A Comissão de Valores Mobiliários da Nigéria (SEC) anunciou novas leis que irão regulamentar as práticas de influenciadores de criptomoedas no país. Essa nova regulamentação representa uma atualização das regras anteriores que regiam o setor. De acordo com a nova legislação, todas as plataformas de criptomoedas devem obter uma licença do órgão antes de poderem realizar qualquer atividade promocional. Isso inclui promoção em TV, rádio, mídias sociais e outras mídias impressas.
Como parte dos requisitos, os influenciadores de criptomoedas são obrigados a divulgar quaisquer benefícios financeiros que enj pela promoção de uma plataforma ou ativo. O comunicado revelou que o descumprimento pode resultar em multa de 10 milhões de nairas ou até três anos de prisão. A nova regulamentação entrará em vigor em 30 de junho de 2025. As novas leis da SEC foram vistas como uma necessária purificação do setor de criptomoedas na Nigéria, eliminando práticas exploratórias.
Explicação da lei da SEC da Nigéria sobre influenciadores de criptomoedas
De acordo com o documento intitulado “Requisitos Específicos para Promoções de Terceiros e em Mídias Sociais”, qualquer empresa de criptomoedas que deseje contratar os serviços de influenciadores deve primeiro enviar uma carta por escrito à comissão. A SEC também afirmou que os influenciadores devem aderir estritamente às regras estabelecidas, observando que a plataforma deve garantir que as regras sejam cumpridas.
A comissão mencionou que os influenciadores envolvidos devem primeiro fornecer uma cópia detalhada do contrato antes que este seja endossado. Devem também garantir que os produtos e plataformas que pretendem influenciar possuam todas as licenças necessárias emitidas pela comissão. Os influenciadores são ainda obrigados a revelar aos seus seguidores se foram pagos pelos seus serviços ou kits antes de os prestarem.
Por fim, a SEC afirmou que continuará monitorando as atividades promocionais do setor para garantir que estejam em conformidade com as normas da Comissão. Caso alguma empresa ou influenciador seja flagrado violando as regras, a SEC sancionará as partes envolvidas, aplicando multas e outras sanções. A Comissão também prometeu realizar revisões periódicas de suas normas para garantir que estejam alinhadas às tendências globais, promovendo a inovação no setor.
Especialistas do setor discutem a nova regra da SEC da Nigéria
Analistas de criptomoedas renomados discutiram a nova regra, e a maioria deles ofereceu avaliações honestas sobre suas falhas. Uma delas é a educadora em criptomoedas Rume Ophi. Segundo Ophi, as novas leis garantirão a integridade do setor, considerando-as um passo adiante.
“Antes, o setor havia presenciado inúmeros casos de pessoas mal-intencionadas que se aproveitavam da falta de regulamentação, causando prejuízos financeiros significativos a indivíduos. A implementação de uma política que exija que as promoções sejam feitas por entidades licenciadas reduzirá significativamente o número de projetos questionáveis anunciados”, disse Ophi.
Segundo Ophi, a maioria das indústrias de tecnologia está sempre ameaçada por agentes mal-intencionados, e o setor de criptomoedas não é exceção. Sendo assim, é necessário estabelecer leis que controlem as atividades de pessoas que promovem entidades e produtos nesse setor.
Além disso, o da SEC expressou sua gratidão ao presidente dent Ahmed Tinubu por sua postura favorável às criptomoedas e pelo apoio ao setor. Ele mencionou que sua nomeação como presidente da SEC foi possível graças à influência do presidente dent Segundo a SEC, duas empresas de criptomoedas, Busha e Quidax, foram as primeiras a obter licença para operar no país, evidenciando um novo cenário para o setor de criptomoedas na Índia.
Entretanto, a percepção do governo sobre as criptomoedas permanece relativamente desconhecida. Embora haja uma proibição desses ativos, o país figura entre os que apresentam a maior taxa de adoção no continente. Contudo, a maioria dessas transações ocorre via peer-to-peer, com a maioria dos bancos relutantes em fornecer seus serviços a plataformas de criptomoedas, alegando ordens governamentais.

