Relatório: A maior corretora da China, Huobi, planeja adquirir a Bithumb e a bitFlyer

Resumo resumido
- A corretora Huobi estaria planejando adquirir a bitFlyer e a Bithumb.
- A aquisição, no entanto, foi suspensa em decorrência da investigação em curso sobre a bolsa de valores.
A Huobi, principal corretora de criptomoedas da China, está considerando adquirir duas corretoras populares: a Bithumb e a bitFlyer, segundo informações divulgadas hoje pelo jornalista chinês especializado em blockchain, Colin Wu. A iniciativa, que foi interceptada pelo governo chinês, é vista como uma tentativa da corretora de expandir suas operações para outros países. No caso da Bithumb, a administração já havia manifestado interesse em vender a corretora por motivos internos.
Exclusivo: Wu apurou que a Huobi, a maior corretora da China, está tentando adquirir a Bitflyer, a maior corretora do Japão, e a Bithumb, a maior corretora da Coreia. O preço da Bitflyer é de US$ 500 milhões. No entanto, como a Huobi está sendo investigada pelo governo chinês, ambas as transações serão suspensas. pic.twitter.com/rORH7x1EMn
— Wu Blockchain (Repórter de Criptomoedas Chinês) (@WuBlockchain) 17 de novembro de 2020
A Huobi planejou expansão com as principais corretoras
Tanto a Bithumb quanto a bitFlyer estão entre as principais corretoras em seus respectivos mercados. A corretora japonesa bitFlyer movimenta um volume diário de negociação superior a US$ 150 milhões e ocupa a nona posição no ranking das maiores corretoras no mercado à vista. Já a Bithumb, com sede na Coreia do Sul, movimenta mais de US$ 300 milhões em volume diário de negociação. A corretora japonesa estava à venda por US$ 500 milhões. O valor da aquisição da Bithumb não foi divulgado, mas, segundo informações recentes, não seria inferior a US$ 400 milhões.
Em 22 de setembro, Cryptopolitan noticiou que a exchange sul-coreana estava buscando um comprador com uma oferta entre US$ 430 milhões e US$ 604 milhões. Essa foi a segunda vez que a Bithumb foi anunciada à venda. Houve problemas internos, tanto legais quanto de gestão, entre os investidores.
“Enquanto as disputas sobre os direitos de gestão e os processos judiciais continuam, especulamos que os investidores estejam tentando recuperar seus investimentos e se desfazer da empresa por meio da venda”, diz o relatório.
interceptação pelas autoridades chinesas
Com a aquisição das corretoras, a Huobi planejava expandir sua atuação para outros mercados internacionais, além do mercado chinês. Segundo Wu, a Huobi dependia tanto do mercado chinês que sua força de trabalho, usuários e investimentos provinham, em sua maioria, daquele país. A aquisição precisa ser concretizada, em decorrência da recente investigação do governo chinês sobre a Huobi.
As negociações de aquisição se prolongaram por algum tempo, mas, devido à investigação repentina no início de novembro, ambas as aquisições serão suspensas até a conclusão da investigação do governo chinês. O fundador da Huobi está proibido de deixar a China desde 2017.
— Wu Blockchain (Repórter de Criptomoedas Chinês) (@WuBlockchain) 17 de novembro de 2020
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Ibiam Wayas
Ibiam Wayas cobre notícias sobre criptomoedas desde 2019. Ele estudou Ciência da Computação na Universidade Nacional Aberta da Nigéria. Seus trabalhos foram publicados em diversas plataformas de notícias sobre criptomoedas, incluindo Coinfomania, Crypto News Australia e AltcoinBuzz. Com base em sua formação em Ciência da Computação, ele agora se concentra em notícias sobre criptomoedas, robótica e longevidade.
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