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A SBF entrou oficialmente com recurso para anular condenação por fraude após 5 meses de prisão

PorJai HamidJai Hamid
Tempo de leitura: 3 minutos
SBF
  • Sam Bankman-Fried entrou oficialmente com um recurso para anular sua condenação por fraude, alegando que seu julgamento foi injusto e tendencioso desde o início.
  • Sua defesa argumenta que o colapso da FTX se deveu a uma crise de liquidez, não a fraude, e que o tribunal bloqueou provas que poderiam ter ajudado em seu caso.
  • A equipe da SBF alega que a sentença de confisco de US$ 11 bilhões foi ilegal e que o juiz Kaplan foi parcial, exigindo um novo julgamento com um juiz diferente.

Sam Bankman-Fried, conhecido como SBF, fundador e ex-CEO da FTX, entrou oficialmente com um recurso para anular sua condenação por fraude após passar cinco meses na prisão.

Documentos judiciais apresentados hoje revelam que sua equipe jurídica está pressionando por um novo julgamento, alegando que o primeiro julgamento foi injusto e tendencioso desde o início. 

Eles argumentam que todos os envolvidos (mídia, promotores federais, a massa falida da FTX e até mesmo o juiz) já haviam decidido que ele era culpado antes mesmo do início do julgamento.

A SBF (Sociedade de Finanças do Estado) entra oficialmente com recurso para anular condenação por fraude após 5 meses de prisão

'SBF não é o arquiteto do colapso da FTX'

Os advogados da SBF contam uma história diferente sobre o que levou à falência da FTX. Eles afirmam que, em novembro de 2022, a FTX ainda era solvente e havia até mesmo crescido para US$ 1 bilhão em receita. 

Segundo eles, a empresa não faliu por causa de fraude, mas sim devido a pressões externas do mercado e a uma crise de liquidez, desencadeada por uma onda de saques de clientes.

Eles alegam que os consultores jurídicos da FTX levaram a empresa à falência, desviando bilhões no processo, enquanto culpavam a SBF pelo caos. 

A defesa sustenta que a SBF nunca teve a intenção de fraudar ninguém e acreditava que os empréstimos concedidos da FTX para a Alameda eram garantidos por bens legítimos. 

Eles estão dizendo que ambas as empresas poderiam ter reembolsado todos os clientes se tivessem tido um pouco mais de tempo. 

A defesa tentou apresentar provas demonstrando que a FTX possuía ativos suficientes para ressarcir integralmente todos os clientes em poucas semanas, mas o tribunal não permitiu que isso fosse apresentado ao júri.

A acusação disse ao júri que ambas as empresas estavam insolventes. Alegaram que US$ 10 bilhões haviam desaparecido e afirmaram ao júri que a SBF havia desviado o dinheiro, usando-o para luxos pessoais e investimentos arriscados. 

A defesa não teve permissão para contestar essas alegações no tribunal, as quais, segundo eles, são completamente falsas. 

Os devedores da FTX confirmaram posteriormente que os fundos dos clientes seriam eventualmente reembolsados, com bilhões de dólares em ativos ainda disponíveis.

A defesa também está indignada com a forma como o tribunal lidou com as provas durante o julgamento.

Por exemplo, a acusação teve permissão para alegar que bilhões estavam desaparecidos. Mas quando a defesa tentou apresentar provas para contradizer essas alegações, o juiz as vetou.

A equipe de SBF afirma ter provas concretas de que os investimentos que ele fez em empresas como a Anthropic e Solana foram, na verdade, inteligentes e lucrativos, apenas não líquidos no momento da crise de liquidez. 

Segundo eles, isso não foi apresentado adequadamente ao júri.

Os advogados da SBF também alegam que a acusação se baseou demais em declarações feitas pelos devedores da FTX, que tinham interesse em culpar Sam em vez de assumir a responsabilidade pela má gestão dos ativos da empresa. 

'Foi um depoimento forçado'

Outro ponto importante na apelação envolve a forma como o tribunal lidou com o depoimento de SBF. A defesa alega que SBF foi forçado a antecipar seu depoimento sobre ter se apoiado em um advogado, o que deu ao júri uma visão tendenciosa de suas ações. 

Eles acrescentaram que ele estava seguindo aconselhamento jurídico e não sabia que estava infringindo alguma lei. 

A equipe da SBF também alega que o governo dos EUA violou as regras de descoberta de provas ao supostamente ocultar evidências que poderiam ter ajudado a limpar seu nome.

Uma preocupação à parte levantada é a parcialidade do juiz Lewis Kaplan. No recurso, os advogados da SBF pedem que o caso seja redistribuído para um novo juiz, caso o novo julgamento seja concedido. 

Eles citam comentários feitos por Kaplan durante a sentença, como quando ele disse: 

“Existe o risco de que esse homem esteja em posição de fazer algo muito ruim no futuro.”

Enquanto SBF se ocupa em recorrer de sua condenação, outros ex-executivos da FTX e da Alameda já se declararam culpados. 

Caroline Ellison, que dirigia a Alameda, Ryan Salame, que era CEO da FTX Digital Markets, Gary Wang, ex-CTO da FTX, e Nishad Singh, chefe de engenharia da FTX, admitiram a culpa. 

Os depoimentos deles foram fundamentais para o caso da acusação, pois ajudaram a provar que SBF era o mentor de tudo. 

Mas a defesa insiste que esses executivos também estiveram fortemente envolvidos no fracasso da FTX e não deveriam sair impunes tão facilmente.

Caroline está pedindo uma sentença sem prisão, e Ryan conseguiu irritar Kaplan, que agora o ameaça punir por ter mentido em sua confissão de culpa.

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