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Bitcoin foi apresentado como o dinheiro do povo, mas será que é tão descentralizado quanto querem que você acredite?

PorNélio IreneNélio Irene
Tempo de leitura: 2 minutos
  • Os dados de carteiras digitais da Bitinfocharts mostram que a maior parte do Bitcoin (BTC) do mundo pertence a uma pequena porcentagem de investidores. 
  • Alguns setores veem essa concentração de propriedade Bitcoin como um desvio das verdadeiras intenções dos fundadores da moeda. 
  • No entanto, os entusiastas Bitcoin não veem essa concentração como algo que prejudique a descentralização.

Uma das principais promessas do Bitcoin(BTC) é a liberdade — a libertação do mundo financeiro das amarras do sistema financeiro tradicional (TradFi). Como? Através da descentralização, um sistema sem intermediários permite a troca de valor ponto a ponto.

Recentemente, a principal criptomoedatracum novo rótulo — o dinheiro do povo — em referência ao seu suposto design e função igualitários. Mas será que o Bitcoin é realmente o meio de troca abrangente que seus defensores afirmam ser? 

O analista financeiro Vik Aggarwal apresentou novos dados da bitinfocharts que refutam essa noção. Ele compartilhou suas ideias por meio de uma publicação no LinkedIn. 

Quase 75% dos Bitcoin disponíveis estão nas mãos de apenas 2% dos endereços

Segundo a apresentação, apenas 2% dos endereços de Bitcoin detêm 74% do ativo digital. Esse poder altamente concentrado, afirma Aggarwal, contradiz os princípios fundadores do Bitcoin. 

Ele explicou:

Bitcoin deveria ser descentralizado, independente dos bancos centrais, uma liberdade em relação às autoridades. Você sabia que, na verdade, é o oposto disso?

~Aggarwal

O analista também afirmou que a concentração poderia representar um problema para a moeda e sua rede caso as poucas baleias do BTC decidissem se desfazer dela. Ele citou o exemplo de uma empresa chinesa não identificada que provocou uma queda repentina de US$ 649 milhões ao vender suas participações. 

Opiniões contrastantes sobre a descentralização do Bitcoin 

A publicação de Aggarwal recebeu muitos comentários sobre o assunto, com algumas pessoas criticando suas afirmações e outras o apoiando. Maureen Salim é uma das que o apoiaram. Ela descreveu os 2% como dragões que guardam o ouro (BTC).

Para ela, investir em BTC é um jogo de pôquer de alto risco em que os pequenos investidores são as fichas. Ela concordou que eles sofreriam se a maioria das baleias decidisse vender suas reservas. 

Mas, para Olivier C., Aggarwal não havia entendido a questão. Ele explicou que, ao falar de descentralização, os usuários Bitcoinse referiam ao protocolo de consenso que protegia a plataforma BTC. Já a distribuição se referia às quantias mantidas pelas carteiras. 

Ele acrescentou que a propaganda anti-BTC era a forma que a TradFi encontrou para continuar controlando o sistema financeiro. Olivier insistiu que o BTC era a chave para desbloquear a economia livre.

Qual o futuro da descentralização do Bitcoin? 

O debate sobre a descentralização do Bitcoin permanece espinhoso há muito tempo. No entanto, está voltando à tona devido ao crescente interesse de investidores institucionais no ativo. 

Alguns dizem que essa mudança é benéfica para a moeda, pois demonstra a confiança de grandes investidores no BTC. Enquanto isso, outros usuários de criptomoedas temem que a entrada de grandes investidores no mercado torne a moeda inacessível para os investidores de varejo. 

Enquanto o debate continua acirrado, cresce a necessidade de auditar a evolução do Bitcoinpara garantir que ele permaneça fiel às intenções de seu criador. 

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Nélio Irene

Nélio Irene

Nellius é formada em Administração de Empresas e TI, com cinco anos de experiência no setor de criptomoedas. Ela também é graduada pela Bitcoin Dada. Nellius já contribuiu para importantes publicações de mídia, incluindo BanklessTimes, Cryptobasic e Riseup Media.

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