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SEC vs Telegram: Telegram retém informações financeiras da ICO da SEC

PorManasee JoshiManasee Joshi
Tempo de leitura: 2 minutos
SEC vs Telegram: Telegram retém informações financeiras da ICO da SEC

A disputa legal entre a SEC e o Telegram ganhou mais um capítulo hoje, com o aplicativo de mensagens instantâneas na nuvem decidindo não compartilhar os detalhes financeiros de sua controversa oferta inicial de ações (ICO) com a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC), informou hoje o Finance Magnates.

Após arrecadar mais de um bilhão de dólares em duas vendas de tokens realizadas em 2018, numa tentativa de desenvolver e promover a blockchain Telegram Open Network (TON), o popular aplicativo de mídia social atraiutracatenção. Em pouco tempo, envolveu-se numa batalha judicial com uma agência federal dos EUA por conduzir ilegalmente as vendas de tokens e se recusar a cumprir as regulamentações.

A longa batalha judicial fez sua primeira vítima em novembro do ano passado, quando o Telegram finalmente decidiu adiar o lançamento de sua tão aguardada blockchain TON. A ação também exigiu o depoimento do próprio fundador do Telegram, Parel Durov, juntamente com outros dois funcionários de alto escalão, perante a SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA), o qual deve ocorrer ainda este mês.

SEC vs Telegram: Telegram se recusa a cooperar

Segundo a SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA), o token nativo do Telegram, Gram, de fato, se qualifica como valor mobiliário; no entanto, a empresa não realizou o registro adequado. Assim, a SEC adotou recentemente uma abordagem mais rigorosa e exigiu que o Telegram apresentasse os registros financeiros completos dos últimos dois anos. Contudo, em uma petição judicial apresentada na quinta-feira, o serviço de mensagens russo recusou-se a atender a essa solicitação e se negou a compartilhar seus registros financeiros com a SEC.

De acordo com a petição inicial, o autor solicitou respeitosamente ao réu que apresentasse quaisquer documentos relacionados à venda não registrada de tokens realizada em 2018 e compartilhasse as informações necessárias, como valor, origem dos fundos e detalhes dos investidores, o mais breve possível. No entanto, o réu decidiu reter esses dados e obstruir a investigação, ocultando os registros bancários que demonstram o que foi feito com o bilhão e meio de dólares (US$ 1,7 bilhão) arrecadado nos últimos dois anos, afirma a queixa.

Para a SEC, esses documentos são extremamente importantes para avançar com a investigação, pois comprovam as intenções do Telegram com o dinheiro arrecadado e seu programa de desenvolvimento real para o blockchain TON.

Enquanto isso, em meio a essa guerra de palavras, com o token Gram se preparando para um lançamento em grande escala este ano, um analista e trader de criptomoedas muito influente, Tone Vays, criticou duramente o token em disputa, emitindo um alerta de fraude. "É isso que vocês chamam de gerar dinheiro?", questionou Vays. "Acho que o Telegram está simplesmente buscando obter lucros massivos capitalizando em cima do Gram, mas não está seguindo as regras de equidade ao não distribuir as ações da empresa. Isso, na minha opinião, é totalmente injusto", afirmou.

Imagem em destaque por Pixabay

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