A procuradora-geral de Nova York, Letitia James, chegou a um acordo inovador com a Genesis, empresa de empréstimos em criptomoedas, para indenizar investidores lesados. Isso ocorre depois que a Genesis, anteriormente na vanguarda do Digital Currency Group, foi envolvida nas consequências mais amplas do setor, desencadeadas pelo colapso da FTX.
Seus problemas financeiros resultaram em um pedido de falência sob o Capítulo 11 em janeiro de 2023. Este acordo é o maior já firmado contra uma empresa de criptomoedas na história do estado de Nova York e envolve enormes indenizações financeiras.
Nova York obtém justiça para os investidores
Como parte do acordo, será criado um fundo específico para as vítimas, destinado a auxiliar aqueles que sofreram fraude. Essa iniciativa beneficiará especificamente mais de 29.000 nova-iorquinos que investiram mais de US$ 1,1 bilhão por meio do programa Gemini Earn.
“Este acordo histórico é um passo importante para garantir que as vítimas que investiram na Genesis tenham um mínimo de justiça.”
Procuradora-Geral Letitia James
O acordo também impõe uma proibição rigorosa à Genesis de operar em Nova York, reforçando o compromisso do estado em proteger seus cidadãos de práticas financeiras predatórias no setor de criptomoedas.
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Além disso, a resolução foi alcançada após o tribunal de falências revisar e aprovar o acordo, reconhecendo a necessidade de tais medidas para reparar os danos financeiros generalizados causados aos investidores. Quando os investidores sofrem perdas devido a fraude e manipulação, eles merecem ser integralmente ressarcidos, afirmou a Procuradora-Geral James.
Nova York continuará a combater a fraude com criptomoedas
O acordo não apenas indeniza as vítimas, mas também estabelece as bases para um maior rigor regulatório no setor. Em sua declaração, a Procuradora-Geral James destacou as consequências reais da supervisão e regulamentação insuficientes no setor de criptomoedas e sua determinação em estabelecer um mercado devidamente regulamentado para os investidores de Nova York.
Essa vitória judicial faz parte de uma repressão mais ampla às atividades fraudulentas no mercado de criptomoedas. Em outubro de 2023, a Procuradora-Geral James iniciou um processo contra a Genesis e outros réus por ocultarem mais de US$ 1,1 bilhão em perdas de investidores envolvidos no programa Gemini Earn.
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O Fundo de Indenização às Vítimas distribuirá os pagamentos a partir dos ativos remanescentes da Genesis após as distribuições iniciais da falência. Caso esses ativos sejam insuficientes para compensar integralmente os credores, o fundo utilizará até US$ 2 bilhões dos ativos remanescentes da Genesis para garantir a recuperação total das perdas.
Este mecanismo estruturado de compensação sublinha o compromisso da Procuradoria-Geral não só em combater as injustiças atuais, mas também em dissuadir condutas semelhantes no futuro.
Procurador-Geral faz um apelo à ação
A Procuradora-Geral Letitia James continua a incentivar os nova-iorquinos afetados por práticas enganosas nos mercados de ativos virtuais a denunciarem esses problemas ao Gabinete da Procuradora-Geral (OAG). Ela também exorta os profissionais do setor que testemunharam má conduta ou fraude a se apresentarem e registrarem denúncias, que podem ser feitas anonimamente.
Sob a liderança de James, o Gabinete do Procurador-Geral (OAG) tem estado na vanguarda da aplicação das regulamentações sobre criptomoedas e da obtenção de acordos substanciais com entidades que ultrapassaram os limites legais. Ações anteriores incluem a obtenção de mais de US$ 22 milhões da KuCoin e US$ 4,3 milhões da Coin Cafe, entre outras.
Reportagem Cryptopolitan por Jai Hamid

