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A Nigéria se prepara para receber sua primeira stablecoin licenciada

PorOwotunse AdebayoOwotunse Adebayo
Tempo de leitura: 3 minutos
A Nigéria se prepara para receber sua primeira stablecoin licenciada
  • A Nigéria está prestes a receber sua primeira stablecoin licenciada, após a SEC e o Banco Central da Nigéria concederem a licença à nova moeda.
  • Os desenvolvedores mencionaram que a stablecoin proporcionará uma maneira mais simples, rápida e barata de realizar transações na blockchain.
  • A cNGN promete algo positivo para a indústria de criptomoedas na Nigéria, apesar de um cenário desanimador em termos de regulamentação.

A Nigéria está prestes a testemunhar o lançamento de sua primeira stablecoin licenciada, a cNGN. Segundo informações, a stablecoin será licenciada pelo Banco Central da Nigéria (CBN) e pela Comissão de Valores Mobiliários (SEC).

O lançamento da primeira stablecoin em conformidade com as regulamentações do país pode ser o início de uma nova era no setor, considerando a participação integral da SEC (Comissão de Valores Mobiliários da Nigéria) e do Banco Central da Nigéria (CBN). As stablecoins, que são atreladas a moedas fiduciárias por definição, podem ser usadas para realizar transações como remessas, pagamentos e negociações. Embora estejam registradas na blockchain, como Bitcoin, seus valores geralmente são estáveis, com baixas taxas por transação.

Segundo declaração de Adedeji Owonibi, diretor da cNGN, a stablecoin ainda está em processo de aprovação junto à Comissão de Valores Mobiliários da Nigéria (SEC). Embora a aprovação possa ocorrer a qualquer momento, Owonibi acrescentou que a stablecoin já está disponível em corretoras licenciadas na Nigéria, incluindo Quidax e Busha.

A primeira stablecoin licenciada da Nigéria está prestes a ser aprovada

Segundo os desenvolvedores da stablecoin, espera-se que a cNGN seja um marco importante no cenário digital nigeriano. Eles acreditam que a cNGN poderá ajudar a dissipar a incerteza do setor, trazendo mais clareza regulatória e estabilidade financeira.

O lançamento da stablecoin está previsto para começar este mês, e os desenvolvedores mencionaram que ela estará disponível em corretoras e instituições financeiras parceiras em todo o país. Dessa forma, indivíduos e empresas poderão utilizar a stablecoin para realizar transações seguras, rápidas e eficientes.

A Nigéria tem mantido seu ritmo global em termos de adoção de ativos digitais, com o uso da stablecoin Tether (USDT) em ascensão no país. Isso se deve, em grande parte, ao desempenho da moeda nacional, com a maioria dos indivíduos com conhecimento em tecnologia utilizando a stablecoin como proteção contra a desvalorização do naira.

Embora o governo nigeriano tenha lançado anteriormente o eNaira em 2021 como uma moeda digital do banco central, o cNGN segue um modelo diferente. Enquanto o eNaira foi criado e é controlado pelo Banco Central da Nigéria (CBN), o cNGN é uma stablecoin privada, operando em uma estrutura descentralizada, mas ainda sujeita aos padrões regulatórios do país.

O posicionamento em relação aos ativos digitais e o futuro do setor

O governo nigeriano tem demonstrado sentimentos contraditórios em relação aos ativos digitais e ao setor, com a legislação da área evoluindo ao longo dos anos. Em fevereiro de 2021, o Banco Central da Nigéria (CBN) anunciou a proibição de transações com criptomoedas, obrigando as instituições financeiras a não oferecerem serviços de custódia a plataformas e a reportarem tais transações. O principal banco do país citou diversas preocupações relacionadas a fraudes, lavagem de dinheiro e instabilidade financeira.

A ordem causou um aumento no uso do sistema de transações ponto a ponto (P2P), com algumas corretoras migrando para ele. No entanto, a situação mudou para o setor em dezembro de 2023, quando o Banco Central da Nigéria (CBN) anunciou a revogação da ordem, permitindo que os bancos oferecessem serviços a plataformas de ativos digitais licenciadas. A medida sinalizou uma abordagem positiva para o setor, mas as coisas não mudaram para os usuários.

Entretanto, a SEC, que já vinha demonstrando apoio às criptomoedas há algum tempo, lançou seu programa de incubação para auxiliar na supervisão da regulamentação de projetos como o cNGN, garantindo que estejam em conformidade com as normas do setor. Espera-se que o cNGN seja atrelado ao naira, oferecendo uma forma de realizar remessas em criptomoedas sem a necessidade de ativos voláteis. As empresas, por sua vez, têm a ganhar, aproveitando taxas de transação mais baixas, liquidações mais rápidas e inclusão financeira.

Chimezie Chuta, fundador do Blockchain Nigeria User Group, mencionou que o cNGN permitirá que a população nigeriana se integre ao setor, ao mesmo tempo que ajudará a impulsionar a moeda do país para as finanças descentralizadas. “O cNGN ajudará a integrar a população não bancarizada, alcançando assim uma maior inclusão financeira. Também permitirá que as empresas se integrem a empresas de criptomoedas que suportam o cNGN como moeda, em vez de dependerem exclusivamente dos canais de pagamento tradicionais”, disse Chuta.

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Owotunse Adebayo

Owotunse Adebayo

Adebayo é um escritor com quatro anos de experiência no universo das criptomoedas. Ele se formou na Universidade de Lagos, onde estudou Planejamento Urbano e Regional. Adebayo trabalhou na Tokenhell e na CryptoTicker, escrevendo notícias sobre criptomoedas e fintechs. Atualmente, ele é colaborador do Cryptopolitan.

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