Em ações regulatórias recentes, a Comissão de Valores Mobiliários e Futuros de Hong Kong (SFC) adotou uma postura firme contra a corretora de criptomoedas MEXC, adicionando-a à sua lista em 15 de março. Esse desenvolvimento destaca a vigilância da SFC em garantir a conformidade no setor de criptomoedas, especialmente no que diz respeito aos requisitos de licenciamento para operar em Hong Kong.
A MEXC está sob o escrutínio da SFC de Hong Kong
A MEXC tem sido alvo de escrutínio por promover ativamente seus serviços a investidores em Hong Kong sem obter as licenças necessárias da SFC (Comissão de Valores Mobiliários e Futuros de Hong Kong), em particular a licença para plataformas de negociação de ativos virtuais (VATP), essencial para a operação legal na região. Essa falta de licenciamento adequado coloca a MEXC em violação da Lei de Combate à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo de Hong Kong, que considera ilegal a prestação de serviços de ativos virtuais, incluindo a operação de uma bolsa de ativos virtuais, sem a devida autorização.
O alerta da SFC serve como um lembrete para todas as entidades que operam no espaço cripto sobre a importância de cumprir os requisitos regulatórios para evitar consequências legais. A ação da SFC contra a MEXC ocorre logo após a inclusão da corretora de criptomoedas Bybit em sua lista de advertências, ressaltando o escrutínio regulatório a que as corretoras de criptomoedas não licenciadas estão sujeitas em Hong Kong.
Atualmente, a lista de advertência da SFC inclui 20 corretoras de criptomoedas que não possuem as licenças necessárias para operar na região. Apesar de não possuir licença, a MEXC continua sendo um player importante no mercado de criptomoedas, ocupando a 11ª posição no ranking mundial de maiores corretoras em volume de negociação. Ela ostenta um volume de negociação substancial de 24 horas, superior a US$ 2,19 bilhões, e oferece acesso a uma ampla gama de 1.942 criptomoedas,tracuma base de usuários considerável, com mais de três milhões de visitas semanais.
Falsificação de identidade e inclusão de sites falsos em listas negras
Vale ressaltar que a SFC já tomou medidas decisivas contra sites falsos que se fazem passar por corretoras de criptomoedas locais legítimas. Em 4 de março, a SFC emitiu um alerta sobre diversos sites suspeitos que se faziam passar por plataformas de negociação de criptomoedas licenciadas, incluindo a OSL Digital Securities e a Hash Blockchain Limited (também conhecida como HashKey).
Alguns desses sites fraudulentos também se faziam passar pela MEXC, o que levou a SFC a incluir oito domínios que se faziam passar pela MEXC em sua lista negra em 9 de fevereiro. Em termos de conformidade regulatória, as corretoras de criptomoedas que operam em Hong Kong foram obrigadas a apresentar pedidos de VATP até 29 de fevereiro. O não cumprimento desse requisito significa que as empresas não licenciadas devem cessar suas operações na Região Administrativa Especial até 31 de maio.
Além disso, as corretoras cujos pedidos de VATP forem rejeitados pela SFC devem desocupar a cidade em até três meses, o que reforça ainda mais a importância da conformidade regulatória no setor de criptomoedas. Atualmente, apenas duas de criptomoedas em Hong Kong possuem licenças oficiais da SFC. A OSL Exchange obteve sua licença em 15 de dezembro de 2020, enquanto a HashKey Exchange foi licenciada em 9 de novembro de 2022. Essas corretoras licenciadas servem como referência para a conformidade regulatória no setor, proporcionando aos investidores um ambiente de negociação seguro e transparente no cenário de criptomoedas em constante evolução de Hong Kong.

