A Moody's propõe um modelo de classificação de crédito para stablecoins.

- A Moody's planeja classificar as stablecoins com base na qualidade e no tipo de ativos que as lastreiam.
- A estrutura avaliará riscos como liquidez, tecnologia e valor de mercado dos ativos de reserva.
- A proposta está aberta para consulta pública até 26 de janeiro de 2026, à medida que as stablecoins se integram cada vez mais ao sistema financeiro tradicional.
A Moody's, uma das principais agências globais de classificação de risco, amplamente reconhecida como uma das "três grandes" (juntamente com a S&P e a Fitch), anunciou sua proposta de adotar uma nova abordagem para avaliar stablecoins. A agência de classificação de risco adotou essa sugestão devido à crescente integração dos ativos digitais ao sistema financeiro tradicional.
Em comunicado divulgado na sexta-feira, 12 de dezembro, a Moody's anunciou sua intenção de avaliar cuidadosamente a solvência das obrigações de stablecoins. Posteriormente, a agência prometeu atribuir classificações de acordo com essa avaliação.
Para executar esse plano de forma eficaz, a Moody's observou que primeiro examinará cada tipo de ativo nas reservas que dão suporte a uma stablecoin. Em segundo lugar, a agência de classificação de risco avaliará a qualidade desses ativos de acordo com suas próprias classificações e as de partes relacionadas.
A Moody's propõe uma nova forma de avaliar especificamente as stablecoins.
A nova estrutura da Moody's sugere que dois tokens atrelados ao dólar americano, que alegam ter lastro de 1:1, podem estar sujeitos a classificações diferentes dependendo do tipo de ativos usados para lastreá-los.
Fontes observaram que a agência de classificação de risco divulgou essa sugestão em um momento em que diversas instituições financeiras estão se preparando para começar a adotar ou aumentar o uso de stablecoins, especialmente nos Estados Unidos.
Na sequência dessa situação, a Moody's explicou que "A segunda parte da nossa análise proposta se concentraria nos riscos de valor de mercado, avaliando o risco associado a cada ativo de reserva com base em seu tipo e no prazo até o vencimento."
Para complementar essa declaração, fontes familiarizadas com o assunto destacaram que essa análise resultará na existência de taxas antecipadas aplicáveis a cada tipo de valor de ativo. Além disso, reconheceram que a proposta da agência recomenda considerar o risco operacional, o risco de liquidez, o risco tecnológico e outros fatores de uma stablecoin ao determinar sua classificação.
Como essa proposta foi compartilhada com o público para receber feedback, surgiram relatos de que a Tether, uma empresa de tecnologia financeira que emite a maior stablecoin do mundo, já havia recebido críticas no passado em relação à sua falta de transparência quanto às reservas que sustentam sua stablecoin.
Para responder a essas críticas, a fintech tomou medidas cruciais com o objetivo de tranquilizar o mercado. A empresa de criptomoedas também deixou claro que pretende lançar em breve uma stablecoin voltada para o mercado americano.
Entretanto, relatórios de outubro indicaram que a Tether anunciou ter um total de aproximadamente US$ 135 bilhões investidos em títulos do Tesouro dos EUA. Em relação à Lei GENIUS (Guiding and Establishing National Innovation for US Stablecoins Act), recentemente aprovada, fontes confiáveis afirmaram que o projeto estabelece a primeira estrutura regulatória federal abrangente para stablecoins de pagamento nos Estados Unidos. Essas fontes mencionaram que o projeto incentiva os emissores a manterem reservas altamente líquidas para lastrear suas stablecoins.
Por outro lado, analistas argumentaram que tais reservas deveriam cobrir ativos seguros, como depósitos em bancos segurados e títulos do Tesouro dos EUA.
A proposta da Moody's suscita debates acalorados entre indivíduos.
Na sequência da proposta da Moody's, reportagens desta semana destacaram que a agência de classificação de risco apresentou um plano estratégico que descreve como avaliará as stablecoins.
Nesse plano detalhado, a Moody's afirmou que sua "metodologia de classificação intersetorial" seria o método adequado para ser aplicado globalmente às stablecoins, especialmente nos casos em que as práticas de emissão e gestão dessa criptomoeda sejam mantidas separadas de outras atividades.
A agência se referiu a esses ativos separados como ativos de reserva. Segundo ela, a segregação efetiva significa que esses ativos de reserva só podem ser utilizados para cumprir obrigações vinculadas à stablecoin. Isso se aplica mesmo se a emissora ou suas afiliadas falirem.
Vale destacar que a Moody's teria aberto espaço para comentários dos participantes do mercado sobre o sistema proposto. O prazo para envio de feedback está previsto para 26 de janeiro de 2026.
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Nélio Irene
Nellius é formada em Administração de Empresas e TI, com cinco anos de experiência no setor de criptomoedas. Ela também é graduada pela Bitcoin Dada. Nellius já contribuiu para importantes publicações de mídia, incluindo BanklessTimes, Cryptobasic e Riseup Media.
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