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Rússia e BitRiver construirão data centers de mineração de criptomoedas nos países do BRICS

PorJai HamidJai Hamid
Tempo de leitura: 3 minutos
Rússia e BitRiver construirão data centers de mineração de criptomoedas nos países do BRICS
  • A Rússia e a BitRiver estão unindo forças para construir centros de dados de mineração de criptomoedas nos países do BRICS, expandindo suas operações e infraestrutura de mineração.
  • A BitRiver já opera 21 centros na Rússia e está construindo mais 10; agora, a empresa mira os países do BRICS para novos projetos.
  • A nação europeia está usando a mineração de criptomoedas para contornar as sanções ocidentais, com legisladores pressionando compradores internacionais a usar Bitcoin para transações comerciais.

O governo russo, juntamente com a BitRiver, sua maior empresa de mineração de criptomoedas, está avançando com os planos de construir centros de dados para mineração de criptomoedas nos países do BRICS.

Esses países — Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — agora fazem parte da nova estratégia da Rússia para impulsionar suas operações de mineração e infraestrutura digital a um nível global.

O acordo é liderado pelo Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF), o fundo soberano do Estado. O anúncio foi feito no Fórum Empresarial dos BRICS, realizado em Moscou em 18 de outubro.

As duas entidades planejam expandir o poder computacional do país além das fronteiras, explorando tecnologias de criptografia e inteligência artificial (IA).

Ao aumentar a participação da Rússia na computação global, o país está se posicionando para se tornar uma potência em infraestrutura de data centers e projetos de IA.

A Rússia apoia a grande entrada da BitRiver no BRICS

A BitRiver já opera 21 data centers no país do leste europeu e está construindo mais 10. Mas isso não é suficiente. O CEO da empresa, Igor Runets, confirmou que agora estão de olho nos países do BRICS para a próxima fase de expansão.

“Juntamente com o Fundo Russo de Investimento Direto, vamos nos concentrar na criação de uma base de infraestrutura fundamentada na mineração [de criptomoedas]. Construiremos centros de dados e os conectaremos às capacidades apropriadas. Isso nos permitirá implantar e implementar projetos de IA”, disse ele.

Então, por que os BRICS? Simples. Há uma escassez global de data centers que consomem muita energia. A mineração de criptomoedas exige muita eletricidade, e o mundo está ficando sem lugares com espaço e energia suficientes para suportar a infraestrutura necessária.

É aí que a Rússia entra em cena, usando sua experiência para construir mais centros de dados, não apenas para criptomoedas, mas também para inteligência artificial. 

Embora ainda não haja informações sobre acordos específicos com os países do BRICS, a Rússia não esconde sua ambição de criar novas oportunidades nesses mercados.

O Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF) está se posicionando para aproveitar essa escassez e aumentar a participação da Rússia no mercado de poder computacional.

O CEO do RDIF, Kirill Dmitriev, afirmou que o foco está em expandir o potencial desses centros, com a possibilidade de ampliar o uso das tecnologias nos mercados dos BRICS. Trata-se de garantir a sustentabilidade futura.

Uma nova mudança de poder?

O RDIF lidera o grupo de trabalho de serviços financeiros e investimentos do Conselho Empresarial dos BRICS, pressionando para a criação de uma plataforma de investimento conjunta.

O objetivo é impulsionar setores de alta tecnologia, como inteligência artificial e criptomoedas, nos países do BRICS. O grupo acredita que isso poderia aumentar seu PIB coletivo em 1,2%, ou US$ 370 bilhões por ano.

A recente mudança de foco da Rússia para a mineração de criptomoedas não é segredo. O país fez declarações públicas alertando para a necessidade de cautela com as criptomoedas, mas, nos bastidores, está investindo pesado nesse setor.

Moscou está pronta para apoiar a mineração como um motor fundamental do crescimento econômico. O Ministério da Energia afirmou estar preparado para fornecer energia excedente às mineradoras, deixando claro que a Rússia está comprometida com o setor a longo prazo.

Sanções, Bitcoine geopolítica

Com o início da cúpula do BRICS em Kazan, na Rússia, as criptomoedas estão em pauta. Altos legisladores defendem a ideia de que mineradores russos poderiam vender seus tokens para compradores internacionais. Esses compradores poderiam então usar Bitcoin e outras criptomoedas para pagar por importações, contornando, assim, as sanções ocidentais.

As sanções atingiram a Rússia duramente, mas as criptomoedas oferecem uma alternativa aos sistemas financeiros tradicionais que dependem do dólar americano e dos bancos.

Richard Wolff, economista americano e professor emérito da Universidade de Massachusetts Amherst, comentou a situação, afirmando que a coalizão BRICS está ganhando terreno em relação aos Estados Unidos, que já atingiram seu ápice.

“Estamos em declínio… e tentamos nos manter firmes”, disse Wolff, referindo-se ao declínio da hegemonia global americana.

Ele salientou que os Estados Unidos perderam guerras importantes no Vietnã, Afeganistão e Iraque, e que, apesar do apoio incondicional dos EUA a Israel, é improvável que o país do Oriente Médio mantenha o controle sobre a região a longo prazo.

Wolff também observou que os países do BRICS estão ganhando vantagem sobre os EUA economicamente.

Odent do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, embora afastado da cúpula deste ano devido a problemas de saúde, apoia esses desdobramentos e participará da cúpula por videoconferência.

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