Em um matic para um dos golpes , o cofundador da OneCoin, Karl Greenwood, foi condenado a 20 anos de prisão.
Como mentor desse escândalo bilionário de pirâmide financeira, Greenwood enganou milhões de investidores desavisados em todo o mundo.
Ascensão e Queda de um Império Duvidoso
Originária da Bulgária, em 2014, a promessa da OneCoin era simples: ser anunciada como a próxima grande novidade no universo das criptomoedas, semelhante ao popular Bitcoin.
Contudo, como acontece com tudo que é bom demais para ser verdade, uma verdade sombria se escondia. O esquema não era apenas um golpe comum; ele era meticulosamente estruturado por meio de um modelo de marketing multinível.
Essa estrutura enganosa desempenhou um papel fundamental ao incentivar os membros da OneCoin a trazerem mais investidores desavisados para o grupo. Para cada novo membro, havia uma comissão.
E no topo dessa pirâmide estava Greenwood, embolsando impressionantes 5% de todas as vendas da OneCoin. Quando a poeira baixou, o Departamento de Justiça revelou que os lucros do principal distribuidor ultrapassaram a quantia exorbitante de US$ 300 milhões.
Greenwood, juntamente com sua enigmática parceira Ruja Ignatova, promoveu a OneCoin como o investimento revolucionário. Eles pintaram um quadro otimista de oportunidades e retornos ilimitados.
Mas por trás da fachada elaborada, escondia-se uma realidade sombria: a OneCoin era uma miragem. Uma construção criptográfica fictícia sem nenhum valor tangível. Desde a sua concepção, Greenwood e Ignatova haviam incorporado a fraude em sua essência.
É perturbador constatar que, somente entre 2014 e 2016, mais de 3,5 milhões de pessoas confiaram seu dinheiro à OneCoin, acumulando mais de US$ 4 bilhões em investimentos. A ironia é inegável.
Para uma moeda que alegava ter seu valor determinado pelas “forças do mercado”, a precificação estava longe de ser orientada pelo mercado. Na verdade, o preço da OneCoin não passava de um número tirado do nada.
A Caçada à “Criptorainha”
Embora o capítulo de Greenwood possa ter chegado ao fim, a saga da OneCoin está longe de terminar. Ruja Ignatova, ou como muitos a apelidaram de forma sinistra, a "Rainha das Criptomoedas", continua sendo uma figura esquiva.
Essa mestre dos disfarces não só figura no topo da lista dos 10 mais procurados pelo FBI, como também é uma prova da vasta teia de enganos que envolve a OneCoin.
O Departamento de Justiça dos EUA esclareceu sua fuga: poucos dias após a emissão de um mandado de prisão federal em seu nome em 2017, Ignatova desapareceu. Da Bulgária, ela seguiu para Atenas, na Grécia, sem deixar trac.
Seu paradeiro atual permanece um mistério. Há muitas especulações, sugerindo possíveis cirurgias plásticas ou alterações em sua aparência para evitar a vigilância da lei.
Corre o boato de que ela se move sob o olhar atento de guardas armados, o que reforça a seriedade de sua fuga. É evidente: a caçada começou. O FBI, que não se deixa deter facilmente, ofereceu uma recompensa exorbitante de US$ 250.000 por informações que levem à captura da "Rainha das Criptomoedas".
Em uma declaração apropriada, o Procurador dos EUA, Damian Williams, sem rodeios, destacou a dimensão da fraude. Ele enfatizou a esperança de que essa sentença tenha repercussão nos corredores financeiros, dissuadindo futuros charlatães de tentarem atos semelhantes.
A OneCoin, em sua audácia, não foi apenas um golpe; foi um forte lembrete dos perigos que espreitam nos terrenos desconhecidos dos investimentos em criptomoedas.
Com o crescimento contínuo do mundo das criptomoedas, é fundamental que os investidores ajam com cautela. Que a saga da OneCoin sirva de alerta, avisando os potenciais investidores sobre os riscos que se escondem por trás de promessas atraentes.
Cofundador da OneCoin é condenado a 20 anos de prisão