Alexander Vedyakhin, primeiro vice-presidente executivo do Sberbank, o maior banco da Rússia, anunciou que o número de pequenas e médias empresas chinesas que abriram contas bancárias aumentou 50% no último ano.
O banco russo Sberbank possui um escritório na China e inaugurou um centro em Vladivostok, cidade portuária no extremo leste da Rússia. Tudo isso para facilitar a expansão dos negócios entre empresas russas e chinesas.
Além disso, no Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, Alexander Vedyakhin afirmou que um curso em chinês sobre como abrir uma empresa na Rússia, criado pelo Sberbank, também contribuiu para atrair empresas chinesas.
Além do Syberbank, o VTB, segundo maior banco da Rússia, afirmou que sua filial em Xangai se transformou em um banco completo, expandindo sua base de clientes.
Por outro lado, os EUA estão perdendo investidores por causa das tarifas de Trump. Vários deles chegaram ao ponto de transferir seus ativos de empresas americanas.
A ONU apresenta uma perspectiva diferente da do Syberbank
O comércio entre a Rússia e a China disparou desde que os países ocidentais se afastaram de Moscou devido ao conflito na Ucrânia. De acordo com dados da alfândega chinesa, o volume registrado no ano passado atingiu 1,74 trilhão de yuans (US$ 239 bilhões).
No entanto, os dados da ONU publicados na quinta-feira mostram que o investimento estrangeiro direto na Rússia caiu drasticamente para US$ 3,3 bilhões em 2024, o menor valor desde 2001.
Os números foram divulgados no evento econômico mais importante da Rússia, o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo. Eles mostram que o investimento caiu 62,8% entre 2023 e 2024 e 50% em relação a 2021, o ano anterior à guerra, quando a Rússia atraiu US$ 38,8 bilhões.
Além disso, o Banco Central afirma que o investimento estrangeiro em setores não financeiros da Rússia caiu 57% nos últimos três anos. O IED (Investimento Estrangeiro Direto) caiu de US$ 497,7 bilhões no início de 2022 para US$ 216 bilhões em janeiro de 2025, o menor valor desde 2009.
Sergei Aleksashenko, ex-vice-governador do Banco Central da Rússia, afirmou que, mesmo que a guerra terminasse amanhã, poucas empresas sérias ainda desejariam investir na Rússia devido aos riscos políticos.
O relatório da UNCTAD também menciona a queda acentuada em 2022, quando as empresas estrangeiras retiraram um saldo líquido de US$ 15,2 bilhões. Isso ocorreu porque elas tiveram que repatriar rapidamente seus recursos após a invasão da Ucrânia pela Rússia e a imposição de duras sanções internacionais.
A economia russa está desacelerando - Syberbank
Alexander Vedyakhin, primeiro vice-presidente executivo do Sberbank, o maior banco da Rússia, afirmou que a economia russa pode desacelerar excessivamente devido às altas taxas de juros e pode enfrentar dificuldades para retomar a trajetória de crescimento.
“Existe o risco de a economia esfriar demais e de não conseguirmos sair dessa recessão, podendo o crescimento futuro ser muito limitado”, disse Vedyakhin.
Vedyakhin projetou uma taxa de crescimento de 1% a 2% em 2025, abaixo da projeção mais otimista do governo, de 2,5%. "São necessárias sabedoria e sensibilidade por parte do órgão regulador e de todas as autoridades econômicas e financeiras para conter a inflação e evitar uma queda tão acentuada na produção", acrescentou Vedyakhin.
Os internautas não se mostraram tão entusiasmados ao saber da relação comercial entre a Rússia e a China. Um deles afirmou que uma relação crescente entre os dois países não traria benefícios para a paz mundial.
No entanto, já é tarde demais para afirmar isso. O presidente dent Putin disse que a Rússia e a China planejam realizar exercícios militares este ano. Isso faz parte de seu plano de cooperação em diversas questões estratégicas.

