A Microsoft fez progressos significativos com seus assistentes de IA Copilot, garantindo um importante acordo com o Barclays.
Judson Althoff, diretor comercial da Microsoft, informou aos funcionários que o banco britânico Universal Bank assinou um contrato para comprar 100.000 licenças do assistente de IA Copilot da Microsoft, marcando um negócio significativo.
Ao preço de tabela padrão de US$ 30 por usuário por mês, este acordo poderia gerar aproximadamente US$ 36 milhões em receita anual para a empresa de tecnologia, embora grandes clientes normalmente recebam descontos por volume.
A Microsoft incorporou o Copilot, sua principal oferta de IA, em todos os seus produtos. Durante a teleconferência de resultados do terceiro trimestre, em 30 de abril, o CEO Satya Nadella listou uma série de aplicativos com tecnologia Copilot e umatronadoção da solução.
Segundo Nadella, a empresa de tecnologia está apresentando uma prévia de um agente de engenharia de software inédito, capaz de lidar com tarefas de desenvolvimento de forma assíncrona. Ele observou que o GitHub Copilot agora tem mais de 15 milhões de usuários, um aumento de mais de quatro vezes em relação ao ano anterior, com adoção tanto por empresas nativas digitais como a Twilio quanto por grandes corporações, incluindo Cisco, HPE, Skyscanner e Target, todas utilizando a ferramenta para incorporar IA em todo o ciclo de vida do desenvolvimento de software.
A Microsoft revela seu principal foco: aumentar a adoção do Copilot
As pessoas que preferiram permanecer anônimas, já que o acordo foi revelado em caráter privado, disseram que Althoff afirmou que várias dezenas de clientes — como Accenture Plc, Toyota Motor Corp., Volkswagen AG e Siemens AG — agora têm mais de 100.000 usuários do Copilot.
A Microsoft está concentrando seus esforços na adoção do Copilot e monitorando de perto a porcentagem de funcionários de seus clientes que estão utilizando as ferramentas, afirmou Satya Narayana Nadella, presidente e diretor executivo da Microsoft, durante um evento geral da empresa.
Após sua estreita parceria com a OpenAI, criadora do ChatGPT, a empresa está integrando o Copilot ao seu conjunto de aplicativos de produtividade. A maior fabricante de software do mundo é vista como líder na comercialização de produtos de IA.
Em janeiro, a Microsoft afirmou que seu pacote de IA, que inclui infraestrutura em nuvem e aplicativos de IA, estava a tracde atingir pelo menos US$ 13 bilhões em receita anual.
Apesar de todos esses avanços, Wall Street ainda está ansiosa para ver provas de que a aposta bilionária está dando certo.
Clientes corporativos descrevem o Copilot como uma implementação gradual e uma série de testes
Surgiram muitos relatos de clientes corporativos que adotaram o Copilot, mas a Microsoft não divulgou o número total de clientes nem o impacto financeiro dessas vendas.
Outros clientes corporativos afirmaram que as ferramentas precisam de muitos ajustes internos e treinamento para os funcionários. Além disso, muitos dizem que o uso do Copilot não se resume a uma corrida para equipar todos os funcionários com o software caro o mais rápido possível, mas sim a uma implementação gradual, seguida de uma série de testes.
Semanas após divulgar planos para demitir 6.000 funcionários — quase 3% da força de trabalho — a Microsoft também tem motivos para mobilizar seus colaboradores. Na reunião, Nadella abordou os cortes e explicou que eles foram motivados por mudanças organizacionais, e não pelo desempenho dos funcionários.
As demissões concentraram-se nas pessoas que fabricam os produtos da empresa, sugerindo que nem mesmo os empregos de engenharia estão imunes à era da inteligência artificial.
A Microsoft recusou-se a comentar o assunto. Representantes do Barclays, Accenture, Toyota, Volkswagen e Siemens também não emitiram declarações.

