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A Sérvia afirma que aderir ao BRICS é muito melhor do que aderir à UE

PorJai HamidJai Hamid
Tempo de leitura: 3 minutos
A Sérvia afirma que aderir ao BRICS é muito melhor do que aderir à UE
  • A Sérvia prefere aderir ao BRICS em vez da UE, pois o BRICS oferece mais benefícios econômicos sem exigências políticas.
  • Os BRICS controlam uma parcela significativa do gás e do petróleo mundiais e ultrapassaram o G7 em PIB.
  • A Sérvia recusa-se a impor sanções à Rússia ou a alterar as suas políticas em prol da adesão à UE.

A Sérvia afirma que é melhor aderir ao BRICS do que à União Europeia. O vice-primeiro-ministro do país, Aleksandar Vulin, alega que o BRICS oferece muito mais do que a UE e não exige nada em troca.

Vulin fez essas declarações em entrevista à revista National Defense. Ele enfatizou que a Sérvia vê a cooperação com o BRICS como uma oportunidade para a liberdade econômica e política.

O BRICS está em expansão e oferece à Sérvia a oportunidade de formar alianças com países que não a pressionam politicamente.

A adesão ao BRICS é diferente

Vulin salientou que o BRICS não é como a UE, que impõe condições políticas rígidas. Não interfere nos assuntos internos da Sérvia. Vulin afirmou:

“A adesão ao BRICS não nos obriga a mudar as nossas leis, a renunciar à República Sérvia ou a reconhecer a independência do Kosovo. Não somos forçados a hastear a bandeira da Ucrânia nem a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Não há qualquer pressão para impor sanções ou para entregar as nossas decisões de política externa.”

Os BRICS oferecem um enorme potencial econômico. Controlam 51% do gás natural e 47% do petróleo mundial. Além disso, ultrapassaram o G7 em PIB.

Isso a torna uma alternativa poderosa aos blocos econômicos ocidentais. Vulin afirmou que a Sérvia não precisa sacrificar sua soberania para fazer parte desse grupo. Nas palavras dele:

“Podemos cooperar economicamente com um grupo que não interfira em nossas políticas internas.”

A Sérvia busca a adesão à União Europeia há anos, mas não obteve nenhum progresso. Vulin deixou claro que o país não comprometerá seu relacionamento com a Rússia apenas para ingressar na UE.

“A Sérvia não entrará em guerra com a Rússia para se tornar membro da UE. Também não imporemos sanções contra a Rússia”, afirmou.

Para a Sérvia, o BRICS também se trata de manter a neutralidade militar e evitar envolvimentos na política ocidental.

Vulin acredita que a Sérvia está mais bem preparada para parcerias baseadas no respeito mútuo e na igualdade, valores defendidos pelo BRICS. Ele afirmou que a Sérvia está pronta para cooperar com organizações que respeitem sua neutralidade militar.

BRICS se expande

O bloco BRICS está crescendo. Além dos cinco membros originais, novos países estão se juntando ao grupo: Egito, Etiópia, Irã, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

Cuba também deseja aderir, conforme anunciado por seu Ministro das Relações Exteriores, Carlos Miguel Pereira. Ele afirmou que Cuba solicitou oficialmente sua inclusão no BRICS como um “País Parceiro” por meio de uma carta aodent Vladimir Putin.

Este pedido surge pouco antes da cúpula anual do BRICS, que será realizada em Kazan, na Rússia, de 22 a 24 de outubro.

O Azerbaijão também está pressionando por sua adesão após um encontro entre Putin e odent Ilham Aliyev. A adesão ao BRICS é feita apenas por convite. Nem todos os países que demonstram interesse são aceitos. Alguns, como a Argentina, recusaram o convite.

Em Moscou, ministros das finanças de alguns países do BRICS se reuniram para um encontro de alto nível antes da cúpula.

O ministro das Finanças russo, Anton Siluanov, defendeu a criação de uma alternativa ao sistema financeiro dominado pelo Ocidente.

Este foi um tema crucial, visto que a Rússia, fortemente sancionada pelo Ocidente, está isolada dos mercados de capitais internacionais. Siluanov propôs diversas iniciativas para fortalecer economicamente os BRICS.

Isso inclui o sistema de pagamentos internacionais Bridge, um centro de compensação dos BRICS, uma agência de classificação de risco e uma empresa de resseguros.

Mas nem todos os ministros das finanças dos países do BRICS compareceram à reunião de Moscou. China, Índia e África do Sul enviaram representantes de escalões inferiores.

A ausência de representantes de alto escalão sugere uma possível pressão ocidental para minimizar a importância da cúpula do BRICS. Yuri Ushakov, assessor do Kremlin, acusou o Ocidente de desencorajar a participação em iniciativas do BRICS.

A Rússia tem enfrentado atrasos em transações internacionais, mesmo com seus parceiros do BRICS. Seus bancos hesitam em negociar com a Rússia devido ao receio de sanções ocidentais.

Para superar esses obstáculos, as empresas russas têm recorrido a acordos de permuta e criptomoedas. O desenvolvimento de um sistema de pagamentos específico para o BRICS poderia potencialmente eliminar esses problemas, dando à Rússia e a outros países membros mais liberdade no comércio internacional.

A delegação chinesa em Moscou foi liderada pelo vice-ministro das Finanças, Liao Min, e pelo vice-governador do Banco Central, Changneng Xuan. A Índia enviou o secretário do Ministério das Finanças, Ajay Seth.

A cúpula reunirá líderes de nove dos dez países do BRICS. A Arábia Saudita será representada por seu ministro das Relações Exteriores, o príncipe Faisal bin Farhan Al Saud, em vez de seu chefe de Estado.

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