesso uma carta de intenções para vender sua participação na BH.

Esses inúmeros problemas para a maior corretora coreana estão longe de terminar e surgem após a resolução da violação de dados ocorrida há 3 anos. Vale lembrar que a resolução consistiu no pagamento de US$ 86,50 para quase 30.000 clientes cujas contas foram afetadas por um ataque hacker.

As batidas policiais acontecem em um momento ruim para a Bithumb

Nenhuma dessas preocupações surge em bom momento para a corretora, visto que há rumores de que a Bithumb Korea está trabalhando em seu IPO. Esse processo já está sobrecarregado por obstáculos relacionados às incertezas quanto ao regime tributário das criptomoedas na Coreia do Sul.

A Bithumb não é a única corretora enfrentando problemas legais recentemente. Há poucas semanas, a Agência de Polícia Metropolitana de Seul apreendeu a terceira maior corretora da Coreia, a Coinbit. Apesar de todos os problemas que enfrenta, a Bithumb ainda mantém uma presença formidável no mercado. De acordo com o tracCoin360.com, ela ainda ocupa uma respeitável 9ª posição mundial em volume diário de negociação.

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Gorica Gligorijevic

Gorica Gligorijevic

Gorica é uma jornalista sérvia com mais de uma década de experiência em jornalismo impresso, online, televisivo, radiofônico e na indústria editorial. Nos últimos anos, tem se dedicado ao jornalismo online e ao investimento e negociação de criptomoedas.

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